27 dezembro 2012

Nossas origens cósmicas: somos poeira das estrelas (2)

Depois da grande explosão inicial, aonde toda a viagem cósmica começa, aqui se inicia a segunda era, a era química. Esses átomos se espalharam-se pelo espaço interestelar, semeando as galáxias nascentes que encheram o Cosmo. E nessas galáxias, o mesmo processo de vida e morte das estrelas foram se repetindo, e mais elementos químicos foram forjados. Junto a elas nasceram planetas e suas luas. Naquela onde existia água líquida e uma química complexa, a vida pode ter surgido.

Começou aqui a terceira era, a era biológica. A vida surgiu aqui na Terra, composta dos restos de estrelas que explodiram em nossa vizinhança cósmica.

A quarta era, era cognitiva, começou há menos de meio milhão de anos na Terra. A vida demora a evoluir de seres unicelulares a seres multicelulares e, destes, a seres inteligentes.

A vida surgiu quando apareceu a molécula de RNA, a primeira dotada de uma propriedade bem simples: fazer cópias de si mesma. Mas as moléculas de RNA não puderam se multiplicar sem restrições. Para se formar precisaram ser sintetizadas a partir de outras moléculas presentes ni ambiente primordial que compunha a superfície da Terra. Ou seja, elas foram obrigadas a competir pelos recursos existentes naquele tempo. Sobreviveram as mais aptas, aquelas capazes de retirar do meio tudo o que necessitavam para dar origem a moléculas filhas, que herdaram a habilidade das mães.

Todo ser vivo surgiu da água, do oceano. Assim, há 600 milhões de anos o rio da vida abandonou o monotonia unicelular e deu origem aos primeiros seres formados por agrupamentos rudimentares de várias células. A competição por nutrientes e condições físicas favoráveis fez com que essas formas de vida multicelulares aumentassem rapidamente de complexidade, dando origem a animais e vegetais que deixaram os mares e se estabeleceram em terra firme.

Um códon é a receita para a construção de cada um dos aminoácidos, os tijolos básicos dos quais os seres vivos são feitos. As proteínas, moléculas que fazem tudo na célula, são compostas de dezenas ou centenas de aminoácidos enfileirados. Existem na natureza 22 aminoácidos, cada um definido por uma sequência de três letras no DNA ou RNA.

No início do processo evolutivo, existíamos em meio aos oceanos. Carregamos o oceano dentro de nós. Nossas veias espalham as marés. A composição de nosso sangue continua sendo basicamente de água salgada. E necessitamos de solução salina para lavar os olhos e, ao longo dos séculos, a vagina feminina tem sido descrita como possuindo odor semelhante ao de peixe.

O discípula de Freud, Sandor Ferenczir, foi ousado o suficiente para declarar, em sua obra Thalassa: A Theory or Genitality, que os homens só faziam amor com as mulheres porque seus interiores cheirava, a salmoura de arenque e, com o ato, os homens estariam tentando voltar ao oceano primordial – “sem a menor dúvida, uma das teorias mais fantásticas sobre o assunto. Não somente devemos nosso olfato e paladar ao oceano, mas temos o cheiro e o gosto do oceano”, disse Diane Ackerman em sua obra História Natural dos Sentidos.

Em uma de suas citações mais conhecidas, o filósofo Heráclito diz que “não se poderia penetrar duas vezes no mesmo rio”. Ele estendeu essa ideia desde a Natureza até o comportamento humano, sempre enfatizando a importância da tensão e complementariedade entre opostos como força motriz por trás do dinamismo do mundo à nossa volta.

Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará//A vida vem em ondas/Como um mar/Num indo e vindo infinito//Tudo que se vê não é/Igual ao que a gente/Viu há um segundo/Tudo muda o tempo todo/No mundo//Não adianta fugir/Nem mentir/Pra si mesmo agora/Há tanta vida lá fora/Aqui dentro sempre/Como uma onda no mar/Como uma onda no mar/Como uma onda no mar//Nada do que foi será/De novo do jeito/Que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará//A vida vem em ondas/Como um mar/Num indo e vindo infinito//Tudo que se vê não é/Igual ao que a gente/Viu há um segundo/Tudo muda o tempo todo/No mundo//Não adianta fugir/Nem mentir pra si mesmo agora/Há tanta vida lá fora/Aqui dentro sempre//Como uma onda no mar/Como uma onda no mar/Como uma onda no mar/Como uma onda no mar/Como uma onda no mar” (Como uma onda, Lulu Santos)
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28, Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)

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