08 agosto 2013

Bairros de Salvador (14)




PARALELA


A Avenida Luis Viana Filho, também conhecida como Paralela, deixou de ser via expressa que liga a região do Iguatemi ao lado norte da cidade. Aos poucos, toda a extensa área em redor foi sendo povoada e hoje é o local de maior expansão imobiliária da cidade. Um dos primeiros conjuntos a ser construído na localidade, o Vila dos Flamboyants vive mais de mil famílias. A destruição dos remanescentes de mata Atlântica se tornou uma das maiores preocupações de quem vive por lá. A falta de bancos, padarias, colégios e outros serviços ao longo da Avenida Paralela é uma das queixas mais correntes dos moradores, que precisam de carro para fazer quase tudo. Com 13,5 quilômetros de extensão, a avenida Luis Viana Filho começou a ser construída em 1969 pelo então prefeito Antonio Carlos Magalhães, e recebeu o nome em homenagem ao governador da época. Foi chamada de Paralela devido sua posição  geográfica em relação a Orla. Hoje, é porto de entrada para vários bairros que se desenvolveram à sua margem e que se confundem com a própria localidade, como Imbuí, Bairro da Paz e Mussurunga.

A Paralela foi responsável pela ocupação no miolo da cidade, que fica entre a avenida e a BR 324. O novo eixo de crescimento da capital foi confirmado com a implantação do Centro Administrativo da Bahia, a partir de meados de 1972.

PELOURINHO

O Pelourinho fica no miolo do centro tradicional de Salvador, que se estende da Vitória ao Barbalho, do Carmo à Saúde. Chamamos aqui de Pelourinho o largo onde se encontra a Casa de Jorge Amado, o restaurante do Senac e a Praça de Reggae, e as ruas que saem do Terreiro de Jesus e as suas transversais. Na Gregório de Mattos, o comércio cultural se expõe em placas artesanais. A Associação Brasileira de Capoeira de Angola vende berimbaus e bongôs. Tem ainda a Associação Cultural Filhos de Gandhy, a Fundação Mestre Bimba, o Grupo de Dança Omi Olorum, a Galeria de Arte Oxum, o Atelier Omulu, o Teatro São Miguel. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, tombada em 1938, é sede das irmandades de N.S.do Rosário às Portas do Carmo, dos Homens Pretos, da Devoção de Santo Antônio de Categeró, da Devoção de Santa Bárbara e da Devoção de São Benedito. Há também a comunidade conhecida como Rocinha, chamado assim por causa de uma horta que tem ali. O nome Vila Nova Esperança é mais recente.

PERIPERI

Tudo começou com uma oficina ferroviária, para conserto de vagões e locomotivas, instalada em 1920 pelo governo federal. Com a fixação dos operários, casas começaram a ser construídas, acompanhando a linha férrea, e até uma olaria foi edificada. É a partir daí que se promove Periperi como um balneário que começa a atrair mais gente, os veranistas. E de 2.251 habitantes no começoda década de 40, passou a 8 mil, no início dos anos 50, e a 25 mil nos 70, quando foi construída a Avenida Suburbana. A partir desse ponto, ficou difícil precisar os índices de adensamento, com as crescentes invasões (a ocupação Cidade de Plástico, nome inspirado no material utilizado para confeccionar as moradias precárias, é uma das mais novas). Para servir a toda essa gente, o número de viagens de trem aumentou de duas, por dia, para uma, de hora em hora.


A estação de Periperi foi inaugurada em 1860. A Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro era a linha original que ligaria Salvador ao Rio São Francisco. O último trem de passageiros de longo percurso passou nos anos 80, e hoje trafega entre Calçada e Paripe, trens metropolitanos. A feira livre acontece diariamente na Rua Frederico Costa com melancias, abacaxis, tangerinas, milho verde e outras iguarias. O Esporte Clube Periperi atrai nomes de peso da música popular e a Praça da Revolução é um lugar para o lazer. E no Clube Flamenguinho shows para todos.

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929

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