1.
O Azul é a cor preferida de mais de metade da população ocidental (Idênticos resultados nos Estados Unidos e Canadá).

3.
Cor da Fidelidade, do Amor, da Fé (Azul = amor fiel - ao contrário do verde = amor infiel). Cor da Virgem Maria desde o século XII. Cor da Renúncia, Humildade, que não agride. Cor da Paz (ONU, UNESCO, Conselho da Europa).

5.
Cor real e aristocrática (Cor dos reis). Heráldica dos reis de França. Manto de consagração = manto azul. “Sangue azul”= origens nobres. Lápis-azul, a mais nobre das pedras preciosas.
6.
Ainda um subrepto (Durante séculos houve dificuldades para tingir um tecido de azul - eram tingidos de cinza e depois desbotados). Os jeans, as calças moralizadas (azul = preto ou sombrio), o fato protestante. O azul-marinho do século XX, que substitui em muitas situações o preto do século XIX, fatos dos militares, dos políciais, dos desportistas, dos bombeiros, dos religiosos. O azul-marinho foi tornado a cor da Civilização Ocidental aos olhos das outras civilizações.
VERDE
foi então a cor de Rui Orfão. As suas pinturas (na época destas performatividades) abriam moldura sobre metafísicas “paisagens sem fim”, onde a cor verde merecia excelência e afirmação. Todo um caminho de captação formal que acabou por o conduzir à realização no domínio da Arquitetura (disciplina onde ainda hoje fundamentalmente opera).
Eis
como Pastoureau entende que poderia apresentar-se um quadro para resumo das diferentes funções e significados da cor verde na cultura ocidental:
1.
Cor do destino, da dita e da desdita, da fortuna, do dinheiro, do acaso, da esperança (A esmeralda, que traz felicidade ou infelicidade). O dólar, nota verde, símbolo do dinheiro e do sucesso. Os panos de jogos de cartas e de jogos de casinos; a “língua verde” que é, originalmente, a dos jogadores de cartas. A superatição que rodeia a cor verde: mulheres que nunca vestiriam um vestido verde (ou usariam uma esmeralda); atores que não querem vestir-se de verde em cena. Panos verdes dos conselhos de administração.
2.
Cor da natureza, da ecologia, da higiene, da saúde, da frescura (Os vegetais, os legumes verdes, a
dietética). O campo, “meter-se no verde” (ir até ao campo). A caça, os fatos de caça. Os “espaços verdes”, os “pulmões verdes” do meio urbano. A ecologia, o movimento dos Verdes em todos os países, Greenpeace, etc. A clorofila, os bombons de mentol (frescura na boca). As cruzes verdes das farmácias (em França ou em Portugal; em Itália são vermelhas). O laço histórico entre cor verde e medicina (porque, durante séculos, todos os medicamentos foram à base de plantas). Higiene pública: caixotes de lixo, furgonetas de recolha do lixo, sacos para lixo de cor verde. O verde, cor calmante: pintam-se de verde as paredes das escolas, dos escritórios, das casernas.
3.
Cor da juventude, da seiva que sobe, da libertinagem: Verde, cor da juventude (pelo menos desde o século XIII). Verde, cor do amor infiel e da libertinagem: um verde “galante”. Verde, cor da desordem, da transgressão. Verde, cor da loucura (em associação com o amarelo).
4.
Cor da permissão, da liberdade (Nos semáforos: o verde é a cor de autorização de passar; “dar luz verde”). Cor da liberdade, porque cor da natureza e da juventude.
5.
Cor do Diabo e do que é estranho (Cor do Diabo, pelo menos desde o século XIII). Cor simbólica do Islão (Maomé usava um estandarte e um turbante verdes, portanto pode ser diabólica aos olhos dos adversários do Islão). Cor daquilo que é estranho e inquietante: homenzinhos verdes, marcianos.
6. Cor
ácida, que pica e envenena (Cor do veneno - em alemão, giftgrün designa um verde amarelado). Maçã verde. Ácidos.
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