20 junho 2016

Todos os caminhos levam ao Oeste: Barreiras, Lapa e São Desidério



Formado pelas cidades de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Santa Maria da Vitória,
Bom Jesus da Lapa, São Felix do Coribe, Catolândia, Correntina e Santana, além do Vale do Rio Corrente, a área turística da Bahia denominada Caminhos do Oeste é uma região de aventura e grandes contrastes com veredas, rios, corredeiras, cachoeiras e cavernas. A vegetação mistura caatinga e cerrado, enquanto a moderna tecnologia abre espaço para a agroindústria com grandes plantações de soja e café. Já a fauna, é rica, repleta de tamanduás bandeiras, raposas, siriemas, gatos do mato, mocós, onças, jacarés e pássaros coloridos das mais variadas espécies.

Aqui, o clima varia entre o semi-árido a semi-úmido seco, com sol o ano inteiro e diversas histórias dos vaqueiros e moradores locais. Caminhos do Oeste oferece ainda circuitos de off-roads, trekking e a gostosa modalidade do bóia-cross (uma câmara de ar que é utilizada para descer as corredeiras dos rios). Constitui-se em um dos mais novos roteiros baianos, seja por Brasília, Goiás, Tocantins ou norte de Minas, o estado é interligado por rodovias modernas que se contrapõem com as antigas estradas boiadeiras ainda existentes.

AVENTURA - Primeira parada: Barreiras. A cidade abriga um verdadeiro paraíso ecológico, com rios, corredeiras, cachoeiras, veredas, serras e vales. Praticar canoagem ou andar de jet-ski no Rio Grande, fazer bóia-cross no Rio de Ondas, andar em trilhas na caatinga e apreciar as cachoeiras do Acaba Vida e Redondo são algumas das opções. O município também é famoso pela celebração das festas do Divino Espírito Santo e de São João, padroeiro do lugar. Para quem adora um rapel, a melhor indicação é a Cachoeira do Acaba Vida, a mais alta e mais conhecida, com 60 m.

Já Bom Jesus da Lapa (o nome da cidade vem da gruta Lapa do Morro, que tem 90m de altura e seis
grutas, onde foi colocada a imagem do Bom Jesus, tem 90 metros de altura e seis grutas, a mais conhecida é a Gruta do Bom Jesus, diante da qual fica o lago Esplanada da Gruta) é um dos maiores exemplos de fé no Brasil. O município abriga o Santuário de mesmo nome, lugar de romaria há quase trezentos anos. O período de maior movimentação ocorre entre julho e setembro, onde nesta época, mais de 700 mil pessoas visitam a cidade. No final da tarde, a moçada se reúne na praça Marechal Deodoro da Fonseca, no centro, onde fica a maior parte dos bares. Bom Jesus da Lapa dispõe de grandes bancos, bons restaurantes, bares, boates e uma vida noturna de causar inveja aos grandes centros urbanos.

VALE - Banhada pelo volumoso Rio Corrente, afluente do São Francisco, a região encanta pela beleza de uma natureza em eterno contraste: as árvores esculpidas ao sol da caatinga e os inúmeros rios e cachoeiras, que ensaiam um oásis em pleno Oeste Baiano. A rica fauna chama a atenção pela diversidade de animais silvestres e as numerosas espécies de peixes, além das garças que costumam enfeitar o pôr-do-sol com seu balé aéreo. O Vale do Rio Corrente é rota obrigatória para quem busca roteiros ecoturísticos. Entre trekking em meio à mata cerrada, circuitos off-road e visita às cavernas, o visitante pode simplesmente relaxar nas belas praias fluviais, curtir a paisagem em passeios de barco, arriscar seu talento na pesca ou se aventurar na canoagem.

Tanto em Catolândia como em São Desidério é possível praticar o caving-rapel. Nestas duas cidades existem muitas cavernas encravadas em despenhadeiros de pedras onde sempre corre um rio, filete d´água ou uma lagoa. A Gruta do Catão é um lugar de rara beleza, onde um lago azul antecede a entrada. Já na Gruta do Sumidouro, um fenômeno desafia e instiga: a água de um pequeno rio sobe e desce de acordo com a maré, sempre acompanhada de um ruído muito estranho. Outra pedida é a gruta do Sitio do Rio Grande, submersa, junto a um paredão de pedra, ótimo para os novos alpinistas. Ah!Não se esqueça de fazer um rafting no Rio das Fêmeas, em São Desidério.

De um distrito esquecido a uma cidade na contramão da realidade econômica brasileira esta é Luís Eduardo Magalhães, há 945 km de Salvador. Desde a sua emancipação, em 2000, o município não pára de crescer, puxado pelo agronegócio. Aqui, como não poderia deixar de ser, o turismo forte é o de negócios. Aqui também é possível se sentir no Sul do Brasil, já que a grande maioria da população é de descendência alemã, vindos do sul do país, mas o calor, é inconfundível, onde se percebe estar ainda na Bahia. Tida como a capital do agronegócio, em Luís Eduardo Magalhães (uma homenagem ao ilustre filho do senador Antônio Carlos Magalhães, já falecido), o clima da cidade é úmido, e as estações bem definidas. Surgido de um posto de atendimento de caminhoneiros, o município encanta pela pulsão do desenvolvimento e crescimento que todos respiram. Pecuária, indústria, agricultura, o que não falta aqui é no que investir, ou até mesmo só conhecer como uma cidade se torna tão próspera em tão pouco tempo.

Os municípios de Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe, Santana e Correntina, além da exuberante natureza, preservam traços arquitetônicos do colonial sertanejo e remetem o visitante aos hábitos e costumes do povo rural, em lugarejos onde a paz e o sossego fazem seu reinado.


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