08 agosto 2016

Trajetória do erotismo nas telas (3)



1981 - Corpos Ardentes (Kathleen Turner)

Corpos Ardentes (direção Lawrence Kasdan) foi um tributo ao cinema noir. E como não poderia deixar de ser trouxe no centro da trama uma bela e sedutora mulher fatal. Interpretada por Kathleen Turner, Matty Walker é uma mulher rica e casada que se envolve com Ned Racine (William Hurt), um advogado mulherengo e que não gosta muito de trabalhar. 

A sensualidade de Turner é realçada pela atmosfera tórrida da Flórida e ela não tem muita dificuldade em manipular os homens a sua volta. O erotismo do filme é muito mais explícito do que nos filmes noir clássicos, com as impactantes cenas de sexo entre a atriz e Hurt.
 

1986 - 9 e Meia Semanas de Amor (Kim Basinger)

A cena de Kim Basinger esfregando sensualmente gelo no corpo é um dos pontos altos do erotismo no cinema dos anos 80. Ainda que 9 ½ Semanas de Amor (direção de Adrian Lyne) não seja lá grande coisa – ele ganhou três indicações ao “Framboesa de Ouro” (premiação dos piores filmes do ano) –, é inegável que a personagem Elizabeth, interpretada por Kim Basinger, está entre as mais sensuais da sétima arte. 

Contribuiu para isso a beleza escultural da atriz, que tornou os jogos de atração e dominação retratados no filme em momentos de puro erotismo, ajudada por uma trilha sonora também bastante sedutora.



1992 – Instinto Selvagem (Sharon Stone)

Sharon Stone exibiu a cruzada de pernas mais famosa do mundo em Instinto Selvagem. Catherine Tramell matou ou não o astro Johnny Boz? Apesar de ser o mote central de Instinto Selvagem (direção de Paul Verhoeven), essa questão acaba em segundo plano em função da sedutora atuação da atriz Sharon Stone como a escritora suspeita de assassinar o ex-astro do rock. A cruzada de pernas que a revela sem calcinha na sala de interrogatório, para tortura dos investigadores, as transas com o detetive Nick Curran (Michael Douglas), encarregado de investigá-la, e as cenas de lesbianismo fizeram da interpretação de Stone uma das mais eróticas da sétima arte.


1996 – O Livro de Cabeceira (Vivian Wu)

O contato da caneta – ou do pincel – com o papel, tão sensual quanto o toque entre dois amantes, é o foco do filme do cineasta inglês Peter Greenaway. “Pillowbook – ou, Livro de Cabeceira – resgata a arte da caligrafia como símbolo da relação do corpo com o pensamento. O filme conta a história de Nagiko, uma mulher apaixonada pela caligrafia ideográfica oriental, que obtém prazer escrevendo sobre os corpos dos seus amantes. Filha de um calígrafo e escritor japonês de Kyoto, Nagiko aprendeu a amar a caligrafia com o pai, que festejava os aniversários da filha escrevendo versos em seu rosto e em suas costas. Depois de fugir de um casamento precoce e desastroso com o sobrinho do editor do seu pai, torna-se uma bem sucedida top model em Hong Kong, e tenta obter, num mesmo ato, os prazeres proporcionados pelo corpo e pela literatura. Como no mito bíblico, no princípio era o verbo que, depois, se fez carne. Nagiko escreve sobre o corpo do amante inglês Jerome para que possa lê-lo e amá-lo convenientemente. Esse foi o estratagema inventado pelo próprio Jerome para convencer o editor, que havia se recusado a publicar a obra de Nagiko. Sem a inscrição, nada de sedução, sem a caligrafia, nada de ereção. Antes do pênis, a pena, o pincel, a caneta. Mas um não existe sem o outro, um depende do outro, para escrever, para amar, para escrever como quem ama. Afinal, trata-se de uma mesma energia erótica, compartilhada pelos amantes-escreventes, uma única excitação. O corpo do amante, sua pele, não só serve de suporte, mas transforma-se em página mesmo, em papel, em pergaminho – em livro. Um corpo de amor e de escrita, que porta a escrita do amor, e que, mais além, caminha para se tornar um corpo escrito, circulante, visceral – portanto, erótico. (“O cheiro de papel branco é como o odor da pele de um novo amante”, uma das frases lapidares de Nagiko). Assim é o cinema de Greenaway, a um só tempo, auditivo, visual, gustativo, olfativo e tátil.
 

1999 - Segundas Intenções (Sarah Michelle Gellar)

Sarah Michelle Gellar encarnou a versão adolescente e contemporânea das vamps no filme Segundas Intenções (direção de Roger Kumble). No papel da bem-nascida e inescrupulosa Kathryn Merteuil, ela esbanja sedução para, junto com seu meio-irmão, arruinar a vida e a reputação das garotas do requintado colégio que frequentam. Famosa por interpretar Bufy, a caça-vampiros do seriado televisivo, Gellar se saiu bem como uma garota diabolicamente atraente, praticamente irresistível, que não poupa esforços nem charme para fazer seus jogos de conquista e vingança.

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