05 julho 2016

Baía de Todos os Santos: aqui, a emoção e a beleza são inevitaveis



A maior e uma das mais belas baías da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos, encanta a todos
que a visitam pelo grande número de ilhas tropicais, com praias e vegetação paradisíacas, e pela extrema riqueza histórica de seu cenário, pontilhado de igrejas, fortalezas, belos solares coloniais e sedes de fazendas. Já foi, nos séculos XVII e XVIII, o maior porto marítimo do Hemisfério Sul. Em seus 1.100 km² de extensão, abriga 56 ilhas, recebe as águas doces de inúmeros rios e riachos, além de ter debruçada em seu entorno a primeira capital do Brasil e a maior do Nordeste, Salvador da Bahia, e mais de dez municípios.

A Baía, além de abranger todas as praias da capital em um trecho que vai da tradicional Praia da Ribeira até a bem estruturada Praia do Flamengo, oferece ao visitante os encantos de Madre de Deus, a simplicidade da Ilha dos Frades e o clima pitoresco da famosa Ilha de Itaparica. Tida como área núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, a baía é bordejada por exuberantes manguezais nos estuários dos rios Paraguacu, Subaé, Jaguaripe, Cobre, dentre outros, em mais de 60% do seu limite, apresentando uma riqueza de flora e fauna com inigualáveis paisagens de costões rochosos e praias arenosas, restingas e apicuns, com a singularidade de agregar duas pequenas baías em seu interior: a Baía do Iguape e a de Aratu.
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A praia do Farol da Barra sinaliza o começo da Baía de Todos os Santos. Ao todo, 16 municípios são banhados por suas águas, cerca de três milhões de baianos vivem nos arredores da baía, que também é um parque industrial fundamentado na indústria química e de exploração, refino e processamento de petróleo, além da indústria de celulose e de extração e beneficiamento de recursos minerais. Uma das maiores atividades comerciais desenvolvidas na baía é a capacidade hoteleira, a qual está dentro dos padrões internacionais. Em síntese, mais de 60% da geração de capital na Bahia se concentra neste ambiente exuberante por natureza.

HISTÓRIA DA “COROA DOS MARES” - Em 1501, um ano após o descobrimento do Brasil, Américo Vespúcio chegou na Baía de Todos os Santos, dia em que coincidiu com o feriado de Todos os Santos (1º de novembro), fato que acabou por originar o nome da baía. Os índios tupinambás, que ali habitavam, chamavam a baía de “Kirymuré” (Paraguaçu). Todos que se aventuravam a navegar ao sul do Atlântico Ocidental aportavam para reabastecimento fácil, principalmente de água potável, descanso ou reparos, na Baía de Todos os Santos. O local ficou logo conhecido como “estação de engarrafamento” e “ponto de refresco”, passando a ser uma referência obrigatória para os visitantes no litoral brasileiro.

Com 515 anos, a Baía de Todos os Santos tem muita história para contar. Sua região já foi palco de
batalhas em defesa do território nacional, de naufrágios e outras lutas. Atualmente, os barcos, escunas, lanchas, catamarãs, ferry-boats e veleiros navegavam em suas águas motivados pelas suas belezas e encantos. Maior ilha da Baía, a Ilha de Itaparica, com 240 km², é ainda um dos referenciais turísticos do Estado. “Cerca de pedra” em tupi, Itaparica possui um potencial extraordinário de recursos naturais, guardando recantos de grande beleza natural, situados em lugares bucólicos, de extrema beleza. A ilha foi emancipada de Salvador em 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962, depois foi desmembrada, passando a ter dois municípios: Itaparica e Vera Cruz.

CADA LUGAR UM ENCANTO - Já a Ilha dos Frades é uma das menores e é também uma das mais importantes do ponto de vista paisagístico. Dona de exuberante floresta atlântica, a ilha conta com milhares de árvores nativas, inclusive pau-brasil. Tem a forma de uma estrela de 15 pontas e em cada extremidade está cada uma de suas belas praias. É também considerada uma Reserva Ecológica, com tombamento municipal aprovado em 1982. Na ilha se encontram as ruínas de um armazém onde os escravos chegados ficavam de quarentena e um entreposto onde os escravos engordavam antes de serem vendidos.

A Baía também abriga a primitiva Ilha de Maré, Cajaíba, Bimbarras, Saraíba, Matarandiba, Fontes, Ponta dos Garcês, além de Parques de Salvador, como o de Pituaçú e do Abaeté. Para quem busca a prática de esportes náuticos, caminhadas, banhos e pesca, Salinas da Margarida é uma ótima opção. Criado recentemente, o município foi por muito tempo um dos pontos de veraneio mais procurados pelos moradores da região e da capital.
Outras duas cidades “tocadas” pela Baía é São Francisco do Conde e Saubara.

Primeira Estação Ecológica da Baía de Todos os Santos, a Ilha do Medo é só beleza. A restinga com exuberante bosque de árvores de mangue é a vegetação predominante. A ilha é envolta de mistérios e lendas, a começar pelo próprio nome. Entre diversas lendas, os antigos contam que os negros faziam trabalhos de candomblé para amedrontar os brancos da região, e para afastar os negros, os jesuítas teriam colocado gatos selvagens na ilha. Verdade ou não, ainda hoje a Ilha do Medo, que continua desabitada, é povoada por gatos.

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