
“Sérgio Mattos revela uma rara habilidade para aprisionar o
tempo, sobrevivendo a ele, ao mostrar o quanto se pode fazer pela vida à fora
sem perder a própria identidade”, informa o editor José Carlos Sant´Anna na
orelha do livro. “Ao longo dos anos exerci múltiplas atividades, às quais me
entreguei com dedicação. Mas duas delas sempre se destacaram e estiveram próximas:
Jornalismo e Educação, contribuindo e influenciando diretamente na construção
de mina obra”, informa Sérgio.
O livro, de 648 páginas, é dividido em sete partes. Na
primeira (A origem de tudo) ele conta a trajetória de seu pai, Sêo Zebinha, os
avós paternos e maternos e sua mãe, Dona Helena. Em seguida, a infância em três
etapas: Fortaleza, Recife e Salvador, quando descobre o mundo mágico da
leitura.
Na segunda parte (adolescência que vai de 1963 a 1967), o
trabalho e consciência política, aventuras e descobertas, engajamento político
e teatro e seu envolvimento na Ação Católica. A terceira parte, os sonhos
perseguidos, iniciando o jornalismo profissional, o primeiro projeto, o embrião
da Associação Nacional dos Jornais, atuação como editor local, e a paternidade:
sentimento composto de alegria e medo.
A quarta parte que vai de 1978 a 1982 os desafios e
conquistas no exterior, vencendo obstáculos, realizando pós graduação, ocupando
espaços na literatura. De 1982 a 1984 a convivência com os contrários. É a
quinta parte os transpira política na universidade, enfrenta desafios, sem
perder o entusiasmo. Na sexta parte, em busca de novos caminhos. Vai de 1985 a
1999, São as descobertas, sucessos e perdas, atuando como agitador cultural, o
projeto A Tarde Municípios, presidindo instituições culturais.
Na sétima e última parte, de 2000 a 2014 vamos encontrar a
construção e desconstrução. Novos projetos
editoriais e musicais, promove a
cultura baiana (Revista de Arte e Cultura Neon) e os novos desafios educacionais.
Há também nessa obra, sete anexos importantíssimo para quem acompanha a
trajetória deste ser iluminado.
Vale ressaltar que a União dos Municípios da Bahia (UPB), em
reconhecimento ao trabalho de interesse público que desenvolvia em benefício
das comunidades interioranas e da valorização da diversidade cultural de cada
região, lhe agraciou três vezes com a Medalha do Mérito Municipalista. Em
1989,
durante a gestão de Severiano Alves, em 1994 durante a gestão de Ariston
Andrade como presidente da entidade. E em 2014 na gestão de Maria Quitéria,
quando das comemorações do Jubileu de Ouro da UPB.
“Disciplina, determinação, dedicação e persistência são
palavras que servem para expressar tudo o que fiz e continuo a fazer, tato na
área profissional, como jornalista, como educador na área acadêmica”, escreveu
na quarta parte da recente obra.
Este é o Sérgio que conheço. Um ser humano que semeia
otimismo e planta sementes de entusiasmo,
esperança e fé. Amoroso, prestativo,
partilha conhecimento com todos ao seu redor. Ele possui uma áurea positiva que
transborda em todo local que chega. Pelo seu conhecimento, humildade,
simplicidade e força ética. E como escreveu Dirceu Lindoso, “é escrevendo o que
se viveu que se cria o passado. O passado é o pai da memória. E a memória é a
mãe da história”. E é Sérgio que em busca das raízes se apresenta:
“Cada ser humano nasce com uma história própria, um código
genético específico, dentro de um contexto histórico diferente e só atingirá a
plenitude se a história de vida dele tiver relações com o passado e com o
ambiente no qual está inserido e vive o seu presente. Como diz Carl Jung ´se um
indivíduo cresce sem ligação com o passado, é como se tivesse nascido sem olhos
nem ouvidos e tentasse perceber o mundo exterior com exatidão. É o mesmo que
mutilá-lo´.”.
EXPERIÊNCIAS - O aprendizado de Sérgio Mattos vai da
poesia a semiótica, do teatro ao cinema, da tevê para a imprensa. Tudo sob a ótica aprimorada do articulista que passeia com desenvoltura nos diversos assuntos da contemporaneidade. “Caminhar com Sérgio é desbravar novos espaços e rotas, abertos em ritmos variados desde os parágrafos e entrelinhas, pinçando aqui e ali gotas de sentimento daquele que considero a maior incógnita do universo – o multifacetado ser humano, com seus conflitos, verdades, angústias e dúvidas, desafio permanente para quem tem coragem de tentar decifrá-lo. Sérgio tem. É ler para crer!”, escreveu o jornalista José Jorge Randam na orelha do livro Relicário.
Mattos dedica-se
à pesquisa e ao ensino mas não abdicou de atuar no mercado e sempre se manteve no exercício o jornalismo diário, em inúmeras funções editoriais nos jornais baianos. Foi o primeiro professor a orientar tese de doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Contemporânea. Tem tratado de temas como tevê, imprensa, rádio, internet em publicações e simpósios. Recebeu o Prêmio de Comunicação Luis Beltrão, na categoria de maturidade acadêmica. Poeta com oito livros publicados e compositor com dezenas de composições gravadas por diversos intérpretes.
Criou a
revista Neon, de arte cultura e entretenimento que circulou de 199 a 2004, foi presidente fundador da Academia de Letras e Artes de Salvador, diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa do Estado da Bahia e desde 2008 ingressou na Universidade Federal do Recôncavo como professor concursado. Assim é Sérgio Mattos, o “vigia do tempo” sempre atento ao que passa pela vida, revigorando o sentido do novo, em busca do “princípio invisível do existir”.
....................................................................
O "Breviário da Bahia"

com
exclusividade
no Pérola Negra,
em frente a
Biblioteca Central dos Barris.
Tel: 3336-6997.
Rua
General Labatut, 137,
Shopping Colonial (loja 01),
Barris
Nenhum comentário:
Postar um comentário