21 outubro 2013

Profeta da era eletrônica (01)



O teórico canadense Marshall McLuhan ficou famoso por suas posições polêmicas no campo da comunicação. Ao publicar seus livros em meados da década de 1960 sobre o assunto, criou inimigos das mais variadas tendências, principalmente no campo acadêmico da comunicação. O motivo foi simples. McLuhan era professor de literatura, enquanto a maioria absoluta dos pesquisadores eram sociólogos ou jornalistas.

Respeitado, mais criticado do que lido, mais citado do que estudado, McLuhan tornou-se uma espécie de referência obrigatória como modelo negativo de pesquisas. O que ele fez foi identificar fenômenos preexistentes, deu-lhes forma histórica e sistematizou-os. Mostrou a independência do meio em relação às outras partes do processo comunicativo.

O que ele fez foi focar não nas ideologias das mídias e sim na interferência delas nas sensações humanas, de onde criou o conceito demeios de comunicação como extensão do homem, o título de uma de suas obras. Precursor dos estudos midiológicos, McLuhan defendeu que os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais.

Sua tese pode ser resumida em quatro teorias:

1.Os meios de comunicação são extensões do homem.  Para McLuhan o homem age sobre a natureza criando extensões de seu próprio corpo. Nesse sentido, a roupa é extensão da pele, a faca é uma extensão dos dentes, o livro é uma extensão de nossa memória. E todo meio de comunicação também é uma extensãoo rádio da boca (para quem fala) e do ouvido (para quem ouve), enquanto que a televisão dos olhos e do ouvido, o computador de nosso cérebro. O teclado do computador é um prolongamento dos dedos, as rodas do carro são prolongamento dos pés. Os óculos são prolongamento dos olhos, desembocando em uma espécie de Homo Techinologicus integrado à máquina.

2.O meio é a mensagem. O próprio meio de comunicação condiciona a mensagem por ele transmitida. Um programa de tevê possui esses atrativos por ser um programa de televisão, da mesma maneira que um texto como este muda radicalmente de interpretação se lido impresso ou na tele de um computador. Para ele o importante é que todo meio de comunicação modifica a psicologia e a forma de organização social das pessoas que o utilizam. Quando o ser humano se organizava em pequenas aldeias a comunicação era predominantemente oral. As pessoas recebiam informações pelo ouvido e a visão era um sentido a mai que permitia captar o gestual de quem falava. Havia um contato direto entre o emissor e o receptor. Era uma comunicação com envolvimento e voltada para a prática.

3.Aldeia Global. Com o avanço das telecomunicações, as distâncias foram encurtadas, as diferenças nacionais relegadas a segundo plano e o mundo internoretribalizado, ligado em uma únicaaldeia global. Em seu livroO meio é a mensagem, ele afirmou quea nova interdependência eletrônica cria o mundo à imagem de uma aldeia global. Quando ele falou isso, a coisa mais parecida com Internet que existia eram as redes de computadores militares norte americanos. Computador pessoal era apenas um sonho no distante ano de 1964. Hoje a Internet coloca o conhecimento à disposição das pessoas em qualquer parte do mundo.

4.Os novos meios acabaram com a linearidade da leitura. Segundo ele, até o advento da imprensa, a comunicação requisitava todos os sentidos do homem, não apenas seus olhos. O surgimento da imprensa reorganizou as informações de forma linear, dispensando o concurso dos outros sentidos para a compreensão.
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