23 julho 2013

Bairros de Salvador (2)



AMARALINA


O bairro conserva o charme de balneário. Espremida entre os populosos bairros da Pituba, Nordeste de Amaralina e Rio Vermelho, uma faixa de terra plana de cerca de 1,5km de extensão e duas quadras de largura se insinua de frente para o mar. O tradicional bairro de Amaralina acompanha o formato de praia de mesmo nome. Faz uma referência ao sobrenome Amaral, cuja linhagem descende do comendador Álvaro do Amaral, proprietário da antiga Fazenda Lagoa.

Apesar da cadência praieira, Amaralina cresceu diante dos olhos de moradores antigos, e hoje abriga um comércio vibrante, faculdades, transito intenso nas duas avenidas principais (Amaralina e Visconde de Itaboraí).

Na localidade existe o Quartel de Amaralina, que serviu para defesa da costa e dos ares brasileiros. Hoje é ocupada por parte do contingente da Companhia de Comando da 6a Região Militar, além de um hotel. O Largo de Amaralina que antes era o local de apresentações de capoeiristas, hoje são as baianas de acarajé. Mas o bom mesmo é, pela tardinha observar a puxada de rede. Mais de 120 pescadores sustentam suas famílias do que trazem do mar.

BARRA

Supermercados, pizzarias, restaurante natural, barracas de frutas na esquina, butiques, e Shopping Barra e Barra Center. A Barra é a síntese da cidade, era área de importantes monumentos e repleta de belezas naturais. Hoje  convive com os problemas típicos da capital baiana. O Porto da Barra é a praia de águas tranquilas entre os fortes de Santa Maria e de São Diogo, um capítulo à parte no bairro da Barra. Nela pode-se assistir ao pôr-do-sol. Sua tradicional e histórica balaustrada, de onde muita gente ainda se debruça para paquerar ou esperar ônibus, é o símbolo do bairro.

Fundada em 1935, o Iate Clube foi construído entre o encontro da Ladeira da Barra e o mar, tem a beleza da Baía de Todos os Santos ao seu redor. O Cemitério dos Ingleses (um dos poucos cemitérios marinhos existentes no País), na Ladeira da Barra, conserva sepulturas de valor histórico e artístico, de ingleses e judeus, é de 1814, e 190 anos depois foi restaurado. O Forte de Santo Antônio da Barra foi construído 34 anos depois do descobrimento do Brasil. E a defesa da área foi reforçada com a construção dos outros dois, o de Santa Maria e o de São Diogo. O Farol do Forte de Santo Antônio da Barra foi o primeiro farol de todo o continente americano. O forte abriga o Museu Náutico de Bahia. Fica em frente ao Edifício Oceania, que é um outro marco da cidade. Ver o pôr do sol no Farol é um grande programa. Curtir o vento e a paisagem ali é um dos maiores prazeres que a cidade oferece.

BARRIS


A Escola Nossa Senhora do Salete, hoje instituto, foi uma das primeiras edificações do bairro, em 1858. Antes só havia roças, hortas, muito verde e clima interiorano. Barris era assim no século XIX. A Biblioteca Pública do Estado, construída em 1970, aumentou o fluxo de pessoas no local. A construção da Estação da Lapa, na década de 80, contribuiu paras o novo perfil do bairro. Começaram a surgir edificações alimentadas pela facilidade de transporte público. Instituições de educação se firmaram no bairro, tanto públicas quanto particulares. Em 1985 chega o Shopping Piedade, e, em 1996, Center Lapa, fortalece o caráter comercial dos Barris. Nessa mesma década, o Complexo Policial dos Barris é instalado no vale. O bairro conta com diversos serviços como a Delegacia do Idoso, o Departamento de Pessoal e de Finanças da PM, a Associação Baiana de Cegos, a sede do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids. Há ainda o restaurante macrobiótico Grão de Arroz. O presidente Getúlio Vargas se hospedava nos Barris quando vinha a Salvador. Na General Labatut havia também a pensão de dona Lúcia, mãe do cineasta baiano Glauber Rocha, onde ele morou com a família.

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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

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