26 agosto 2014

Vinte ícones do século XX (2)



ELVIS PRESLEY (1935-1977)  – Mundialmente conhecido como O Rei do Rock, também recebeu a alcunha de Elvis The Pelvis, apelido da década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. 

A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.

EVA PERON (1912-1952) – Foi uma das mulheres mais poderosas e controversas do século XX, que chegou a deter um poder jamais imaginado por qualquer esposa de
um chefe de estado, em qualquer parte do mundo. Ao logo de toda a sua vida, quer artística quer política, Eva nunca se esqueceu das "classes sociais" dominadoras no seu pais - na Argentina - que tanto a estigmatizaram, quer a classe média (a que seu pai pertencia) quer as outras classes (nobreza e burguesia), até obter o poder político, entre 1946 e 1951, altura em que se vinga plenamente, com total poder de vida e de morte na Argentina. Eva Peron foi a grande responsável por grandes medidas reformistas em toda a Argentina. A ela se deveu o fato dos trabalhadores passarem a ter segurança social, reformas, cuidados médicos estatais, pensões e, sobretudo, o voto para as mulheres.

FEDERICO FELLINI (1920-1993) – Cineasta, um dos maiores mestre do mundo do cinema. Era lírico e humorístico. Filmava como quem pintava, como um contador de histórias. Como realizador rejeitou desde muito cedo o cinéma verité em favor daquilo que ele chamava de cinema-falsidade. Em seu trabalho, tudo e nada é autobiográfico. 

Para ele, as memórias da vida real e as fantasias dos filmes são claramente intercomunicáveis. Fellini deixou uma marca tão grande na história do cinema e das artes que se transformou em adjetivo. Ele se comunica om o público através de símbolos, investigando a realidade pelo viés onírico.

GLAUBER ROCHA (1939-1981) – Fez a primeira reflexão, por meio de filmes, sobre a vida trágica
do Brasil e da América Latina. Ele sintetizou a nossa injustiça situação no campo, as relações de força e loucura no mundo do latifúndio e os mecanismos de poder que torna a governabilidade brasileira impossível. O Cinema Novo era fonte de pensamentos críticos sobre o país, antes da ditadura do mercado. Era um artista, radical, livre e longe das ponderações e conciliações dos políticos. Escreveu sobre o cinema brasileiro com suas dores e contorções. 

Considerado o mais amado e odiado cineasta brasileiro, era visto pela ditadura militar como um elemento subversivo. Ao longo de sua carreira, fez 11 longas e seis curtas, tendo a luta pela liberdade como tema recorrente. Liderou o movimento do Cinema Novo, que buscava quebrar radicalmente com o estilo cinematográfico norte-americano, notadamente a narrativa clássica hollywoodiana.

INGMAR BERGMAN (1918-2007) – Um dos maiores cineastas de todos os temos. Seus filmes eram uma reflexão. Obras no Gritos e Sussurros, ou Fanny e Alexander estão próximas às obras de Samuel Beckett, Thomas Mann, Kafka. Os filmes de Ingmar Bergman são embebidos em imagens poderosas, violentas, de homens e mulheres lutando para encontrar um sentido em um mundo de confusão e anarquia. Infância, amor e morte sempre foram questões tratadas em sua obra, ora metafísicas ora existenciais. Seus enquadramentos trabalhados, os ângulos insólitos, as tomadas de nuvens, lagos e bosques não são jogos gratuitos da câmera. Ele integra à psicologia de seus personagens no instante preciso em que quer exprimir um sentimento preciso. Cineasta do instante, da solidão, das tensões amorosas e da incomunicabilidade, seus filmes são intimistas, profundos e autorais. O que Bergman, apaixonado pelo teatro, fez foi traduzir em imagens suas inquietações acerca da vida e da morte, de Deus, do tempo e do desejo, da solidão, dos traumas de infância e da inconstância do amor materno.

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HUMOR GRÁFICO NA BAHIA
Uma exposição com as obras dos precursores do grafismo baiano (cartum, caricatura, charge e quadrinhos) até os dias atuais é de grande necessidade para o grande público (jovem e adulto).

É necessário apresentar ao público a história desses artistas que continuam invisíveis e são importantes no registro dos acontecimentos históricos e sociais.

Por esse motivo, vamos apresentar em 2015 uma grande exposição de humor gráfico na Bahia e queremos a participação de todos os artistas.
Paraguassu, K-Lunga, Tischenko, Sinézio Alves, Fernando Diniz, Theo, Lage, Setubal, Nildão, Ruy Carvalho, Cedraz, Cau Gomez, Bruno Aziz, Valterio, Flavio Luis, Luis Augusto, Valmar Oliveira, Andre Leal, Angelo Roberto, Eduardo Barbosa, Gentil, Jorge Silva, Carlos Ferraz, Helson Ramos, Hector Salas, Tulio Carapiá, Sidney Falcão são alguns dos artistas cujas obras estarão na mostra.
Participe, colabore. Contato: gutecruz@bol.com.br
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública), na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596) e Canabrava (Rua João de Deus, 22, Pelourinho). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929.

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