14 março 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (43)



RENOVAÇÃO NOS QUADRINHOS NA DÉCADA DE 60 (1960-1969) -----------------------------

Acontece uma renovação no mundo dos super-heróis: eles passam a ser representados com fraquezas humanas e, às vezes, lidando com problemas cotidianos enquanto salvam o mundo (o mais representativo desta nova tendência é o herói Homem-Aranha), o que permite a identificação com o leitor.
Também se cristaliza, na época, o conceito dos anti-heróis, ou os heróis que fogem ao modelo consagrado, sejam nas intenções pouco nobres, seja no caráter violento e poucoexemplar” – é o caso de heróis como Homem-Coisa, Hulk, Justiceiro e Wolverine.
É também a época em que as HQ são vistas com seriedade, pois os europeus iniciam uma série de estudossériossobre o papel das HQ na cultura mundial. Surge nova safra de personagens femininas relevantes, algumas em histórias de cunho erótico, mas muitas delas emancipadas (em contraposição às frágeis namoradas dos heróis das décadas anteriores), ajudando a aproximar as HQ do público adulto; falando nisso, nessa época, é o início das graphic novels, os álbuns de grande apuro gráfico, que abrem um filão adulto no mercado; sem falar nas HQ underground, sintonizadas na contracultura cultivada no período (inclusive o movimento hippie), com a mistura de sexo, drogas e política em reação às imposições do mercado. Com isso, as HQ deixavam, gradativamente, de ser dirigidas exclusivamente aos jovens - as HQ underground são consideradas a gênese dos atuais quadrinhos "adultos". Representantes do período:
1960 (FRANÇA)Surge a revista humorística HARA-KIRI, criada por artistas dissidentes da Pilote.

1960 (BRASIL)Ziraldo lança, através da Empresa O Cruzeiro, PERERÊ, o melhor exemplo de brasilidade que temos nos quadrinhos. Em 1975 a série volta através da Editora Abril. Durante 43 números e 182 histórias, a alegre fauna ziraldiana (o indiozinho Tininin, a onça Galileu, o macaquinho Allan Viviano, o tatu Pedro Vieira, o jaboti Moacir Floriano, o coelhinho Geraldinho Neves, a coruja General Nogueira) representou no microcosmo da Fazenda do Fundão o clima de euforia nacionalista então vigente no país.

1960 (EUA)Hanna-Barbera produzem uma série de desenhos animados para a rede de televisão americana ABC: FLINTSTONES. Vivendo em casas de pedra lascada com todoo conforto do mundo moderno (animais fazes as vezes dos eletrodomésticos) os personagens cultivam hábitos atuais como assistir televisão.


1960 (JAPÃO)KAZE NO ISHIMARU (Samurai Kid), de Sampei Shirato, mangá no qual se baseou a clássica série de anime.


1960 (EUA)Andy Warhol, o papa da pop art, pintou Dick Tracy, nada acrescentando à maestria com que Chester Gould trabalhava seus quadrinhos. Na verdade Warhol ampliou um quadro do personagem em grandes proporções (caseina sobre tela, 178 X 133 centímetros). A forma como aparecia nos jornais, em tira, não era aceita como arte, e a forma como Warhol divulgou sua obra, nos termos tradicionais da pintura, é que fez toda a diferença. Ou seja, o meio (ou veículo) é que é decisivo, não  a mensagem (o conteúdo). É uma das obras que marca a transição entre a assemblage e a abstração purista. Andy Warhol inaugura em meio a um dos mais sofisticados cenários das artes plásticas contemporâneas, um novo filãoa elevação da banalidade e da vulgaridade cotidiano a estatuto de art (ou vice-versa).



1960 (RÚSSIA) - OUTUBRIANA. O tcheco Peter Sadecki lança clandestinamente na Rússia aheroína Outubriana, chamada assim em homenagem à Revolução de Outubro que levou os bolchevistas ao poder na Rússia. Sua testa é enfeitada por uma estrela vermelha e suas aventuras  são altamente impregnadas de erotismo e se ligam diretamente com a atualidade político soviética. Desta maneira, ela conseguiu impedir uma invasão soviética da Tcheco-Eslováquia, raptou Mao Tse-Tung, violou o segredo da bomba atômica chinesa e salvou a Ucrânia da fome. Suas aventuras terminam sempre gloriosamente e com a frase-slogan:Meu reino por uma coca cola.


1960 (FRANÇA)O cinema francês faz uma versão da atrapalhada FAMÍLIA FENOUILLARD, de Christophe, sob a direção de Yves Robert, com Jean Richard como Agenor e Sophie Desmarets como Léocadie.

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