21 maio 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (78)



1985 (EUA)Will Eisner publica o livro QUADRINHOS E ARTE SEQUENCIAL, um dos maisimportantes livros teóricos de HQ. A obra é uma das maiores referências para quem deseja se aperfeiçoar na arte de contar histórias através dos quadrinhos. O livro é a coletânea de uma série de ensaios publicados de forma aleatória na revista The Spirit. No conteúdo há várias análises de quadrinhos e trechos de histórias, com rico comentário dos elementos que compõem a montagem de uma revista em quadrinhos.


Segundo Will, "A função fundamental da arte dos quadrinhos (tira ou revista), que é comunicar ideias e/ou histórias por meio de palavras e figuras, envolve o movimento de certas imagens (tais como pessoas e coisas) no espaço. Para lidar com a captura ou encapsulamento desses eventos no fluxo da narrativa, eles devem ser decompostos em segmentos sequenciados. Esses segmentos são chamados de quadrinhos”.

1985 (BRASIL)Angeli lança o primeiro número da revista CHICLETE COM BANANA reunindo os quadrinhos de Bordosa, Bob Cuspe e outros personagens. Chiclete teve 44 edições – entre normais e especiais - e durou dez anos, nos quais mais de 3 milhões de exemplares foram vendidos. Trazia HQs e muito mais: entre outras coisas, misturava quadrinhos, textos de humor e fotonovelas. A linha da revista foi definida por Angeli em editorial logo no primeiro número, em outubro de 1985: “Queremos beliscar a bunda do ser humano pra ver se a besta acorda”. Com efeito, beliscaram. Nas páginas de Chiclete com Banana surgiram – ou se consolidaram – personagens inesquecíveis como Bob Cuspe, Mara Tara, Doy Jorge, Rhalah Ricota e Meia-Oito.

1985 (EUA) - A DC lança a saga CRISE NAS INFINITAS
TERRAS (texto de Marv Wolfman e arte de George Perez), com o objetivo de tornar seu universo de super-heróis mais coeso. Serie que interferiu diretamente na cronologia de diversos super-heróis. Duas forças poderosas e diametralmente opostas: o bondoso Monitor e o vilão Anti-Monitor, criado como resultado do mesmo experimento que criou o Multiverso. Anti-Monitor estava ameaçando a estabilidade do mundo através de uma força da natureza denominada “antimatéria”, capaz de destruir tudo por onde passava. Ciente deste terrível fato, o Monitor decide convocar aqueles que julgam capaz de evitarem que Anti-Monitor atinja seus objetivos assassinos: chamar os maiores heróis de todos os Universos, para que lutassem para evitar destruição iminente. Um grupo de heróis foi enviado, sob a tutela de Monitor, com o objetivo de proteger os maquinários programados para fundir as Terras sobreviventes em uma única Terra, que fosse capaz de sobreviver à destruição pela antimatéria. Mas Anti-Monitor não iria deixar isso acontecer sem represálias, e então ataca os presentes, criando conflitos de dimensões tão grandes que envolvem quase todos os heróis do Universo DC.

1985 (BRASIL)Em junho é criada a AGÊNCIA FUNARTE DE QUADRINHOS BRASILEIROS. Tentativa de distribuição em massa, para vários jornais ao mesmo tempo, do trabalho de artistas que estão fazendo tiras de quadrinhos.

1985 (EUA) - Em uma história do Monstro do Pântano, é introduzido o personagem  JOHN CONSTANTINE, que mais tarde ganharia seu próprio título (Hellblazer). Pela Marvel, sai MOONSHADOWum conto de fadas para adultos, de John M. DeMatteis e Jon J. Muth.

1985 (ITÁLIA) - DRUUNA, de Paolo Serpieri, uma das mais importantes personagens eróticas das HQ italianas.

Como poucos Serpieri era capaz de transferir para o papel, através de suas hachuras e pinceladas, o aspecto carnal, quente, úmido e muitas vezes visceral das (des)aventuras de Druuna, muitas vezes vítima dos joguetes sexuais de toda a
sorte de homens mal intencionados, deformidades monstruosas e até mesmo transsexuais e outras mulheres, todos querendo se satisfazer da ingenua heroína, dona de um dos corpos mais desejosos dos quadrinhos.

Druuna é um HQ com belos traços, desenhos de anatomia humana feitos com perfeição e aos mínimos detalhes, cenário, enredo e história fantástica. 

A saga vai de 1985 até 2003, o quadrinho traz bastante ação e tensão e muito erotismo, com algumas cenas explícitas.

O enredo acontece em um futuro apocalíptico onde uma doença amedronta a todos, um vírus que transforma seres humanos em mutantes; o espírito de porco nos humanos reina, tanto humanos quanto mutantes são pervertidos e covardes, tudo que é de podre e desumano reina nesse ambiente
mórbido. Druuna — que é a protagonista — se prostitui para conseguir antibióticos para ajudar seu namorado. Ela perambula pela cidade mórbida, passando por grandes perigos.

1985 (JAPÃO) - APPLESEED, de Masamune Shirow, autor mundialmente consagrado por suas obras de ficção científica.

1985 (EUA) - SANDMAN. Criado pelo roteirista britânico Neil Gaiman, o soturno personagem habita o reino dos sonhos. Na trama, ele é Morpheus, um ser eterno, membro da família dos Perpétuos e rei do Sonhar, local para onde todos os seres vivos viajam quando adormecem. A partir dessa premissa, Gaiman presenteou os leitores com algumas das melhores HQs de realismo fantástico das últimas décadas. A revista The Sandman durou 75 edições e gerou dezenas de personagens que aparecem em complexos arcos de histórias. Um dos maiores roteiristas da nova geração, retoma um tema antigo dos comics e provoca uma alteração no enfoque literário, iniciando uma série de gibis e mini-sériesmarcantes.


No folclore anglo-saxônico, Sandman ("homem-areia", em português) é uma entidade ligada ao sono e aos sonhos, que aparece em lendas e histórias infantis. Quando a editora DC Comics o levou pela primeira vez aos quadrinhos, em 1939, transformou-o em um super-herói com direito a identidade secreta (Wesley Dodds), uniforme colorido e armas especiais. Em 1974, a editora criou uma nova versão para o herói, com poderes ligados aos sonhos, nova roupa e outro alter ego (Garrett Sanford e, após a morte dele, Hector Hall). Na versão de Gaiman mudou o rumo. Sandman, agora, era uma espécie de entidade divina responsável pelo sonhar.

1986 (EUA) - CAVALEIRO DAS TREVAS. Criação de Frank Miller. A partir de 1986, o autor passou a ser mais importante do que o personagem Batman. Graças a Frank Miller, influenciado pelos mangas japoneses e atores europeus de álbuns, o criador passou a dialogar de novo com o leitor, superando a crise dos editores. Tal como no cinema, o quadrinho agora é do autor. Não do mocinho. É a consagração das mini-séries.  O homem morcego está aposentado e Bruce Wayne com 50 anos. Num mundo caótico, extremamente violento e à beira de uma Terceira Guerra, o Cavaleiro das Trevas retorna tão brutal quanto seus inimigos.

Com O Cavaleiro das Trevas Frank Miller consolidou a concepção de um Batman brutal e psicótico. Bruce Wayne está velho. Na primeira sequencia de quadrinhos o vemos desafiar a morte em uma manobra suicida em uma corrida de carros. Gotham está mais violenta do que nunca e Batman o quer possuir novamente, mas ele resiste. Por quê? Porque se sente inseguro, tem medo de não estar à altura do Homem-Morcego...

1986 (EUA) - WATCHMEN.  Criação de Alan Moore. Considerada a melhor história em quadrinhos do período. Enquanto Miller salvou os super heróis, Moore tentou assassiná-los. Uma saga em narrativa de diversos planos. Complexa rede intrincada de conspirações, metáfora e psicologia tecida sob a tênue linha do assassinato de mascarados. Moore e Gibbons extrapolam todos os limites dos quadrinhos e mostram que super heróis não são necessariamente para crianças.

1986 (EUA) - O DEMOLIDOR. Ressurge no grafismo expressionista de Bill Sienkiewicz, com roteiro de Frank Miller na aventuraAmor e Guerra. Mistura diversas técnicas gráficas, do aerógrafo à aquarela, da colagem crayon pastel e o resultado é um impacto visual da narrativa.
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