02 outubro 2013

Vinte ícones do século XX (1)



Vamos conhecer alguns ícones do século XX, pessoas que influenciaram a moda, o cinema, futebol, literatura, poesia, enfim as artes.

ANDY WARHOL (1928-1987) - Radicalizou a ideia de artista multimídia em seu tempo e passou a militar em outras áreas, além das artes plásticas, que incluem a música e o cinema. Elevou a banalidade e da vulgaridade cotidiana a estatuto de arte (ou vice-versa). Cunha a famosa e profética frase, hoje amplamente divulgada: No futuro qualquer um será famoso por quinze minutos. Tornou-se o principal representante da pop art, que ajudou a impor e a fazer respeitar nos anos 60. As suas obras representam, por transfiguração, a sociedade kitsch, imagens e objetos produzidos em massa, figuras conhecidas e temas da publicidade, numa alusão à cultura comercial massificada dos Estados Unidos e do Ocidente em geral.

BRIGITTE BARDOT (1934 - ) – Era linda. Esguia, seios bonitos e uma boca sensual. Lançou o
biquíni e deixou os homens loucos. Inacessível e autosuficiente, não precisava dos homens, queria apenas enlouquece-los. Ela era livre, “era de todo mundo e de ninguém”. Foi Barbarella nos quadrinhos e no cinema. Roger Vadim foi responsável por lançá-la em "E Deus Criou a Mulher" (1956). Sua sensualidade vinha do corpo perfeito, da boca carnuda, do olhar expressivo e de um comportamento livre, incomum para as mulheres da época. BB (como também era conhecida) chegou a ser considerada a versão francesa de Marilyn Monroe.

CALVIN KLEIN (1942-  ) – Estilista americano de origem judaica húngara. Calvin Klein é também o nome da marca de roupa comercializada pela sua empresa, inaugurada em 1978. Hoje, sua marca  é uma das grifes mais famosas do mundo. Ele foi se aperfeiçoando na arte de confeccionar roupas masculinas, especialmente paletós, casacos e blazers. Logo, fazia também
roupas para as mulheres. Suas linhas clássicas e suaves começaram então a aparecer em coleções sportswear. Com a sobriedade como sua marca registrada, foi caminhando para uma criação cada vez mais sofisticada, sempre respeitando os conceitos de harmonia de proporções. Com os jeans, Calvin Klein tornou-se um verdadeiro mito - ter um ‘Calvin’ passou a ser um sonho mundial de consumo.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1902- 1987) - Um dos nossos maiores poetas. Escrevia dividido entre a salvação do povo e o desencanto com o povo. Suas poesias cheias de esperança eram repassadas de profundas tristezas. Poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a
sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar. Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo.

COCO CHANEL (1883-1971) – Ela se libertou do espartilho e propagou em alto e bom som que elegância é se vestir de forma confortável. Chanel n.5 é o perfume ícone de sua maison e até hoje sinônimo de glamour e sensualidade. A ela se creditam a introdução do vestidinho preto (ou pretinho básico) e a promoção do princípio da simplicidade como elegância. A estilista francesa Gabrielle Chanel teve entre seus diversos amantes cabeças coroadas, milionários e mandatários da política, que influenciaram decisivamente sua vida. Foi a primeira mulher a brilhar no ofício de vestir mulheres - exatamente por saber, nesse departamento, o que as mulheres realmente queriam.

ELVIS PRESLEY (1935-1977)  – Mundialmente conhecido como O Rei do Rock, também recebeu a alcunha de Elvis The Pelvis, apelido da década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance
para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.

EVA PERON (1912-1952) – Foi uma das mulheres mais poderosas e controversas do século XX, que chegou a deter um poder jamais imaginado por qualquer esposa de um chefe de estado, em qualquer parte do mundo. Ao logo de toda a sua vida, quer artística quer política, Eva nunca se esqueceu das "classes sociais" dominadoras no seu pais - na Argentina - que tanto a estigmatizaram, quer a classe média (a que seu pai pertencia) quer as outras classes (nobreza e
burguesia), até obter o poder político, entre 1946 e 1951, altura em que se vinga plenamente, com total poder de vida e de morte na Argentina. Eva Peron foi a grande responsável por grandes medidas reformistas em toda a Argentina. A ela se deveu o fato dos trabalhadores passarem a ter segurança social, reformas, cuidados médicos estatais, pensões e, sobretudo, o voto para as mulheres.

FEDERICO FELLINI (1920-1993) – Cineasta, um dos maiores mestre do mundo do cinema. Era lírico e humorístico. Filmava como quem pintava, como um contador de histórias. Como realizador rejeitou desde muito cedo o cinéma verité em favor daquilo que ele chamava de cinema-falsidade. Em seu trabalho, tudo e nada é autobiográfico. Para ele, as memórias da vida real e as
fantasias dos filmes são claramente intercomunicáveis. Fellini deixou uma marca tão grande na história do cinema e das artes que se transformou em adjetivo. Ele se comunica om o público através de símbolos, investigando a realidade pelo viés onírico.

GLAUBER ROCHA (1939-1981) – Fez a primeira reflexão, por meio de filmes, sobre a vida trágica do Brasil e da América Latina. Ele sintetizou a nossa injustiça situação no campo, as relações de força e loucura no mundo do latifúndio e os mecanismos de poder que torna a governabilidade brasileira impossível. O Cinema Novo era fonte de pensamentos críticos sobre o
país, antes da ditadura do mercado. Era um artista, radical, livre e longe das ponderações e conciliações dos políticos. Escreveu sobre o cinema brasileiro com suas dores e contorções. Considerado o mais amado e odiado cineasta brasileiro, era visto pela ditadura militar como um elemento subversivo. Ao longo de sua carreira, fez 11 longas e seis curtas, tendo a luta pela liberdade como tema recorrente. Liderou o movimento do Cinema Novo, que buscava quebrar radicalmente com o estilo cinematográfico norte-americano, notadamente a narrativa clássica hollywoodiana.

INGMAR BERGMAN (1918-2007) – Um dos maiores cineastas de todos os temos. Seus filmes
eram uma reflexão. Obras no Gritos e Sussurros, ou Fanny e Alexander estão próximas às obras de Samuel Beckett, Thomas Mann, Kafka. Os filmes de Ingmar Bergman são embebidos em imagens poderosas, violentas, de homens e mulheres lutando para encontrar um sentido em um mundo de confusão e anarquia. Infância, amor e morte sempre foram questões tratadas em sua obra, ora metafísicas ora existenciais. Seus enquadramentos trabalhados, os ângulos insólitos, as tomadas de nuvens, lagos e bosques não são jogos gratuitos da câmera. Ele integra à psicologia de seus personagens no instante preciso em que quer exprimir um sentimento preciso. Cineasta do instante, da solidão, das tensões amorosas e da incomunicabilidade, seus filmes são intimistas, profundos e autorais. O que Bergman, apaixonado pelo teatro, fez foi traduzir em imagens suas inquietações acerca da vida e da morte, de Deus, do tempo e do desejo, da solidão, dos traumas de infância e da inconstância do amor materno.
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