20 dezembro 2012

Trajetória do erotismo nas telas (4)

2001 - E sua Mãe Também (Maribel Verdú)

Um road-movie para adolescentes traz uma das personagens mais sensuais do cinema do novo milênio. O mexicano E Sua Mãe Também (direção de Alfonso Cuarón) mostra a atriz Maribel Verdú no papel de Luisa Cortés, uma mulher casada que aceita o convite de dois garotos adolescentes para uma viagem de carro através do país em direção à praia. O mistério da mulher mais velha aos olhos dos dois rapazes é um dos principais ingredientes da sensualidade do filme. Maribel transforma Luisa em uma personagem extremamente sexy que transborda erotismo nas cenas mais improváveis.

2001 – Intimidade (Susannah Harker)

O primeiro filme em língua inglesa do francês Patrice Chéreau, Intimacy (Intimidade), ganhou o Urso de Ouro da 51a edição do Festival de Berlim. Drama romântico a um só tempo terno e visceral, é baseado num romance e num conto do escritor britânico Hanif Kureishi. Conta a história de um casal de estranhos que se encontra semanalmente num apartamento para um relacionamento de poucas palavras e muitos orgasmos. O filme percorre um universo extremamente delicado – o da relação amorosa – e a ele vai incorporando outros temas, como o modo de vida em uma grande cidade onde tudo parece levar seus moradores para a solidão, para o isolamento.


2009 – O Anticristo (Charlotte Gainsbourg)
Conta a história de um casal (os nomes não são citados em nenhum momento) que se refugia numa floresta isolada, ironicamente chamada de Jardim do Éden, após a morte de seu filho. Ela, uma escritora, totalmente entregue à dor da perda, ele, um terapeuta, que usa a psicologia cognitiva (abordada da maneira mais irônica a esse tipo de tratamento) para ajudar a esposa. Já envoltos na vastidão da natureza, o vegetal, o animal e, principalmente, os instintos humanos se misturam numa saga bíblica que mexe com a moral e os valores dos espectadores. Von Trier tira de Charlotte uma mulher em seu estado mais frágil e faz um retrato visceral, que de tão animalesco soa pornográfico. Em O Anticristo, o cineasta Lars Von Trier explora a fraqueza humana enquanto debilidade ocasionada por uma imposição cruel de um padrão de vida e ideal humano. O sofrimento do casal corresponde ao envenenamento dos nossos impulsos mais primitivos, à negação da nossa natureza. O perigo, a maldade e a perversão neste filme são reais, fazem referência à vida, à cultura, à história. Trier usa os estigmas mais caros à sociedade para mostrar que eles existem e se multiplicam na medida em que os instintos vão sendo reprimidos de forma violenta. É nesse sentido que há o resgate de um “referencial” que serve para situar o contexto.


2011 – Shame (Carey Mulligan)

Shame conta a história de Sissy (Carey Mulligan) é uma adolescente conturbada que decide passar uns dias em Nova York com o seu irmão, Brandon (Michael Fassbender), um homem solteiro de trinta anos que é viciado em sexo mas que está a tentar controlar os seus impulsos e compulsões sexuais. O cineasta Steve McQueen sacudiu as consciências não pelo sexo explícito, mas pela reflexão que coloca sobre a insatisfação sexual que assedia seu protagonista Michael Fassbender.

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