20 janeiro 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (11)



1924 (EUA) - ANINHA, A PEQUENA ÓRFÃ (Little Orphan Annie). Criação de Harold Gray.Soap Opera polêmica devido às posições direitista do autor. Aninha, acompanhada de seu cão Sandy tinha a proteção do poderoso Daddy. Era a primeira HQ a defender uma ideologia reacionária: defesa da propriedade privada exaltando o paternalismo dos ricos. O tom das aventuras era eminentemente dramático. Essa fórmula agradou ao público leitor. As histórias da personagem de cabelos encaracolados eram parábolas, contos moralistas, cheios de alegorias e caracterizações.


1924 (EUA) - WASH TUBBS. Criação de Roy Crane. Tubinho era um sujeito baixinho, de óculos, barrigudinho, não muito inteligente, mas com especial talento para se envolver em trapalhadas, ou melhor, aventuras. O traço do desenhista no momento inicial apresentava maneirismos humoristas, e as situações, apesar de se desdobrarem em capítulos, eram cômicas. Os quadros eram desenhados em papel craftint, o que permitiu ousados usos do cinza nas texturas. Isso resultou em fortes consequências para a concepção do que viria a ser orealismoem HQs. Crane foi o primeiro autor a criar ganchos conectando os episódios sem que se tratasse de manter o leitor interessado na peripécia, mas na evolução, no desdobramento da trama. Ele foi o primeiro artista a urdir tramas longas e críveis, cuidadosamente arquitetadas. Era leitor assíduo de Charles Dickens e de Herman Melville, o que lhe forneceu referências diferenciais. Crane foi que abriu a porta para o aparecimento de aventureiros de todo tipo nas HQs de jornal e, pouco mais tarde, nos gibis. Tubinho ganhará, mais tarde, um amigo, que acabará "roubando" o papel principal da história, o Capitão César. César é considerada como a primeira HQde aventura.

1925 (FRANÇA) - ZIG ET PUCE. Criação de Alain Saint-Ogan, mestre dessa arte durante vinte anos, na França, e sua fama ultrapassou as fronteiras de seu país. A dupla foi criada em plena época das 'melindrosas' e do 'charleston'. Eram dois meninos - um gordinho e o outro magro - aos quais se juntou, no ano seguinte, o pingïm Alfred.

Esses três viveram dezenas de aventuras, em muitas partes do mundo, sempre procurando chegar aos Estados Unidos da América, que, naquela época, era o sonho de todo adolescente. Tendo aparecido em um jornal para adultos - o Dimanche Illustré - foi surpreendente o sucesso dessa história. Saint-Ogan revelou-se um observador vivo e cheio de humor da vida francesa, quando as aventuras dos meninos os levavam à França. Zig e Puce marcam uma época importante para as HQ francesas por empregar seu criador exclusivamente os balões e, em geral, um cenário tirado ao vivo para os quadrinhos, fixando os lugares por onde viajavam os personagens.

1925 (BRASIL) - Benedito Bastos Barreto, o Belmonte, cria um dos mais famosos personagens paulistano das primeiras décadas do século, o JUCA PATO. O personagem - a personificação do povo paulistano, segundo alguns - era um homem de preto, minúsculo e macrocéfalo, que pagava sempre opatopelos desmandos dos políticos e pela insensatez dos burocratas. De óculos e, quase sempre, com o dedo para o ar, Juca Pato protestava contra a carestia de vida, os buracos das ruas ou o aumento de impostos.

Juca Pato foi um sucesso porque criticava os poderosos e defendia a coletividade. Seu nome ficou tão popular que foi usado para as mais diversas finalidades e produtos. Existiam bares, caramelo, água sanitária, graxa de sapato, tudo com o nome de Juca Pato. Baixinho, careca, comóculos de aro, sempre de fraque e polaines, o personagem surgiu nas páginas do Folha da Noite e foi publicado até a morte de Belmonte, em 19 de abril de 1947. Foi um personagem marcante na vida da cidade paulista.

1925 (ESPANHA) – Tem início a publicação da revista Pinocho, e publicam-se as primeiras traduções de comics americanos.

1925 (EUA) – Gus Meins faz o desenho animado de Os Ciúmes de Buster, baseado no personagem de Outcault, Buster Brown.

1925 (EUA) – A revista New Yorker é fundada.

1925 (BRASIL) – É lançada na Bahia a revista de humor A Luva, com caricaturas de Raimundo Aguiar, Paraguassu e outros. Durou até 1932.

1926 (EUA) - O crítico Gilbert Seldes elogiou os quadrinhos de George Harriman (Krazy Kat) no seu livro SEVEN LIVELY ARTS. Foi a primeira historieta elogiada por um crítico.  Nesse mesmo ano Krazy Kat é tema de balé, música de John Alden Carpenter.

1926 (ARGENGTINA) – É lançado a revista Pololo.

1926 (BRASIL) – Aparicio Torelly, o Barão de Itararé, lança A Manha. O semanário ridicularizava as pessoas e instituições de seu tempo. Ora circulando, ora obrigado a fechar por pressões políticas ou aperturas financeiras, resistiu até a década de 50. Tinha como lema: “Órgão de ataques...de riso”.


1927 (ALEMANHA) – Rudolf Rose cria Witwe Knolle, a mulher gorducha com seu cachorro Achille.

1927 (EUA) – A 08 de outubro estreia O Cantor de Jazz com Al Jolson. Então começa o cinema falado.

1927 (BRASIL) – De 15 a 30 de novembro, no hall do pavimento térreo do edifício sede da Companhia Linha Circular, em Salvador, o caricaturista Raymundo Aguiar realiza sua exposição de charges. Foram 26 charges desenhadas e coloridas a aquarela em que se fixam motivos e flagrantes genuinamente baianos, de nossos costumes e de nossa vida tradicional.

1927 (BRASIL)- Antonio Gabriel Nassara publica sua primeira caricatura no jornal O Globo.

1927 (ARGENTINA) – Dante Quinterno cria a série cômica Aventuras de Don Gil Contento para o jornal A Crítica, de Buenos Aires.
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