14 maio 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (73)



1982 (ESPANHA) - Em setembro a revista Vampirella nº108 inicia a publicação de uma série chamada Torpedo, escrita por Sanchez Abuli e desenhada por Alex Toth. Trata-se de uma história de gangsters na década de 30, bem no estilo de velhos filmes noir. Mais tarde o espanhol Jordi Bernet passa a substituir Alex Toth na série Torpedo, com roteiros de Sanchez Abuli.

1982 (EUA)Sob a direção de Steven Lisberger é lançado o filme TRON (dos estúdios Disney), um dos pioneiros em aliar cinema e computação gráfica. O filme é uma fábula cibernética em que apenas o roteiro humano falha: óbvio e diluitivo. Tron é a luta do homem sobre sua cria informática. Umpoolde produtores norte-americanos da computação gráfica, seguindo dicas de uma trinca de consultores visuais (dentre os quais o artista Moebius) concebeu os cenários tridimensionais.

1982 (EUA) - É lançada DREADSTAR, de Jim Starlin.
 
1982 (EUA)O cineasta John Huston dirige o musical ANNIE, a partir da peça teatral montada na Broadway por Mike Nichols. Huston conseguiu transpor para o cinema todoi o brilho, sentimentalismo e o colorido da peça teatral, baseada na pequena órfã Annie dos quadrinhos. No papel principal a menininha Aileen Quinn, sardenta como a Annie dos gibis, consegue ser espontânea e graciosa, enriquecendo a sua personagem. No mesmo ano Wes Craven dirige o filme O MONSTRO DO PÂNTANO (The Swamp Thing), baseado no personagem de quadrinhos. O filme tem no elenco Dick Durock no papel do monstro e o vilão Arcane (Louis Jourdan).

1982 (INGLATERRA)V DE VINGANÇA, de Alan Moore e David Lloyd, na revista Warrior (que também publica MARVELMAN (Miracleman nos EUA), de Moore e Alan Davisa obra chega aos EUA em 1988, de carona no sucesso de Watchmen, e ganha adaptação cinematográfica em 2006, por James McTeigue. V for Vendetta é um sombrio thriller futurista, encenado sob uma atmosfera orwelliana, que une a tradição do suspense britânico a paralelos com a ascensão do nazismo na Alemanha dos anos 30. O hiper-realismo dos desenhos de David Lloyd, utilizando reproduções de fotos xerocadas, sugere ao leitor imagens de um filme antigo, de colorido desbotado.

1982 (BRASIL)Angeli cria os personagens MEIAOITO e NANICO. Meiaoito é descendente direto do anarquismo italiano. A boininha xadrez serve muito mais para disfarçar a careca crescente que para lembrar as raízes. Barba, óculos escuros e o capote misterioso completam a indumentária. Cópia xerocada e reduzida do líder e mentor intelectual. Nanico segue Meiaoito pelas suas vigílias noturnas aos botecos da cidade.

1982 (JAPÃO)AKIRA, de Katsuhiro Otomo (uma das HQ de ficção científica mais influentes domundo, e grande representante do gênero gekigá, ou mangá underground, gênero equivalente ao dos quadrinhosadultosocidentais (Otomo também dirige, em 1988, a adaptação de Akira para anime, bem como os filmes Memories, de 1996, e Steamboy, de 2004, exemplos da contribuição do autor para a animação japonesa), e Kaze no Tani no Naushika (Nausicäa do Vale do Vento), de Hayao Miyazaki, um dos mais importantes animadores japoneses da atualidade, à frente do estúdio de animação Ghibli (dentre a obra de Miyazaki nos animes, podemos destacar: Tenku no Shiro Rapyuta (Laputa - Castelo no Céu, 1986), Tonari no Totoro (Meu Vizinho Totoro, 1988), Mononoke Hime (Princesa Mononoke, 1997, o maior sucesso de bilheteria nos cinemas japoneses), Sen to Chihiro no Kamikakushi (A Viagem de Chihiro, 2001, o primeiro anime japonês a ganhar o Oscar de Melhor Longa-Metragem de Animação, em 2003), Hauru no Ugoku Shiro (O Castelo Animado, 2004), entre outros.


1982 (ITÁLIA)Milo Manara lança a série H.P. E GIUSEPPE BERGMAN em que presta uma homenagem a Hugo Pratt.

1982 (BRASIL)No dia 20 de setembro o Caderno B do Jornal do Brasil passa a publicar, todos os dias, de segunda a sábado, dez tiras nacionais das 20 que edita. São elas: Vereda Tropical, de Nani; Avis Rara, a tira de estreia de Bruno Liberati; Zarzan, de Cláudio Paiva; O Pato, de Ciça; Doutor Baixada, de Luscar; As Mil e uma Noites, de Paulo Caruso; A Turma do Sujo, de Davilson; Cebolinha, de Maurício de Sousa; Lar, Doce, Lar, de Hubert e Agner; e As Cobras, de Luiz Fernando Veríssimo.

1983 (EUA)RONIN, de Frank Miller; AMERICAN FLAGG, de Howard Chaykin. Ronin deu início à publicação das minisséries com temática mais adulta. Começando no Japão feudal, a HQ mostra um jovem samurai que busca vingar a morte de seu mestre. No confronto final contra o assassino, Ronin e o demônio Agat acabam aprisionados numa espada mágica, ressurgindo séculos depois numa caótica e altamente tecnológica
Nova York do futuro. O roteiro se desenrola a partir daí, contando com muitos duelos de espadas, cenas do Japão feudal e hordas de robôs.

A obra de Chaykin, American Flagg, chamou bastante atenção pela violência e sexismo presentes, algo ainda impensável em uma era pré-Watchmen nos quadrinhos mainstream. Reuben, o personagem principal, não tinha do que reclamar, já que era frequente ele dividir a cama com alguma de suas eventuais amantes. Mas a série tinha outros méritos. Os protagonistas estavam longe de um ideal romantizado de herói, sendo pessoas falíveis e moralmente imperfeitas. O próprio Reuben é descrito
por Amanda Krieger como “um cafetão em potencial, canalha, meio perverso, cruel, mas joga limpo”.

Chaykin usou uma linguagem publicitária, com páginas cheias de onomatopeias e letreiros chamativos. A narrativa usava a programação da Tv como contraponto narrativo para apresentar aos leitores os detalhes do universo de Reuben Flagg sem precisar recorrer a enfadonhos textos introdutórios. Esse recurso seria utilizado anos depois por Frank Miller em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Mesmo não sendo lembrada ao lado de outras obras que se fizeram clássicas, “American Flagg!” tem sua importância por antecipar a mudança que ocorreria nos quadrinhos nos anos seguintes, e influenciou alguns autores contemporâneos, como o Warren Ellis e o Brian Michael Bendis. Em seu primeiro ano a série recebeu nove prêmios Eagle Awards.

1983 (EUA) - Em uma história dos Omega Men, personagens interplanetários da DC Comics,aparece pela primeira vez o personagem LOBO, um dos heróis mais violentos das HQ (por Keith Giffen e Roger Slifer, mais tarde por Alan Grant e Simon Bisley, sob novo conceito). Sua diversão principal é matar. Ele é um verdadeiro mestre nessa arte e quando aceita um contrato, duas coisas são consideradas como cláusulas principais pelo czarniano: se a morte será rápida ou lenta. Nada nem ninguém póde impedi-lo de cumprir um acordo. Lobo é um caçador de recompensas intergaláctico, mercenário e assassino de sangue frio.


1983 (BRASIL)A D´Arte lança FRANKENSTEIN, com desenhos de Rodolfo Zalla e textos de Maria Godoy. E José Joaquim Marinho lança uma coletânea com sete histórias completas da ARTE SACANA DE CARLOS ZÉFIRO, pela Edfitora Marco Zero.

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