14 julho 2016

Nildão é tema da série "Memórias" para o canal Curta!




A TêmDendê Produções começou a produção da série documental "Memórias", com exibição pelo canal Curta! e que terá 13 episódios de 45 minutos cada. A cada episódio, um ícone da cultura brasileira é mostrado e, com seus relatos, ajuda a criar um panorama sobre o país, com múltiplos pontos de vista. O cartunista Nildão é um dos artistas retratados. A produção se propõe a fazer um mergulho na cultura brasileira pelo olhar de personalidades que contribuíram para o cenário cultural do país.

Cartunista, poeta, ilustrador, grafiteiro e designer. Nildão começou a publicar seus trabalhos na década de 1970 e não parou mais. Na época ele e seus colegas baianos lutavam pelo reconhecimento público do cartum como expressão artística válida. Na década de 1980 a plasticidade de seus trabalhos explodiu em cores vivas, degrades e meios tons sensuais. Seus álbuns de humor eram cada vez mais publicados e popularizados.

“Eu comecei fazendo livros de cartuns. Getúlio Santana me convidou para ser sócio na livraria Linterarte. Aí eu entrei nesse universo, e eu sempre estava levando livros para casa e sempre vendo o que as pessoas me apontavam. Depois entrei no território do humor através do Millôr, daquele suplemento do O Cruzeiro que era O Centavo. Depois foi O Pasquim, que foi minha escola para ser cartunista, e comecei  a perceber que eu poderia  fazer mais coisas com a linguagem do humor: poderia escrever, inclusive. Aí o acesso à literatura me ajudou bastante”, disse em uma de suas entrevistas

Na década de 1990 seu raio de ação foi o designer gráfico, mantendo o cartunismo e o graffiti em dia.

E começou a produzir capas de discos, de livros, logomarcas, folhetos e cartazes exigindo dele mais habilidade, reconhecimentos e versatilidade. Mestre da velocidade verbal compacta, minimalista, Nildão está, sem nenhum favor, entre os melhores grafistas da atualidade.

"As pessoas estão precisando rir mais um pouco, o clima tá muito pesado", disse às vésperas de lançar o 16º livro da carreira, Drops Pops. As "nanodelicadezas", como o cartunista e poeta Nildão chama seus textos curtos, tratam de coisas imensas. O humor, marca de sua personalidade e criações, está lá, mas há muitos níveis com que se expressa. As pequenas estruturas textuais que se assemelham a haicais ou a tankas têm ido mais fundo no que buscam representar.

Desenho de traço nítido, econômico, o cartunista Nildão em vez de fazer rir às custas da pessoa retratada, o homem que aparece em seus desenhos é anônimo. E o espectador se identifica com ele. Em vez de desenhar os que estavam no poder, Nildão preferia os que estavam em baixo, os que estavam sofrendo ação. Em vez de abrir as portas e ver os poderosos e saber dos fatos dali dos bastidores, ele está em baixo, ouvindo eco das pessoas. Poesia: Remédio contra azia, Borboletras composto de pequenos textos, nanodelicadezas, Penso, logotipo.

Nildão, um dos mais atuantes passou a ser reconhecido nacionalmente pelos trabalhos. Um de seus desenhos marcantes na época foi o de um cangaceiro que urinava pó na caatinga. Desenho de traço nítido, econômico, o cartunista Nildão em vez de fazer rir às custas da pessoa retratada, o homem que aparece em seus desenhos é anônimo. E o espectador se identifica com ele. Ele não ri mais às custas de um outro, mas às suas próprias custas. Porque hoje, os desenhos de humor é um espelho. Suas ótimas ideias colocaram seu trabalho em um patamar sempre elevado. De grafiteiro, cartunista, hoje é designer gráfico. O humor é o equilíbrio, uma questão de saúde, se você sofre do fígado não consegue rir.

Em vez de desenhar os que estavam no poder, Nildão preferia os que estavam em baixo, os que estavam sofrendo ação. Em vez de abrir as portas e ver os poderosos e saber dos fatos dali dos bastidores, ele está em baixo, ouvindo eco das pessoas. Nos anos 80, Nildão publicou Me Segura qu'eu Vou dar um Traço, um marco na história do humor baiano. Oito anos depois veio Bahia: Odara ou Desce. Em 1989, o livro de grafites Quem não Risca não Petisca, depois Ivo Viu o Óbvio, É Duro ser Estátua, entre outros.

A obra de Nildão nos revela um artista gráfico de respeito profundo pelo trabalho a que se sente
chamado. Longe de toda estridência, Nildão encara seu trabalho plástico renunciando desde o começo tanto afagos do convencional como aos fáceis impulsos do modismo. Seu trabalho golpeia, escava no lado trágico do mundo de hoje para expô-lo sem concessões ou sua verdade.

No traço distorcido, contundente, irônico, muitas vezes cruel outras líricas, que deforma e informa, Nildão deixou impresso um retrato desse país numa época marcante de sua história recente. O traço desmascara, escancara, revisa do avesso e expõe os personagens do nosso dia a dia. Ele condensa sua ação no desenho e desdenha do verbo. E assim Nildão da a todos seu toque implacável do ser humano.


Nildão como cartunista publicou na década de 80 os livros “Me segura qu’eu vou dar um traço” (1980), “Bahia - Odara ou Desce” (1988) e o livro de grafites “Quem não risca não petisca” (1989). Na década de 90 lançou “Ivo viu o óbvio” (1998), além do flip-book “Capoeira Ligeira”, este realizado em parceria com o fotógrafo Aristides Alves. Em 2001, publicou o livro de cartuns “É duro ser estátua” e em 2003 lançou “Poesia - remédio contra azia”, sua primeira experiência no gênero. Em 2005 lançou “Colíricas”, e em 2006 colocou nas ruas “O sol nasce para toldos”, além da coleção de postais “São será o Benedito e outros santos geneticamente modificados”, criado em parceria com Renato da Silveira. Em 2007 publica “Borboletras”, mais um trabalho composto de pequenos textos e nano delicadezas. Em 2008, Nildão brinda o público com o livro “Penso, Logotipo”, uma brincadeira divertida com as imagens e os ícones de nosso tempo. Em 2009 retornou ao cartum através do livro de cores intensas “Quem pode pódio” e em 2010 voltou ao formato de pequenos textos com “as transparências enganam”. Em 2011 colocou na praça “na ponta do lapso”, livro de humor com provocações visuais.


Nildão como cartunista publicou na década de 80 os livros “Me segura qu’eu vou dar um traço”
(1980), “Bahia - Odara ou Desce” (1988) e o livro de grafites “Quem não risca não petisca” (1989). Na década de 90 lançou “Ivo viu o óbvio” (1998), além do flip-book “Capoeira Ligeira”, este realizado em parceria com o fotógrafo Aristides Alves. Em 2001, publicou o livro de cartuns “É duro ser estátua” e em 2003 lançou “Poesia - remédio contra azia”, sua primeira experiência no gênero. Em 2005 lançou “Colíricas”, e em 2006 colocou nas ruas “O sol nasce para toldos”, além da coleção de postais “São será o Benedito e outros santos geneticamente modificados”, criado em parceria com Renato da Silveira. Em 2007 publica “Borboletras”, mais um trabalho composto de pequenos textos e nano delicadezas. Em 2008, Nildão brinda o público com o livro “Penso, Logotipo”, uma brincadeira divertida com as imagens e os ícones de nosso tempo. Em 2009 retornou ao cartum através do livro de cores intensas “Quem pode pódio” e em 2010 voltou ao formato de pequenos textos com “as transparências enganam”. Em 2011 colocou na praça “na ponta do lapso”, livro de humor com provocações visuais.

Nildão já ganhou inúmeros prêmios em Salões de Humor além de ser premiado no meio publicitário com a vitoriosa campanha de cartuns feita para a Bahiatursa, que o levou a participar como concorrente do Festival de Cannes. Teve poemas selecionados para o projeto Mídia Poesia 1 e 2, veiculado pela Rede Bahia, e uma das frases do livro “Poesia-Remédio contra Azia” serviu de tema para o programa “Saia Justa”, na época apresentado por Rita Lee, Marisa Orth, Mônica Waldvogel e Fernanda Young. Atualmente, Nildão publica um trabalho todos os meses no site de design Agitprop.

Seu site autoral, criado pelo designer Luiz Celestino nildao.com.br  mostra um pouco da obra do cartunista e disponibiliza para o público parte do seu acervo. O site possui uma loja virtual que oferece os produtos criados pelo cartunista tais como: livros, posters, postais e camisetas.

Quem desejar conhecer um pouco mais da trajetória de Nildão pode ler o livro Feras do Humor Baiano que lancei em 1997 abordando os trabalhos de Lage, Nildão e Setúbal.

Onde encontrar os Livros de Nildão? - Além da loja virtual www.nildao.com.br, “Quem pode, pódio” e os demais livros de Nildão podem ser encontrados na Pérola Negra (Canela), restaurante Ramma (Barra), Livraria Tom do Saber, Urbanorama, Mídialouca e Gandha (Rio Vermelho). Contatos: newdao@ig.com.br - Tel. 3240 5231

 

NILDÃO

Seu traço é distorcido,

contundente e irônico.

Ás vezes cruel e impiedoso

outras vezes lírico e delicado,

surrealista e atormentado.

 

Assim é NILDÃO

no horizonte de seu desenho

que deforma e informa,

mas sempre palpitando

expressão e vida.

 

Esse é o artista,

narrador requintado,

dono do seu meio de expressão,

capaz de desnudar o sublime e o infame,

a hipocrisia ou a injustiça

que desmascara e escancara.

 

Sendo um poeta do traço

já essa procura inconsciente

e reveladora do ser humano

no começo do seu poema gráfico

 

 

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