16 Fevereiro 2012

Perigosas bocas nas telas

“Nos teus mais doces lábios ficam os meus livres do pecado” (William Shakespeare). Se uma parte do corpo refletir o espírito, esta é o lábio, fortemente associada à sensualidade. Sendo uma das partes mais desejadas por muitos homens e mulheres, os lábios podem despertar desejos incontroláveis. Nos filmes os lábios das atrizes e atores são tocados varias vezes como também em novelas e teatros. Na vida real os lábios estão sendo usado de varias formas… Os movimentos causados pelas lábias fazem despertar, vontades e êxtase não só nos homens como também nas mulheres,


“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios” (Martin Luther King). “Sorria sempre. Seus lábios não precisam traduzir o que acontece no seu coração” (Clarice Lispector)


“Mesmo que nossos lábios não se cruzem novamente, posso dizer em silêncio, tudo aquilo que ficou escondido para sempre. Haverá momentos em que nossos pensamentos se encontrarão no espaço, e assim,sentiremos falta de estarmos juntos novamente” (Janis Joplin)


Com formato ingênuo ou linhas voluptuosas, os lábios sempre foram usados pelas mulheres como arma de conquista.


Marilyn Monroe ninguém nunca esquece...










Brigitte Bardot tornou-se símbolo sexual na década de 50










Michelle Pfeiffer tem lábios pegando fogo











Rosanna Arquette conquistou plateias pela boca









Isabella Rosselini tem charme na boca












Isabelle Adjani tem lábios provocantes









Kim Bassinger dura nove semanas de amor intenso...








Uma Thurman tem algo que todos querem...








Lábios carnudos como os de Angelina Jolie costumam ser sinônimo de beleza







Scarlett Johansson é referencia quando o assunto são lábios grossos e sensuais







Julia Roberts é dona de lábios famosos
















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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

15 Fevereiro 2012

Cante conosco os anos de folia (7)

O Verão é a estação na medida para quem gosta de sol, mar e som. É a temporada mais badalada do ano se transforma com os ritmos suingados da Bahia. Com a chegada do Verão as pessoas se aproximam, deixando-se envolver pela quente mistura de samba com reggae, rumba, galope, merengue, lambada e pagode. O som dos metais, aliados às batidas africanas, formam um sonoro cartão-postal da Bahia. É a época onde os cantores baianos lançam seus CDs cheios de suingues, um irrecusável convite à dança:

1993:

“Requebra, requebra, requebra assim/pode falar, pode rir de mim (4 vezes)/Requebra!/deusa de marron/jeito sensual/quando ela passa agita a cidade/pois é carnaval//Eu já falei que te quero,/não tenho vergonha de te assumir (não, não)/pois o homem não vive/se o seu sentimento não admitir/pode requebrar, pode requebrar//Requebra, requebra, requebra assim/pode falar, pode rir de mim (4 vezes) requebra.../faça o que quiser, mas eu não vou te esquecer/quero você, amoooor!(bis) Requebra!//Requebra, requebra, requebra assim/pode falar, pode rir de mim (4 vezes) Requebra....

até no chão!//Embaixo, embaixo, embaixo- ôôô/em cima, em cima ,em cima-ôôô/vão la mainha!/embaixo embaixo embaixo –ôôô” (Requebra, de Pierre Onassis)


1994:

“Ah eu tou maluco!.../meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim (bis)/nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer/que meu cabelo duro se parece é com você/belezaaaaa, uh!! é festaaaa, uh!!/Chiclete com Banana, uh uh !! (bis)//Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim/lelele le ôôôô Lelele le ôôôô/quem me ligou, não disse alô/tou no chuveiro tou com calor/tou resolvendo, pra onde eu vou/o segurança toca o agogô/eu tou ligado ligado no meu cabelo duro, que é de pixaim/é de pixaim, é de pixaim/oi oi/- E a mão pra cima batendo palma, ah eu tou maluco(refrão)/meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim (bis)/nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer/que meu cabelo duro se parece é com você” (Meu Cabelo Duro é Assim canta Chiclete com Banana)


2002:

“Festa no gueto,/pode vir, pode chegar/misturando o mundo inteiro/vamos ver no que é que dá//Hoje tem festa no gueto,/pode vir, pode chegar/misturando o mundo inteiro/vamos ver no que é que dá//Tem gente de toda cor/tem raça de toda fé/guitarras de rock'n'roll/batuque de candomblé/vai lá pra ver/a tribo se balançar/e o chão da terra tremer/mãe Preta de lá mandou chamar/avisou, avisou, avisou, avisou...//Que vai rolar a festa/vai rolar/o povo do gueto/mandou avisar” (Festa, canta Ivete Sangalo)


2004:

“Poeiraaa.../poeiraaa.../poeiraaa.../levantou poeiraaa...//A minha sorte grande,/foi você cair do céu,/minha paixão verdadeira./viver a emoção,/ganhar seu coração,/pra ser feliz a vida inteira...//É lindo o teu sorriso,/o brilho dos teus olhos,/meu anjo querubim./doce dos meus beijos,/calor dos meus braços,/perfume de jasmim...//Chegou no meu espaço,/mandando no pedaço,/o amor que não é brincadeira.//Pegou me deu um laço,/dançou bem no compasso,/que prazer levantou poeira.//poeiraaaaaa.../poeiraaaaaa.../poeiraaaaaa.../levantou poeira!” (Sorte Grande, canmta Ivete Sangalo)


“Corre Cosme chegou/doum alabá/Damião jaçanã/pra levar e deixar/alegria de erê/é ver gente sambar//Meu look laquê/mandei cachear/me alise pra ver/meu forte é beijar/vou cantar maimbê/pra você se acabar//Maimbê, maimbê, dandá/maimbê, maimbê, dandá/maimbê, maimbê, dandá/zum, zum, zum, zum zum baba/zum zum baba, zum zum baba/traga a avenida com você/tava esperando maimbê/zum, zum, zum, zum zum baba/zum zum baba, zum zum baba//Corre Cosme chegou/doum alabá/Damião jaçanã/pra levar e deixar/alegria de erê/é ver gente sambar/oiá eparrêi/me ensine a espiar com os olhos de quem me cega de amar/vou cantar maimbê, pra você se acabar” (Maimbê Dandá, de Carlinhos Brown e Mateus)


2005:

“Coração,/para que se apaixonou/por alguém que nunca te amou/alguém que nunca vai te amar/eu vou fazer promessas para nunca mais amar/alguém que só quis me vê sofrer/alguém que só quis me vê chorar/preciso sair dessa/dessa de me apaixonar/por quem só que me fazer sofrer/por quem só que me fazer chorar/e é tão ruim quando alguém machuca a gente/o coração fica doente/sem jeito até pra conversar/dói demais, e só quem ama sabe e sente/o que se passa em nossa mente/na hora de deixar rolar//Nunca mais eu vou provar do teu carinho/nunca mais eu vou poder te abraçar/ou será que eu vivo bem melhor sozinho/e se for mais fácil assim pra perdoar//O amor ás vezes só confunde a gente/não sei com você pode ser bem diferente/o amor ás vezes só confunde a gente/não sei com você pode ser diferente/Coração ...” (Coração de Dorgival Dantas, canta o grupo Rapazolla)


2006:

“Por essa nega/eu ponho roupa nova/uso óculos escuros/desço do muro/ela sabe me fazer feliz//Nega, óculos escuros/na parede, na parede/na parede do meu sonho//Ela pintou alegria/arrumou tudo em mim//Café com pão é bom/à brasileira/é brasileira/à brasileira//Vixe mainha/ó neguinha/tudo é tão bom/Uouoh mainha/ó neguinha/tudo é tempo (2x)/nega” (Café com Pão, do grupo Afrodisíaco)


2007:

“Que som é esse mano,/que o povo tá dançando?/que vem de lá pra cá?//É um som diferente,/que alucina a gente,/faz dançar.//É uma mistura de tambor,/violino e agogô,/que não deixa ninguém parado./lá no fundo tá rolando/o som que vem empurrando,/é o berimbau metalizado!//Tá, tá, ta/Tá arrastando toda a massa./Tá, tá, ta/Tá balançando o chão da praça./Tá tá ta/Tá todo mundo arrepiado,/curtindo o som do berimbau metalizado!” (Berimbau Metalizado, de Gigi na voz de Ivete Sangalo)

2008:

O hit do verão foi o pagode Mulher brasileira (toda boa), da bandaPsirico.

2009:

O fenômeno de KuDuro, do Fantasmão, além do sucesso de Ivete Sangalo, Cadê Dalila?

2010:

Rebolation. O hit Rebolation, do grupo Parangolé foi o mais executado nas emissoras de rádio e tevê, seguido de Vale Night, do Asa de Águia, depois Ivete Sangalo com Na Base do Beijo. E o cantor e compositor Jau resgatou com um vigor especial a essência da música baiana com Sandália de Couro contada por todos.

2011:

Liga da Justiça, pagode interpretado pela banda LevaNóiz

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

14 Fevereiro 2012

Cante conosco os anos de folia (6)

Os lundus, chulas, tangos, polcas, marchinhas e sambas foram as delícias dos carnavais de outrora. Hoje o povo se diverte com frevo, galope, axé music, samba reggae, pagode, samba de roda e o que vier pela frente numa mistura de 180 graus. Descendo ou subindo a ladeira a música ainda é o combustível do carnaval.


1985:

“Sementes de cores vivas/acende novas recordações/e o vento solta faíscas/cortando belas constelações/e ronda o céu e o coração/embalando-se nas ondas de um baião/e cor de mel, doce canção/animando o carrossel/no luar do meu sertão//Deixa que o povo semeia na escuridão/o amor ô ô ô ô...” (Sementes, de Missinho e Beto Nascimento)


1987:

“Deuses/divindade Infinita do Universo/predominante/esquema mitológico/a ênfase do espírito original/Exu/formará/no Eden um Novo Cósmico//A emersão/nem Osíris sabe como aconteceu/a emersão/nem Osíris sabe como aconteceu//A ordem ou submissão/do olho seu/transformou-se/na verdadeira humanidade//Epopéia/do Código de Gerbi/eu falei Nuti/e Nuti/gerou as estrelas//Osiris/proclamou matrimônio com Isis/e o mal Seth/Hiradu assassinou/impera-ar/Horus levando avante/a vingança do Pai/derrotando o Império do mal Seth/ao grito da vitória/que nos satisfaz//Cadê ?/Tutacamom/Hei Gize/Akhaenaton/Hei Gize/Tutacamom/Hei Gize/Akhaenaton//Eu falei Faraó/êeeee Faraó/eu clamo Olodum Pelourinho/êeeee Faraó/é pirâmide da paz e do Egito/êeeee Faraó/eu clamo Olodum Pelourinho/êeeee Faraó//É que Mara Mara/maravilha ê/Egito Egito Ê/Egito Egito Ê/é que Mara Mara/maravilha Ê/Egito Egito Ê/Egito Egito Ê/Faraó ó ó ó Ó/Faraó ó ó ó Ó//Hum Pelourinho/uma pequena comunidade/que porém Olodum um dia/em laço de confraternidade//Despertai-vos para/cultura Egipicia no Brazil/em vez de cabelos trançados/veremos turbantes de Tucamom//E nas cabeças/enchei-se de liberdade/O povo negro pede igualdade/deixando de lado as separações//Cadê ?/Tutacamom/Hei Gize/Acainaton/Hei Gize/Acainaton/Tutacamom/Hei Gize//Eu falei Faraó/êeeee Faraó/eu clamo Olodum Pelourinho/êeeee Faraó/é pirâmide da paz e do Egito/êeeee Faraó/é eu clamo Olodum Pelourinho/êeeee Faraó/É que Mara Mara/Maravilha Ê/Egito Egito Ê/Egito Egito Ê/É que Mara Mara/Maravilha Ê/Egito Egito Ê/;Egito Egito Ê/Faraó ó ó ó Ó/Faraó ó ó ó Ó” (Faraó Divindade do Egito, canta Olodum)

1989:

“Foi sem querer/que eu beijei a sua boca/menina tão louca/eu quero te beijar//Beijo na boca/seu corpo no meu, suado/tem sabor de pecado/com jeito de bem me quer//Todo dia é de festa na Bahia/o trio irradia alegria/e o farol ilumina Salvador/ê, ô, ê, ô/todo dia é festa em Salvador/ê, ô, ê, ô/suor, swing maneiro/pecado e amor” (Beijo na Boca, de João Guimarães e George Dias)


1991:

“Ae, ae, ae, ae/ei, ei, ei, ei/oô, oô, oô, oô, oô, oô, o//Quando você chegar/quando você chegar/quando você chegar/numa nova estação/te espero no verão//Salve, Salvador/me bato, me quebro tudo por amor/eu sou do Pelô/o negro é raça é fruto do amor/salve, Salvador/me bato, me quebro tudo por amor/eu sou do Pelô//Ae, ae, ae, ae/ei, ei, ei, ei/oô, oô, oô, oô, oô, oô, o//Ae, ae, ae, ae/ei, ei, ei, ei/oô, oô, o” (Prefixo de Verão, de Beto Silva)


1992:

“Já pintou verão/calor no coração/a festa vai começar/Salvador se agita/numa só alegria/eternos Dodô e Osmar//Na avenida Sete/da paz eu sou tiete/na barra o Farol a brilhar/Carnaval na Bahia/oitava maravilha/nunca irei te deixar, meu amor/eu vou/atrás do trio elétrico vou/dançar ao negro toque do agogô/curtindo minha baianidade nagô ô ô ô ô//Eu queria/que essa fantasia fosse eterna/quem sabe um dia/a Paz vence a guerra/e viver será só festejar” (Baianidade Nagô, Banda Beijo)

“A cor dessa cidade sou eu/o canto dessa cidade é meu//O gueto, a rua, a fé/eu vou andando a pé/pela cidade bonita/o toque do afoxé/e a força, de onde vem?/ninguém explica/ela é bonita//Uô ô/

verdadeiro amor/Uô ô/você vai onde eu vou//Não diga que não me quer/não diga que não quer mais/eu sou o silêncio da noite/o sol da manhã//Mil voltas o mundo tem/mas tem um ponto final/eu sou o primeiro que canta/eu sou o carnaval//A cor dessa cidade sou eu/o canto dessa cidade é meu” (O Canto da Cidade, de Tote Gira e Daniela Mercury)


“O vento faz rende-vous/no seu cabelo alinhado/acostumado com meu embolado/acho que o passo é do seu sapato/Dona Naná tá danada/o santo dela desceu/a jangada tá lavada/entre nela mais eu//Vumbora mar/embora mais eu/vumbora mar/embora mais eu/eu deixaria a areia/coberta de você/no seu cabelo enrolado/leve um cacho de dendê//Salte que o salto/é do seu sapato/passe que o espaço” (Vumbora Amar, de Carlinhos Brow e Alaim Tavares)


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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

13 Fevereiro 2012

Cante conosco os anos de folia (5)

A comercialização desenfreada da música popular brasileira, tornada indústria rendosa, movimentando enorme cópia de interesses havia que influir no setor melódico do carnaval. As empresas gravadoras, comerciais que o são, teriam de agir em função dos seus objetivos de lucro. Também os compositores, solidamente organizados, disputaram numa concorrência puramente mercantil, que assume às vezes proporções de batalhas. Intérpretes igualmente participaram da luta que é dura, mas lucrativa. E, como geralmente acontece no carnaval, ou fora dele, nessa feroz competição comercial só o povo é passado para trás. O povo que rebocado pelos conjuntos que o acompanhava, acabou como acompanhante... Cantando e pulando de acordo com alto falantes ou com a orquestra que no baile executa programa previamente elaborado. Assim tudo é controlado, dirigido... Mesmo assim o nosso Carnaval teve pérolas musicais:

1980:

“Quantos aqui ouvem os olhos eram de fé/quantos elementos amam aquela mulher/quantos homens eram inverno outros verão/outonos caindo secos no solo da minha mão//Gemeram entre cabeças a ponta do esporão/a folha do não-me-toque e o medo da solidão/veneno meu companheiro desata no cantador/e desemboca no primeiro açude do meu amor/é quando o vento sacode a cabeleira/a trança toda vermelha/um olho cego vagueia procurando por um...” ( Frevo Mulher, de ZécRamalho)


1981:

“Eu sou o carnaval em cada esquina do seu coração(menina)/eu sou o pierrot e a colombina de Ubarana-Amaralina/que alucina a multidão (eu sou) 2x//Toda a cidade vai navegar no mar azul badauê/fazer tempêro, se namorar na massa, no massapê (2x)//Baba de moça no carapuá é ganzá, bongô, agogô, pirá (2x)” (Carnaval em Cada Esquina, de Moraes Moreira e Rizério)

“Varre, varre, varre vassourinhas/varreu um dia as ruas da Bahia/frevo, chuva de frevo e sombrinhas/metais em brasa, brasa, brasa que ardia/varre, varre, varre vassourinhas/varreu um dia as ruas da Bahia//Abriu alas e caminhos pra depois passar/o trio de Armandinho, Dodô e Osmar (bis)//E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui/sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai/um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui/pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai//Desde o tempo da velha fubica, hahahahaha.../parado é que ninguém mais fica//É o frevo, é o trio, é o povo/é o povo, é o frevo, é o trio/sempre junto fazendo o mais novo (bis)/carnaval do Brasil”. (Vassourinha Elétrica, de Moraes Moreira)


“Você sabe o que é tiete?/tiete é uma espécie de admirador/atrás de um bocadinho só do seu amor/afins de estar pertinho, afins do seu calor//Hoje eu sou o seu tiete/às suas ordens, ao seu inteiro dispor/de imediato aonde você for eu vou/no ato, no ato/pro mato, pro motel, de moto ou de metrô//Tititititi/como é bom tietar/seu amor inatingível//Tititititi/e se você deixar/eu farei todo o possível/pra alcançar o nível do seu paladar”. (Marcha da Tiete, de Gilberto Gil)


“No azul de Jezebel/no céu de Calcutá/feliz constelação/reluz no corpo dela/ai tricolor colar//Ás de maracatu/no azul de Zanzibar/ali meu coração/zumbiu no gozo dela/ai mina aperta a minha mão/alá me “only you”/no azul da estrela//Aliás bazar da coisa azul/meu “only you”/é muito mais que o azul de Zanzibar/Paracuru/o azul da estrela/o azul da estrela” ( Zanzibar, de Armandinho e Fausto Nilo)


“Alô, Alô pessoal do alô/vai ter auê, badauê, ebó/chilique do cacique/no ponto chique/atrás do cheirinho da loló/mas qual é o pó?/quem é do roçado/ralando coco se dá melhor/sou pena branca/da zona franca/de Maceió/vendendo peixe/passando piche/sou azeviche/Apache do Tororó”. (Pessoal do Alô, de Moraes Moreira e Risério)

1982:

“Transando o corpo e a cuca numa naice/curtindo um beise bem relex/com a rapeize do arpex/ta bom, ta bom, ta boa/seja no Baixo Leblon/ou na terra da Garoa//E agora que o sol já vem/já vem, já vem/trazendo toda energia/doida não atende ninguém/vive o verão da Bahia/sabendo o que a vida ensina/sina, sina/sabe do bem e do mal/e o ano só termina/quando é carnaval//Primavera no Rio de Janeiro/o verão da Bahia ´[e uma idéia” (As Quatro Curtições do Ano, de Moraes Moreira).


“Fagulhas, pontas de agulhas/brilham estrelas de São João/babados, xotes e xaxados/segura as pontas, meu coração/bombas na guerra magia/ninguém matava/ninguém morria/nas trincheiras da alegria/o que explodia era o amor” (Festa do Interior, de Moraes Moreira e Abel Silva).


1984:

“Eu quero um banho de cheiro/eu quero um banho de lua/eu quero navegar/eu quero uma menina/que me ensine noite e dia/o valor do B-A-BA/O B-A-BA dos seus olhos/morena bonita da Boca do Rio/O B-A-BA da Bahia/sangrando alegria, manhã de folia/magia, magia, dos filhos de Ghandi/no B-A-BA dos baianos/que chame bonito o santo que deu/no B-A-BA do Senhor do Bonfim/no B-A-BA do sertão/sem chover, sem colher, sem comer, sem lazer/do B-A-BA do Brasil” (Banho de Cheiro, de Carlos Fernando).

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

10 Fevereiro 2012

Cante conosco os anos de folia (4)

Mas tudo começou no século XIX, com pequenos grupos de negros e gente do povo comemorando o Entrudo à moda de Portugal. Depois de evoluir para uma festa das elites, realizadas primeiro nos grandes salões das casas e depois nos clubes, o carnaval da Bahia reafirmou-se como uma festa de rua, das classes baixas, dos negros e mestiços, que desfilavam nos corsos e cordões até o formato mais recente, dos blocos de carnaval.


1967:

“Tanto riso, oh quanta alegria/mais de mil palhaços no salão/Arlequim está chorando pelo amor da Colombina/no meio da multidão//Foi bom te ver outra vez/tá fazendo um ano/foi no carnaval que passou/eu sou aquele pierrô/que te abraçou/que te beijou, meu amor/a mesma máscara negra/que esconde o teu rosto/eu quero matar a saudade/vou beijar-te agora/não me leve a mal/hoje é carnaval” (Máscara Negra, de Zé Kéti e Pereira Matos)


1968:

“Voltei/aqui é meu lugar/minha emoção é grande/a saudade era maior/e voltei para ficar//Meu bem/como dói a solidão/senti falta do teu beijo/quase morro de desejo/fiz até esta canção/ô ô ô ô ô ô ô ô” (Voltei, de Osvaldo Nunes, Denis Lobo e Celso de Castro)


1969:

“Olha o bloco de sujo,/que não tem fantasia,/mas que traz alegria,/para o povo sambar,/olha o bloco de sujo,/vai batendo na lata,/alegria barata,/Carnaval é pular.//Plac, plac, plac,/bate a lata,/Plac, plac, plac,/bate a lata,/Plac, plac, plac,/se não tem tamborim,/Plac, plac, plac,/bate a lata,/Plac, plac, plac,/bate a lata,/Plac, plac, plac,/Carnaval é assim”. (Bloco do Sujo, de Luiz Antonio e Luiz Reis)


“Bahia os meus olhos estão brilhando/meu coração palpitando/de tanta felicidade/és a rainha da beleza universal/minha querida Bahia/muitos antes do Império/foi a primeira Capital/preto velho Benedito já dizia/felicidade também mora na Bahia” (Bahia de Todos os Deuses, de Bala “José Nicolau Filho” e Manuel Rosa)


“Atrás do trio elétrico/só não vai quem já morreu/quem já botou pra rachar/aprendeu que é do outro lado/do lado de lá do lado/que é lá do lado de lá/o sol é seu o som é meu/quero morrer,quero morrer já/o som é seu, o sol é meu/quero viver, quero viver lá/nem quero saber se o diabo nasceu/foi na Bahia, foi na Bahia/o trio elétrico só morreu/no meio dia, no meio dia” (Atrás do Trio Elétrico, de Caetano Veloso)


1970:

“Hoje eu não quero sofrer/hoje eu não quero chorar/deixei..a tristeza lá fora/mandei a saudade esperar/hoje eu não quero sofrer/quem quiser que sofra em meu lugar//Quero me afogar em serpentinas/quando ouvir o primeiro clarím tocar/quero ver milhões de colombinas/a cantar..trá-lá-lá/lá-lá-lá//Quero me perder de mão-em-mão/quero ser ninguém na multidão” . (O Primeiro Clarim, de Rutinaldo e Klecius Caldas)


1974:

“Lá vem Portela/com Pixinguinha em seu altar/e altar de escola é o samba/que a gente faz/e na rua vem cantar/Portela/teu carinhoso tema é oração/pra falar de quem ficou/como devoção/em nosso coração (bis)/Pizindin! Pizindin! Pizindin!/era assim que a vovó/Pixinguinha chamava/menino bom na sua língua natal/menino bom que se tornou imortal/a roseira dá/rosa em botão/Pixinguinha dá/rosa, canção/e a canção bonita é como a flor/que tem perfume e cor/e ele/que era um poema de ternura e paz/fez um buquê que/não se esquece mais/de rosas musicais”. Lá vem Portela... (O Mundo Melhor de Pixinguinha -Pizindin, de Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha “Eusébio Nascimento”)


1977:

“Pombo correio voa depressa/e esta carta leva para o meu amor/leva no bico que eu aqui fico esperando/pela resposta que é prá saber se ela ainda gosta de mim/pombo correio se acaso um desencontro/acontecer não perca nem um só segundo/voar o mundo se preciso for/o mundo voa mas me traga uma notícia boa//Pombo correio voa ligeiro/meu mensageiro e essa mensagem de amor/leva no bico que eu aqui fico cantando/que é prá espantar essa tristeza/que a incerteza que o amor traz/pombo correio nesse caso eu lhe conto/por estas linhas a que ponto quer chegar/meu coração o que mais gosta”. (Pombo Correio, de Moraes Moreira)


1979:

“Meu amor/quem ficou nessa dança/meu amor/tem fé na dança/nossa dor, meu amor/é que balança, nossa dor/o chão da praça//Vê que já detonou o som da praça/porque já todo pranto rolou/olhos negros, cruéis, tentadores/das multidões sem cantor// Eu era menino, menino um beduíno com ouvido de mercador//lá no oriente tem gente com olhar de lança na dança do meu amor(2x)//Tem que dançar a dança que a nossa dor balança o chão da praça ôuôuô/balança o chão da praça Ô u ô u ô balança o chão da praça” (Chão da Praça, de Moraes Moreira e Fausto Nilo)


“Abra alas minha gente/que o frevo vai passar/é o famoso trio de Dodô e Osmar/quando a rua sai, a alegria é geral/é quem mais anima o nosso carnaval//Pula gente bem/pula pau de arara/pula até criança/e velho babaquara//É o frevo da Bahia/alegrias no dá/com o trio elétrico/de Dodô e Osmar” (Frevo do Trio Elétrico de Dodô e Osmar).

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (ao lado da Escola de Teatro da UFBA, Canela) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

09 Fevereiro 2012

Casamento em São Gonçalo dos Campos

São Gonçalo dos Campos, conhecida como cidade jardim, é famosa pelo seu clima saudável . Localizada na região do Vale do Paraguaçu, o município amanheceu no último sábado, luminoso. Claro, jayminoso. Um fato relevante na cidade no dia 04 de fevereiro: o casamento de Clara com Jayme na cidade de áreas verdes é ótimo clima. O casamento foi um acontecimento marcante na vida desse jovem casal que irradia felicidade. Fomos conferir de perto para desejar tudo de bom para Clara e Jayme: saúde, paz, compartilhamento, parceria, respeito, confiança e muita união.

Filmes de Hollywood perdem, casamento na Globo nem pensar, o casamento de Clara e Jayme foi espetacular. Igreja iluminada e florida, noite de brisa fresca e divertida, parentes e amigos sem despedida. Músicas tocadas com todo fervor, o noivo entra e a plateia oh!. As trombetas tocam bem alto que a noiva vai entrar no altar. E as atenções voltam para a princesa, que iluminada, os olhos brilhavam e o sorriso estampava. É hora de casar. Momento bonito assim, raro, não há. Parece ficção, e até mesmo imaginação, mas não, é real mesmo. Agora ficou na lembrança...

Esse momento (o casamento e todo o ritual) parece um hiato que suspende as interferências externas. Ou seja, um sonho no meio do oceano de compromissos e da correria da vida moderna. Parece até um paraíso em que tudo o mais fica de fora. Mas não né sonho, não é ficção, é o transbordamento do amor desses dois jovens.


Dias

Tem dias que estou melancólico,

chovendo por dentro, chorando por fora.

Tem dias que estou eufórico,

sentindo arrepios e cheirando amora.

Tem dias que estou um arrebento,

virando pelo avesso e curtindo todos os elementos.

Tem dias que me sinto desconhecido,

sofisticado de um lado e do outro sem sentido.

Tem dias que estou muito mais que sereno,

olhando o por do sol no mar de arrebento.

Mistério

Que mistério tem a vida?

não querer saber, lhe intriga.

Que mistério tem o amor?.

Não querer saber, sinta o ardor.

Que mistério tem a natureza?

não querer saber, com certeza.

Que mistério tem a flor?

sentir seu aroma já é um louvor.

Que mistério tem a luz ?

nada de ciência, se tudo reluz.

Que mistério tem a noite?

nada de dogma, só o açoite.

Que mistério tem o vento?

nada de sofisma, só o pensamento.

Que mistério tem o mar ?

tudo é profundo e eu não vou nadar.

Agora deixa de tantas perguntas

e vamos vivenciar.


Concentração

Essa é prática para desfrutar a solidão.

Não se irrite

Ative a resistência do auto-limite.

Essencial

Fazer um retiro para dentro de nós espiritual.

Não se reprima

O novo amedronta e o antigo alimenta.

Tem que mudar

O ritmo em nós mesmos e o efeito é melhorar.

Superação

É focar no que queremos e completar novas ações.

Mais liberdade

A dança é a prova da verdade.

Liberte o corpo

E o espírito terá sua necessidade.

Acerte o alvo

Pois o amor quando é explicado perde o sentido.

Cante conosco os anos de folia (3)

De mais de meio século para cá, a partir dos anos 50 a cantiga se tornou o elemento de maior relevo, o fator importante no carnaval, que é essencialmente cantado. Canta-se nas ruas, nos bares, nos desfiles, nos salões. Cantando é que o povo brinca. Bebe-se cantando, come-se cantando,. samba-se cantando. Não basta a música para a alegria coreográfica como o carnaval pernambucano, baiano ou carioca. O cântico é essencial. E o carnaval prossegue, embora se modifique de tempos em tempos. Somente a canção continua a ser índice expressivo da sua animação e alegria. Carnaval taí, cante:

1951:

“Tomara que chova /três dias sem parar (bis)/a minha grande mágoa /é lá em casa não ter água/eu preciso me lavar//De promessa eu ando cheia/quanto conto a minha vida/ninguém quer acreditar/trabalho não me cansa/me cansa é pensar/se lá em casa não tem água/nem pra cozinhar/tomara que chova” (Tomara que Chova, de Paquito e Romeu Gentil)


1953:

“Você pensa que cachaça é água/cachaça não é água não/cachaça vem do alambique/e água vem do ribeirão//Pode me faltar tudo na vida/arroz feijão e pão/pode me faltar manteiga/e tudo mais não faz falta não/pode me faltar o amor/há, há, há, há!/isto até acho graça/só não quero que me falte/a danada da cachaça//can can//Tem francesinha no salão/tem francesinha no cordão/ela é um sonho de mulher/vem do folies bergères/uh lá lá trés bien!/maestro ataca o can can! (Cachaça, de Mirabeau Pinheiro)



1956:

“Mangueira teu cenário é uma beleza/que a natureza criou, ô...ô...//O morro com teus barracões de zinco,/quando amanhece, que esplendor,/todo o mundo te conhece ao longe,/pelo som teus tamborins/e o rufar do teu tambor, chegou, ô... ô.../a mangueira chegou, ô... ô...//Ó Mangueira, teu passado de glória,/ficou gravado na história,/é verde-rosa a cor da tua bandeira,/pra mostrar a essa gente,/que o samba, é lá em Mangueira!” ( Exaltação À Mangueira, de Enéas Brites da Silva e Aloísio Augusto da Costa)


1958:

“Engole ele/engole ele, paletó/engole ele, paletó/que o dono dele era maior//Paletó de gente pobre...” (Engole ele Paletó, de J.Audi)


1960:

“Ei, você aí!/me dá um dinheiro aí!/me dá um dinheiro aí!//Não vai dar?/não vai dar não?/você vai ver a grande confusão/que eu vou fazer bebendo até cair/me dá me dá me dá, ô!/me dá um dinheiro aí!” (Me Dá um Dinheiro Aí, de Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira)


1961:

“Ê, ê, ê, ê, ê/Índio quer apito/se não der/pau vai comer/lá no banal mulher de branco/levou pra índio colar esquisito/índio viu presente mais bonito/mim não quer colar/índio quer apito” (Índio Quer Apito, de Haroldo Lobo)


“Todos eles estão errados/a lua é dos namorados/lua, ó lua/querem te passar pra trás/lua, ó lua/querem te roubar a paz//Lua que no céu flutua/lua que nos dá luar/lua, ó lua/não deixa ninguém te pisar” (A Lua é dos Namorados, de Armando Cavalcanti, Klecius Caldas e Brasinha)


1964:

“Olha a cabeleira do Zezé/será que ele é/será que ele é//Será que ele é bossa nova/será que ele é Maomé/parece que é transviado/mas isso eu não sei se ele é//Corta o cabelo dele!/corta o cabelo dele!” (Cabeleira do Zezé, de João Roberto Kelly e Roberto Faissal)


1965:

“Mulata bossa nova/caiu no hully gully/e só dá ela iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê, iê/na passarela//A boneca está/cheia de fiu,fiu/esnobando as louras/e as morenas do Brasil” (Mulata Iê Iê Iê, de João Roberto Kelly)


1966:

“Ui ui ui/roubaram a mulher do Rui/se pensa que fui eu/eu juro que não fui//Telefona pra radio patrulha/pega pega ladrão!/ta roubando mulher/no meio do salão” (Roubaram a Mulher do Rui, de José Messias)


“Tristeza/por favor vai embora/minha alma que chora/está vendo o meu fim/fez do meu coração a sua moradia/já é demais o meu penar/quero voltar àquela vida de alegria/quero de novo cantar/Lá ra ra ra ra/lá ra ra ra ra ra ra/lá ra ra ra ra ra ra/quero de novo cantar” (Tristeza, de Nilton de Souza-Niltinho e Haroldo Lobo)

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