11 fevereiro 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (25)




1938 (EUA) - Al Taliaferro cria nas aventuras de Donald os sobrinhos HUGUINHO, ZEZINHO e LUISINHO.

1938 (EUA) - No dia 8 de abril surge LOBINHO, a primeira publicação brasileira em quadrinhos em formato standard. Era semanal e publicava histórias em continuação. Talvez por seu formato meio incômodo, não teve muita durabilidade: sairam apenas 95 números, lançados pelo Grande Consórcio de Suplementos Nacionais. Durou até 1954. O Consórcio lança também MIRIM até 1945.


1938 (EUA) - No primeiro número de Jumbo Comics, SHEENA, A RAINHA DAS SELVAS faz sua estréia, com texto de William Thomas (pseudônimo de Will Eisner) e desenhos de Mort Meskin, e a partir de então tornou-se o carro-chefe da publicação, além de ter a sua revista própria - Sheena, Queen of the Jungle. Sheena foi precursora de dezenas de imitações (Nyoka, Camilla, Rulah, Tiger Girl, Jann of the Jungle e outros) que aproveitaram o filão aberto por ela, num campo onde até então Tarzan era o senhor absoluto.


Sheena atingia em cheio o jovem público masculino, raramente acostumado a tamanha exuberância como a que era mostrada em suas páginas, numa época em que os puritanos quadrinhos norte-americanos raramente enveredavam pela trilha do erotismo. O erotismo era apenas visual, pois o comportamento de Sheena era tão assexuado quanto o de todos os outros personagens de então. Apenas a ambientação da selva era um pretexto para que ela utilizasse os escandalosos trajes sumários que em algumas ocasiões chegaram a provocar os mais enraivecidos protestos.

Bem ou mal, Sheena tornou-se um fenômeno editorial que atravessou cerca de 15 anos, com 167 números de Jumbo e 18 de Sheena publicados até o seu cancelamento em 1953. A essa altura a linha da Fiction House havia se tornado praticamente instável devido às pressões moralistas que culminaram com a criação do famigerado Código de Ética (Comics Code), que provocou o maior massacre na HQ. Mort Meskin foi o primeiro desenhista de Sheena.Mas foram Bob Powell e, principalmente, Robert Hayward Webb aqueles que mais desenharam Sheena e melhor souberam interpretá-la visualmente. Ela sempre foi atribuída a W. Morgan Thomas, mas tal pessoa nunca existiu. Era apenas um nome fictício para os diversos escritores da Fiction House que escreviam Sheena, como Ruth A. Roche ou Manning Lee Stokes.


Sheena vivia na África, naquelas selvas imaginárias, palco de aventuras de tantos heróis, mas impossível de se localizar num mapa do Continente Negro. Suas aventuras eram simples, quase sempre centralizadas na questão de proteger os nativos contra a ambição dos homens brancos e de outros nativos corrompidos pelos brancos. Ela lutava na melhor tradição de Tarzan. Derrubava com os punhos os homens mais fortes e com um simples punhal, em combate corpo a corpo, liquidava qualquer fera.


1938 (EUA) - A King Features resolve lançar o cowboy LONE RANGER (Zorro)  e seu companheiro Tonto em forma de tiras diárias e páginas dominicais para jornais.  A estréia é em setembro. Escrito por Fran Striker e desenhado por Ed Kressy. O nome de Kressy continuou na historieta, mas ficou evidente a mudança das mãos que manejavam os pincéis. Kressy era bastante inábil e não conseguira acertar seus desenhos de acordo com aquilo que a personagem merecia e os leitores esperavam. Dessa fase inicial, Jon Blummer pareceu ter sido o desenhista mais capaz.  Depois, Charles Flanders. A carreira de Lone Ranger de defender a lei e justiça começou no Texas, poucos anos depois da Guerra Civil Americana. Segundo uma tradição de família, ele ingressou na Organização como Texas Rangers, para ajudar a manter a lei e a ordem ao longo do Rio Grande.

Conta a história que os Rangers foram vítimas de uma emboscada e todos foram mortos, salvando-se apenas o jovem Reid que conseguia recuperar os sentido alguns dias depois. Ele foi descoberto numa caverna sendo tratado por um índio Tonto. Enquanto se recuperava, soube que tinha sido o único sobrevivente do massacre.Você é Lone Ranger que escapou, disse-lhe Tonto. Amigos, eles cavalgaram pelo Oeste americano em sua cruzada comum contra as forças do mal. Paravam apenas para se reabastecer ou fazer uma visita à Mina de Prata que descobrira. E quando passava por lá, Lone Ranger preparava um novo suprimento de balas de prata, a marca registrada que usava para espalhar o pânico entre os bandidos, representando um símbolo de justiça. E Lone Ranger continua cavalgando em seu garanhão branco Silver que obedece ao famoso grito justiceiro. Hy-Yo Silver....Away.
 

1938 (EUA) - Alfred Andriola cria CHARLIE CHAN, baseado no personagem do escritor Earl Derr Biggers. O celebre detetive chinês e seu auxiliar Kirk Barrow perseguiam os criminosos em todos os lugares do mundo, em aventuras cheias de imprevistos.



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