09 janeiro 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (4)



1862 (JAPÃO) – Às vésperas da revolução da Era Meiji, o desenhista inglês Wargman introduz a HQ no Japão com a primeira revista chamada Japan Punch. Quem se esforçou para a aceitação e adoção do termo mangá para designar os quadrinhos japoneses foi Rakin Kitazawa.

1863 (BRASIL) – Aparece o Bazar Volante, sob a responsabilidade do desenhista francês Joseph Mill. No dia 18 de outubro desse mesmo ano é lançada outra publicação humorística, O Merrimac.


1865 (ALEMANHA) - JUCA E CHICO (Max und Moritz). Criação do poeta, pintor e cartunista alemão Wilhelm Busch. No Brasil, foi traduzido por Olavo Bilac e editado pela Melhoramentos. Os dois garotos travessos e aprontadores foram criticados imediatamente pelos pedagogos, como viriam a ser criticadas todas as posteriores criações dos quadrinhos que mostravam crianças travessas. Mas os leitores consagraram os personagens.

1867 (INGLATERRA) - ALLY SLOPER. Criação de Ross Teller e sua mulher, Emilie de Tessier. 

1869 (BRASIL) - AVENTURAS DE NHÔ QUIM. Criação do ítalo-brasileiro Ângelo Agostini. Sua primeira historieta com personagem fixo surgiu na Vida Fluminense. O título era: As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerado o marco inicial do quadrinho brasileiro. Contava as atrapalhadas de um provinciano em sua primeira viagem à corte. A história, bem humorada, tratava da viagem que o matuto Nho Quim fazia de Minas Gerais até a corte do Rio de Janeiro, um percurso autenticamente nacional. Fez nove páginas duplas e depois deixou a revista. Em 1883 Agostini iniciou As Aventuras de Caipora, outro personagem seriado.

1872 (BRASIL) – É feito o primeiro recenseamento no país e tem início a  chamada Questão Religiosa. As publicações de humor, de caráter nitidamente anti clerical, servem da Questão Religiosa para investir contra o clero.

1872 (PORTUGAL) – É publicada em Lisboa, em 16 capítulos, com grande sucesso e em três edições, Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a Picaresca Viagem do Imperador do Rasilb pela Europa.
Trata-se de uma sátira sobre D.Pedro II, Imperador do Brasil (Rasilb) e sua viagem à Europa.

1874 (EUA) – Nast desenha o elefante republicano.

1874 (BRASIL) – No dia 25 de maio surge A Mutuca, periódico satírico, chistoso e literário. Parou de circular em 1875. Em 12 de junho Augusto Lessa redige o jornal humorístico O Jesuíta. No dia 04 de outubro ´re lançado o periódico ilustrado, satírico e chistoso O Museu Bahiano. Todas as três publicações da Bahia.

1874 (BRASIL) – A 27 de junho, mantido e ilustrado por Cândido de Faria, surge O Mephistópheles. Em fins de 1874 começa a colaborar na Vida Fluminense o italiano Luigi Borgomainerio, sotado por Agostini como “o mais importante artista que tem vindo ao Brasil”.

1875 (BRASIL) – Além de contar com a colaboração de Angelo Agostini, O Mosquito ganha a participação do chargista português Rafael Bordalo Pinheiro. Nesse mesmo ano é lançado a revista de humor O Mequetrefe que durará até 1893.
 
1876 (EUA) – Graham Bell apresenta seu telefone.

1876 (BRASIL) – No dia primeiro de janeiro a revista Vida Fluminense muda seu nome para O Fígaro, e Angelo Agostini lança o primeiro número da Revista Illustrada (famosa por seu caráter crítico e polêmico), que se propõe a ser um semanário, passaria a quinzenário e, por fim, mensário já na República. Durou até 1900. Circulou, portanto. No mais vivo período de transição da Monarquia para a República.

1877 (EUA)- Thomas Edison inventa o fonógrafo.

1878 (EUA)- Fotografias instantâneas de Muybridge.

1878 (BRASIL) – Surge na Bahia dois periódicos humorísticos: O Patusco e Satanaz.

1878 (BRASIL) – Também destinada a durar pouco, mas marcando sua presença na história da caricatura brasileira através das charges de Rafael Bordalo Pinheiro, circula a revista O Besouro. 

1879 (BRASIL)- Augusto Lessa lança na Bahia, O Balão no dia 1o de julho. O jornal para de circular em 1888. Reapareceu em 1896.

1880 (EUA) – American Press Association começa a distribuir chapas gravadas com novelas, ilustrações e caricaturas para os jornais associados.

1880 (BRASIL) – Aparecem na Bahia, A Gargalhada, revista hebdomadaria, O Bahiano, redigido por Augusto Lessa, e Renascimento, publicação quinzenal.

1881 (FRANÇA) – Primeiras leis sobre a escola pública.

1882 (FRANÇA) – Étienne Jules Marey inventa o fuzil fotográfico. Versão portátil do aparelho cronofotográfico para captar as diversas fases de um movimento. 

1882 (FRANÇA) – Escola obrigatória, gratuita.

1882 (BRASIL) – Surge O Gryphus. Tanto em O Binóculo como em O Gryphus, a presença de um novo desenhista – Belmiro de Almeida – marca uma revolução na caricatura brasileira – a adoção do traço contínuo, nervoso e elegante, antepondo-se ao lápis gorduroso de Agostini e Borgomainerio.

1883 (EUA) – Surge a revista Life.

1883 (BRASIL) – As Aventuras de Zé Caipora, de Angelo Agostini surge na Revista Ilustrada. Seu tipo físico é do caboclo de pés descalços, barriga proeminente e notável às situações mais escabrosas. As Aventuras de Caipora ganharam as páginas da Revista Ilustrada em 1883. Interrompidas várias vezes, 35 capítulos foram republicados na revista Don Quixote, outros tantos inéditos sairiam em O Malho, até 15 de dezembro de 1906, quando as peripécias de Caipora desapareceram para sempre.

Aventureiro, cômico e romântico, Caipora tornou-se popular rapidamente. Suas peripécias pelo interior do País e pelas florestas alimentavam a imaginação dos leitores. O traço fino e realista de Agostini dava vida a boiadeiros, onças, sucuris, macacos e índios. Além de inaugurar um estilo que inspirou quadrinhos das décadas seguintes, Ângelo Agostini criou cenas em dois planos, referência do teatro medieval, e também abriu caminho para a sensualidade, criado a primeira heroína dos quadrinhos: a índia Inaiá, protetora e guia de Caipora, que, com os seios à mostra, representa o mito das amazonas.


1883 (BRASIL) – Augusto Lessa e José Alvares do Amaral lançam na Bahia O Encouraçado, periódico que dura até 1888.

1883 (EUA) – Segundo Thomas Cravem, Florence e Sidney Weiss no livro Cartoon Cavalcade, a primeira história em quadrinhos foi Ally Slippery Day, de A.B.Frost.

1884 (INGLATERRA) – Hally Sloper's Half Holiday, primeiro jornal humorístico. Ally Sloper, de F.Thomas é considerado como a primeira história em quadrinhos inglesa.

1884 (FRANÇA) – Suplemento ilustrado do Petit Journal.

1885 (BRASIL) – A presença de Cotegipe à frente do governo o torna alvo das mais acres caricaturas.

1885 (BRASIL) – Na Bahia aparecem O Faísca, periódico humorístico de Raymundo Bizarria. Parou de circular em 1887. Em agosto surge o periódico O Diabrete.

1886 (FRANÇA) – Reportagem fotográfica de Nadar para o jornal Le Figaro.

1886 (BRASIL) – Contando com a colaboração de Belmiro de Almeida, é lançado o periódico Rataplan.

1887 (FRANÇA) – L' arroseur arrose, de Vogel. Imagens populares que inspira o cinema.

1887 (EUA) – A linotipo de Mergenthaler.

1887 (BRASIL) – O afastamento de Pedro II faz com que recrudesçam as charges envolvendo Cotegipe.

1887 (BRASIL) – Na Bahia, João Friolo, Angelo Pitou e Rabelais Junior lançam o periódico humorístico A Traça. Durou até 1888.

1888 (FRANÇA) – Emile Reynaud faz o desenho animado Le Bon Bock.

1888 (BRASIL) – Aós a assinatura da Lei Áurea, Angelo Agostini recebe, em um banquete, das mãos de Joaquim Nabuco, o título de cidadão brasileiro. Logo depois, viaja para a Europa.

1888 (FRANÇA (FRANÇA) – A epopeia, sombras chinesas de Caran d'Ache.

1888 (BRASIL) – No dia 04 de maio começa a circular na Bahia, O Neto do Diabo, jornal crítico, literário e chistoso. Para de circular em 1889. No dia 06 de julho surge também na Bahia, O Diabo, periódico crítico, chistoso e moralizador. Para em 1889.

1889 (BRASIL) – A causa republicana é abraçada, e, depois, aplaudida pelas revistas de humor.

1889 (FRANÇA) – Une partie de Campagne, de Christophe.

1889 (BRASIL) – No dia 09 de setembro, nasce Luis Gomes Loureiro, que mais tarde cria para a revista Tico Tico, o pretinho de recados Benjamin.

1889 (FRANÇA) - LA FAMILLE FENOUILLARD. Criação do professor Georges Colomb. Primeira HQ com continuação na próxima semana. Agenor Fenouillard e sua esposa Léocadie representam o casal consumidor por excelência. Eles têm duas filhas, todos querem ser sofisticados e têm pretensão cultural.

1890 (FRANÇA) – Aparece a historieta de Christophe da série Les Facéties du Sapeur Camember.

1892 (EUA) – Surge The Little Bears (Os Ursinhos) de James Swinnerton no Examiner de San Francisco. A primeira historieta diária com personagens fixos.

1892 (FRANÇA) – Emile Reynaud faz o desenho animado Pantomines lumineuses. Os desenhos não foram ainda animados em movimento com o auxílio da câmara. Foi apresentado no Musée Grévin, em Paris.

1893 (EUA) – New York World publica a primeira página em cores desenhada por Walt Mc Dougall. Era um suplemento dominical do dia 09 de abril.

1893 (FRANÇA) – Christophe traz para o cenário da França, L'idée fixe du Savant Cosinius e Les Malices de Slick et Ploch.

1894 (EUA) – O New York World publica a primeira tira de Richard Outcault com o título The Origin of New Species, or the Evolution of the Crocodile Explained (A Origem de uma nova espécie, ou a Evolução do Crocodilo Explicado). Era de fato uma nova origem. E uma nova espécie. O gênero pegou.

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