22 maio 2012

Música & sexo, uma relação muito estreita (12)



Grito de revolta (3)





No final dos anos 60, 400 mil jovens vão ao Festival de Woodstock onde tocam Jimi Hendrix, The Who, Joe Cocker, Santana, Joan Baez, entre outros. São vários dias de amor livre, droga e música. O livro “Groupie”, escrito por uma fã de rock, revela quanto sexo rola entre fãs e artistas fora do palco.

Nos anos 70 uma nova cultura roqueira, chamada de glitter ou glam, foi a primeira rebelião contracultural contra o conformismo hippie e as expectativas de correção política. O glam rock era parcialmente baseado no estilo de rock pré-hippie da subcultura Mod dândi inglesa de meados dos anos 60, e músicos glam como David Bowie e Marc Molan (T.Rex) abandonaram as longas jams musicais populares entre os músicos hippies em benefício da música pop efervescente e bem construída de três-a-quatro-minutos que fazia lembrar aquele período.

O crescimento da cultura gay estava em alta. A cultura do glam rock estava alicerçada na consanguinidade entre a Art Factory de Andy Warhol (habitada por drag queens, amigos drogados e outros freaks) e o Velvet Underground (a experimental banda de rock que Warhol financiou em 1966/67).

Em 1971 surge o grupo New York Dolls, primeira banda drag queen do rock. No ano seguinte explode o glam rock com David Bowie e Marc Bolan despertando o desejo bissexual. Glam Rock, também chamado de glitter rock foi um estilo/gênero musical relacionado com uma subcultura do início dos anos 70, especialmente no Reino Unido. Caracterizou-se por um forte apelo visual. A música estava atrelada ao desempenho cênico. Os elementos de androginia e bissexualidade faziam parte da imagem e do apelo do glam rock. Bowie escolheu seu nome por representar uma faca que corta dos dois lados.

Para o professor Tim Blanning, o avanço ocorrido no mundo em relação ao homossexualismo seria impensável sem a participação dos músicos, outra demonstração do poder libertador de sua arte. E conclui: “Para o bem ou para o mal, a música tem sido transformada no mundo moderno – e tem ajudado a transformar esse mundo” (2011, p.343).

A ambiguidade sexual é fundamental para muitas formas de música popular, que frequentemente subverteram a sexualidade dominante (construída em torno da oposição masculino/feminino). Alguns artistas representam, subvertem e praticam abertamente várias sexualidades. Outras se estabelecem, ocasionalmente com muita autoconsciência, como objetos do desejo heterossexual ou como ícones de diferentes sexualidades (“fora dos padrões”), inclusive seus contribuintes.

Alguns gêneros e artistas estão relacionados a sexualidades ou comunidades específicas. Por exemplo, a música disco geralmente celebra o prazer físico, e é vinculada á comunidade gay e às cenas club, enquanto o heavy metal foi tradicionalmente associado à masculinidade explícita. As letras de muitas canções pop do atual cenário musical tratam do desejo, da ânsia e da luxúria; algumas abordam outras orientações e práticas sexuais.

Outras canções funcionam em um nível satírico, brincalhão. Discute-se se esses textos são “lidos” de modo literal por seus ouvintes, público e fãs, ou se as alusões ou leituras preferenciais dos artistas que estão embutidas no texto são reconhecidas, sem falar de sua assimilação dentro dos valores e significados pessoais e sociais.

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