10 março 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (39)



1948 (ITÁLIA)TEX, de Giovanni Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini o início da Casa Bonelli -anteriormente, Edizioni Audace, atualmente Sergio Bonelli Editore - , a maior editora das HQ italianas), que posteriormente, sob o comando de Sergio Bonelli, filho de Giovanni, lança títulos célebres: Zagor (1961), de Guido Nollitapseudônimo de Sérgio Bonellie Gallieno Ferri], Mister No (1975, de Nollita e Ferri), Ken Parker (1977, de Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo, considerada a melhor HQ de faroeste da editora), Martin Mystère (1982, de Alfredo Castelli), Dylan Dog (1986, de Tiziano Sclavi) entre outros.


Tex Willer surgiu em revista semanal como um cowboy solitário. Depois, vira ranger. Casou-se com Lilith, uma índia dos Navajos. Kit Carson entrou na história. E o índio Tiger Jack. O personagem antecipa o spagetti western do cinema italiano, pois foi pioneiro em retratar a saga da conquista do oeste norte americano, com os olhos italianos.

1948 (ITALIA) - Tex nasceu num momento difícil para seu país de origem. Era o pós guerra e a Itália tentava se reorganizar. Quase tudo ia mal, exceto a produção dos quadrinhos que, àquela altura, começava a crescer. Durante a II Guerra Mundial, Mussolini, inesperadamente, riscou do mapa os quadrinhos americanos (com exceção de Mickey), a ponto de os desenhistas locais serem convocados para terminar às pressas as aventuras já iniciadas de Flash Gordon, Mandrake e outros. Se, por um lado, isso deu margem a edições apócrifas desses personagens, por outro serviu par estimular a produção nacional e proporcionar o surgimento de novos talentos. Muitos profissionais se formaram e se aperfeiçoaram nesse período. Um novo estilo editorial começava a se firmar – as revistas em forma de tiras. Pequenas, em formato horizontal e tiragem semanal, 32 páginas com cerca de três quadros cada uma, elas logo se tornaram um must na Itália, não só por causa do preço acessível, mas também pelo seu conteúdo. O formato de tiras durou quase 20 anos. Do primeiro número, em 1948, até o último, em 1967, foram 36 séries, que correspondiam a um número ainda maior de aventuras. Quando as histórias em tiras s esgotaram, Bonelli e sua equipe foram produzindo outras inéditas e dando prosseguimento à série.

1948 (ITALIA) – No início Tex cavalgava sozinho. Seu cavalo, Dinamite, nem sequer tinha nome. Mas, aos poucos, foram surgindo os seus pares, autênticos companheiros de aventura. O primeiro deles foi o índio Jack Tigre. Mais tarde foi a vez de Kit Carson. Finalmente o próprio filho de Tex, Kit Willer, fruto de sua união com a bela índia Lilyth (Lírio Branco), filha do chefe navajo Flecha Vermelha. Daí a estreita ligação de Tex com os índios, dos quais é um dos mais ardorosos defensores contra o massacre indiscriminado imposto pelos brancos.

1948 (EUA) – Spencer Gordon Bennett e Thomas Carr realizam o seriado cinematográfico com o heroi de quadrinhos Brick Bradford.

1948 (ITALIA) – A Casa Editrice Arc lança La Jungle, publicação semanal com Pantera Bionda. O
palco era as selvas de Bornéu e os inimigos, soldados japoneses invasores. Foi publicado durante dois anos (1948-50) em 108 números de La Jungle. E acabou sendo vítima da furia dos moralistas italianos que a achavam imoral. A pressão foi tanta que a partir do n.33, a tanga da garota começou a aumentar. E continuou crescendo. De duas peças passou a uma só, cobrindo cada vez mais seu corpo. Logo, a tanga acabou virando um saiote. Até quer, para ridículo da situação, Pantera Bionda passou a usar um vestido de manga. Pantera Bionda foi escrito por Gian Giacomo Dalmasso e
desenhada por Enzo D. Magni (Ingman).

1948 (EUA) - POGO. Criação de Walt Kelly, personagem central de uma complexa fábula satírica sócio-política. Uma característica: as letras nos balões eram inusitadas: um tipo prolixo, por exemplo, tinha letras góticas. É a primeira reação americana à crise, com animais questionando os seres humanos.

1948 (EUA)A Marvel lança  a revista All-WesternWinners 2, com a primeira aparição do CAVALEIRO NEGRO. Ele veste capa e roupa preta e uma máscara para esconder o rosto, caça os bandidos com seu cavalo, Satan. Assim ficou conhecido o Cavaleiro Negro, temido por bandidos de todo o Oeste. No Brasil foi publicado pela RGE e chegou a alcançar mais de 200 edições.


1948 (BRASIL) – Gilberto Freyre defende o valor educativo das histórias em quadrinhos na Câmara dos Deputados, quando parlamentar pelo seu Estado, Pernambuco, eleito pelos universitários. Ele queria que fosse consagrado esse gênero e pedia que, através dos quadrinhos, fossem divulgadas às crianças e adultos a vida de grandes brasileiros como José Bonifácio, Oswald Cruz, Vital Brasil, Santos Dumont, Cândido Rondon e mitos outros. E citava a advertência de uma psicóloga para quem os símbolos, as imagens e s desenhos de boas HQs ajudam até mesmo os adultos de hoje a ajustarem suas personalidades ao mundo contemporâneo, mais existencial do que abstrato.

1948 (EUA) - O desenhista Charles Schulz vende seu primeiro cartoon ao The Saturday Evening Post

1948 (BRASIL) – Millor Fernandes assinando Vão Gõgo e Carlos Estevão lançam no Diário da Noite a tira cômica diária, Ignorabus, o Contador de Histórias.

1948 (EUA) – A Columbia Pictures produz o seriado de 15 capítulos Superman, com Kirk Alyn no papel principal.

1948 (EUA) – Rube Goldberg ganha o prêmio Pulitzer graças às suas charges políticas.

1948 (BRASIL) – A Editora Brasil América lança a revista Mindinho, onde, entre os personagens Hortelino Troca Letras, Gaguinho, Laura Jane e Tiguinho, surgia Pernalonga  - o irrequieto coelho dos desenhos da Warner que, mais tarde, ganharia sua própria revista.

1948 (EUA) – Um novo filme, O Amigo Alegre estreia com um fabuloso contrato para a televisão tendo como personagem principal Cisco Kid. Com o sucesso, a série de tevê foi imediatamente adaptada para quadrinhos.

1948 (EUA) – Tim Holt era um popular cowboy de westerns B produzidos pela RKO que acabou
chamando a atenção de Vincent Sullivan e Raymond Krank da Magazine Enterprises. Licenciar cowboys do cinema para publicação em quadrinhos já não era mais novidade na época. Hopalang Cassidy, Tom Mix, Gene Autry e Roy Rogers já estavam nos quadrinhos há algum tempo. O escritor Gardner Fox e o desenhista Frank Bolle transportaram para o papel as aventuras do famoso cowboy das matinês. O n.14 da revista A-1 Comics foi um sucesso, mais dois números de A-1 com Tim Holt novamente um grande êxito.

1948 (FRANÇA) – Em 16 de julho a França resolve impedir que “os efeitos maléficos” (vingança, homicidio, conduta imoral) promulgando uma lei destinada a controlar, sob a diligência de uma comissão nomeada pelo Ministério da Justiça, as várias publicações apresentadas aos jovens. O artigo II desta lei (lei 49/956) estipulava que tais publicações não deviam incluir “qualquer ilustração, narrativa, cronica, rubrico ou inserção que apresentasse sob um aspecto favorável o banditismo, a mentira, o roubo, a preguiça, a tibieza, o ódio, a depravação ou quaisquer atos qualificados como crime ou delito, ou de natureza a desmoralizarem a infância e a juventude”. E foi justamente a revista Tarzan a mais combatida porque atingiu uma tiragem de 300 mil exemplares. O que se reprovava em Tarzan era quase a nudez do herói, considerada chocante. Também se resmungava com as curvas sugestivas das heroínas.

1948 (ITÁLIA) – A produção italiana do pós guerra se diferenciava da internacional porque incorporou um gênero literário muito popular na época, o folhetim. Finalizando a história em seu momento mais emocionante e deixando um gancho para o capítulo da semana seguinte - tal como os famosos seriados do cinema ou as novelas televisivas, os folhetins encantaram uma geração e alcançaram na Itália a sua expressão máxima, favorecendo o surgimento de grandes impérios editoriais especializados nesse tipo de literatura.

1948 (EUA) – É lançado o primeiro número da revista The Lone Ranger com reprises das histórias de jornal de Charles Flanders. Só no começo da década de 50, a partir do n.38 de sua revista, surgiram histórias inéditas. Eram escritas por Paul S. Newman e desenhadas por Tom Gill. Com isso a revista teve sucesso e circulou até o n.145 (1962) e foi retomada de 1964 a 1977 (mais 28 números).
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