03 agosto 2012


Marilyn Monroe: Há 50 anos morria a mulher, nascia o mito (2)


Marilyn Monroe morreu!. Há 50 anos esta notícia abalou Hollywood,consternou fãs em todo o mundo, deixou a sétima arte sem seu maior símbolo sexual. Há 50 anos (no dia 05 de agosto) morreu Marilyn, mulher que fez a felicidade de muita gente, sem nunca ter sido feliz. Ela teve uma vida breve e trágica, uma carreira fulgurante: em menos de 15 anos, seduziu o mundo e tornou-se o maior mito sexual que o cinema já produziu.


VÁLVULA - O corpo perfeito, marcado por colantes vestidos, personificava a mulher agressivamente livre em contraste com uma América bem comportada e ordeira como convinha a um mundo dividido pela guerra-fria. Era a época da Legião de Decência, dos rígidos códigos morais e da caça às bruxas, promovida pelo macarthismo. Marilyn funcionaria como a válvula de escape para milhões de pessoas ansiosas por assumir a sua própria liberdade. Marilyn começa a revoltar-se contra a imagem que lhe fora imposta – a da boneca loura e sexy -, e que a tornara um mito. “Um símbolo sexual orna-se um objeto. Detesto ser um objeto”.

Terminado o casamento com Di Maggio, a vida amorosa de Marilyn resumia-se a uma série de casos insignificantes, que não supriam sua constante carência afetiva. O que ela queria era um homem forte, que a amasse e protegesse – uma mistura de marido e pai que ela nunca teve. E foi isso que ela viu, ou pensou ver, em Arthur Miller. Indo para New York estudar arte dramática no Acto´s Studio, lá conhece o dramaturgo Miller, que será seu terceiro marido. Nele, busca um apoio intelectual que a ajuda a perceber o que se passa à sua volta. São dessa nova fase os filmes “O Pecado Mora ao Lado” e “Nunca Fui Santa”, onde brilha como atriz num papel mais complexo.

Em 1957, no auge da carreira, Marilyn desliga-se da Fox e cria sua própria produtora. Em seguida, filma “Quanto mais Quente Melhor”, “Adorável Pecadora” e “Os Desajustados”, onde no papel de uma mulher angustiada, interpreta a si mesma. Terminado os trabalhos dos Desajustados no início de 1961, foi anunciada a ruptura do casamento de Marilyn com Miller. Depois do divórcio, ela entra numa depressão mais prolongada eu as anteriores. Na época, tem um ligeiro caso com Frank Sinatra, sem ficar apaixonada.


De ruiva a loura, de Norma Jeane, seu nome real, para Marilyn Monroe, a atriz virou um ícone de sedução e beleza eterna, retratada pelos maiores nomes de fotografia do século 20 no auge da vida

KENNEDY - Por meio de Sinatra, Marilyn tinha conhecido Peter Lawford, cunhado dos Kennedy. É convidada então para a festa de aniversário do jovem presidente John Kennedy, no Madison Square Garden. Na festa, ela canta “happy burthday to you” diante de mais de 20 mil pessoas. Emocionado, Kennedy diz: “Agora já posso me retirar da política”. Os acontecimentos se precipitam, Marilyn passa a manter um romance secreto com Robert Kennedy, irmão do presidente e secretário da Justiça. Na época, a Foz inclui a atriz num novo filme – “Something´s Got to Give” – para terminar seu contrato com ela. Mas ela começava a chegar atrasada e a faltar nas filmagens.

O novo chefão da Fox, Peter Levethis despede Marilyn por “violação voluntária de contrato” e ainda lhe exige uma indenização de US$1 milhão. O casamento com Jim Daugherty foi uma fuga, que a guerra encerrou. Marilyn se entregou então à fuga do estrelato. Enfrentou as injustiças dos estúdios por vários anos, mas chegou lá. Infelizmente, isso não foi o bastante. “Uma carreira – disse ela – é uma coisa maravilhosa. Mas não se pode ficar abraçado com ela nas noites de frio”. Nem Di Maggio nem Miller fizeram com que a estabilidade dela durasse mais que alguns meses. E ela continuou perseguindo o sucesso. Tímida, insegura, introvertida, superou suas limitações lutando contra o molde que Hollywood lhe impunha, procurando ser uma atriz de verdade, uma produtora independente. Venerada como símbolo sexual, esforçou-se em vão por ser reconhecida como atriz. No auge da fama e das dificuldades pessoais, pouco depois de acabar com Miller, era despedida no meio de uma filmagem e intimada a pagar uma indenização enorme.

Finalmente, na noite de 04 de agosto, em vez de ir a uma festa na casa de Peter Lawford, onde certamente encontraria Robert Kennedy, Marilyn toma um vidro de comprimidos para dormir (Nembutal). Suicídio ou acidente? Ninguém sabe. Aos 36 anos, morria a maior estrela de Hollywood, e com ela o star system, a indústria de Hollywood responsável pela fabricação de mitos em linha de montagem. Depois de ter procurado desesperadamente a sua identidade e de encontrar apenas o vazio, Marilyn escolhe o suicídio como resposta à indústria que a transformou numa fantasia. Norma Jean não resistiu ao mito que Marilyn Monroe lhe ofereceu.

Desde sua morte, em 1962, Marilyn Monroe, que Norman Mailer descreveu como “o doce anjo do sexo” do homem americano, nunca se afastou muito do imaginário popular ou da loja de suvenires. Nesses seus 50 anos após morte, a imagem dela passa por uma espécie de momento cultural. Marilyn está por toda parte. No cinebiografia, “My Week with Marilyn” interpretada por Michelle Williams. Há também “Marilyn: Intimate Exposures”, livro de Susan Bernard com fotos inéditas feitas por seu pai, Bruno (famoso pela foto de Marilyn coma saia ao vento). A série da NBC “Smash”, a linha de roupas Marilyn Monroe da Gerard Darel, além de calçados, bolsas e cosméticos, seriado de TV entre outros objetos do desejo. “Fragmentos – Poemas, Anotações Íntimas, Cartas” é o título do livro que reúne escritos de Marilyn Monroe e que foi editado em 2011 pela Editora Tordesilhas.


Ela criou uma personagem forte de que nunca pode ser libertar: a imagem de mulher fatal, poderosa – e louríssima

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