04 fevereiro 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (20)



1934 (EUA) - Surge nas páginas da revista New York, O REIZINHO (The Little King), de OttoSoglow, que logo passou a ser distribuído em jornais pela King Features. Por trás de uma aparência infantil, situações do mais fino humor - por vezes surrealista - se sucediam na corte desse rei com alma de criança. Nem o reino nem o rei jamais tiveram nome, e este nunca falava (exceto numa versão apócrifa especial para revista). De 1934 até seu falecimento em 1975, Soglow criou milhares de situações hilariantes vividas pelo rei e seus lacaios. interferência do absurdo e do fantástico e, o reino estilizado ao máximo. As formas são símbolos geométricos e o próprio personagem é uma reunião de poucas linhas esquemáticas. O diálogo é quase inexistente. O absurdo e o fantástico no reino estilizado ao máximo. O personagem é uma reunião de poucas linhas esquemáticas. Histórias hilariantes, sem diálogos. Sua corte dispensava o bobo. O rei era o próprio palhaço.


1934 (ALEMANHA) - Erich Ohser, assinando-se E.O.Paulen, cria VATER UND SOHN, uma série bem simples: trata-se de um pai, careca, bigodudo e com grande emaginação, e de seu filhinho em aventuras da vida cotidiana. No Brasil as aventuras de Vater und Sohn foram publicadas com a tradução de Xuxucão e Xuxuquinha na revista Mirim, década de 40. Com o nome de Pai e Filho, foram publicadas pelas Edições Melhoramentos.

1934 (EUA) - Billy De Beck cria um companheiro para o personagem Barney Google,  o malicioso camponês  SNUFFY SMITH, proprietário de um azarão. A tira Barney Google and Snuffy Smith além de fornecer centenas de neologismos à língua, inspirou a mais famosa canção dedicada a um comic:Barney Google with the goo-goo googly eyes.

1934 (EUA) - Surge DON WINSLOW, criado com o propósito de fazer propaganda da Marinha norte-americana, pelo Comandante Frank V. Martinek, que escrevia os roteiros, e era desenhado pelo Tenente Leon A. Beroth, também da Marinha, que era assistido por Carl Hammond. Inicialmente Winslow e seu companheiro Red Pennington combatiam contrabandistas e subversivos comandados pelo seu arqui inimigo Scorpio. Durante a guerra os inimigos passaram a ser os japoneses e os alemães e seus aliados. Mas apesar do tema, Dom Winslow foi sempre mais uma história de mistério do que aventura.

1934 (EUA) - Fred Harman cria seu primeiro cowboy, BRONC PEELER. Uma visão romântica e quase sempre lírica do oeste americano. Em 1938, Herman aprofundaria, até mesmo sob o aspecto gráfico, o mundo do personagem título, transformando-o em Red Ryder (Bronco Piler ou Nevada, no Brasil), mais amadurecido. O grafismo rústico do autor concorria para a maior aceitação das suas aventuras.

1934 (EUA) - Em 19 de março RED BARRY estreia no New York Evering Journal, criação de Will Gould. Seis anos mais tarde, porém, acabava acarreira do detetive ruivo: a censura interna da King Features exigia que Gould renunciasse à violencia e fizesse uma substancial reformulação no conteúdo moral das histórias. Gould não aceitou, preferindo encerrar seu trabalho como cartunista ali. Sua alegação: a coerência. Era época em que proliferavam mitos do tipo Scarface, a imprensa marrom vivia seus dias de glória e a lei era aplicada pelos inflexíveis G-Men sem o menor escrúpulo. Red Barry, um jovem de origem irlandesa, rude de rosto e temperamento, com um tufo de cabelos ruivos que o distingue da tipologia máscula dos quadrinhos contemporâneos, é um policial sem divisas e incógnito; a maneira de alguns mitos hollywoodyanos da época, não vacila em cumprir sua missão - por mais dura que seja, por mais riscos pessoais que envolvia - é convicto de que a lei deve opor-se ao crime com métodos igualmente violentos e odiosos. O desenho nervoso e agudo de Gould é bem sustentado por uma coerência estilística que jamais foi abalada durante os seis anos em que o personagem se desenvolveu.


1934 (BÉLGICA) - Por ter espelhado seus trabalhos iniciais na visão europeia colonialista e paternalista,  Hergé carregou o peso de ser considerado racista e fascista. A virada aconteceu em 1934, com a edição de O Lotus Azul. Influenciado por sua amizade com o estudante chinês Tchang Tchong Jen, Hergé apresentou na aventura uma visão iluminada do conflito sino-japonês, antecipando as circunstâncias que redundariam na Segunda Guerra Mundial e produzindo sua primeira obra prima indiscutível. O contato com Tchang e a descoberta da cultura chinesa propiciarão a Hergé uma abertura no sentido da superação do meio retrógrado em que vivia e o fará perceber a importância fundamental da documentação para a criação que pretendia. O Loto Azul tornar-se-á uma história contra o imperialismo e a opressão do povo chinês sob ocidentais e japoneses, colocando o problema que envolvia o Leste Asiático naquela época, o que causou protestos do embaixador japonês.
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