04 agosto 2016

Trajetória do erotismo nas telas (1)



1908 - La Bonne Auberge


O primeiro filme pornográfico de que se tem notícia foi rodado em 1908, em Paris. La Bonne Auberge mostrava prostitutas interpretando a elas mesmas em cenas de sexo explícito.


1915 - The Vampire (Theda Bara)

Ela foi uma femme fatale do início do século 20. Graças a sua atuação como The Vampire, no filme A Fool There Was (direção de Frank Powell), as mulheres sedutoras e más ganharam a alcunha de vamps. Nos tempos do cinema mudo, nos primórdios da indústria cinematográfica, a atriz Theda Bara virou um dos mais importantes símbolos sexuais da sétima arte. Em “A Fool There Was”, ela faz uma mulher que seduz, se aproveita e leva os homens à ruína, como John Schuyler, um bem-sucedido advogado de Wall Street, que vive um casamento feliz e ruma num navio para assumir um cargo diplomático na Inglaterra.


1933 – Extasis (Hedy Lamars)

A obra Êxtase, do cineasta tcheco Gustav Machaty, ainda da era do cinema mudo, foi um dos primeiros trabalhos estrelados pela atriz norte-americana Hedy Lamarr. A obra se tornou famosa por sua ousadia, mostrando uma das primeiras cenas eróticas, de sexo e nudez, do cinema mundial. O filme, também chamado de Sinfonia de Amor, provocou o primeiro escândalo da história do cinema. Era previsível: as cenas de nu feminino integral eram raras na tela, salvo em documentários naturalistas e filmes para circuitos especializados. Trata-se de um modelo de erotismo “soft”: Eva casou-se com um homem mais velho do que ela e que vai revelar-se um péssimo parceiro sexual. Decepcionada, a moça vai passear no campo, perto da casa de seu pai. A natureza em festa exaspera sua sensualidade. Ela se banha nua num rio. Um belo engenheiro, Adão, que passava por lá percebe-a. Ele deflora a ninfa. Ao saber de seu infortúnio, o marido se suicida. Perturbadíssima, Eva, que sonhara em fugir com o amante, abandona-o na plataforma da estação ferroviária.

1934 - Codigo Hays


Hollywood instituiu o Código Hays que até 1967 especificou o que era e não era permitido. O Código Hays foi elaborado nos Estados Unidos pelos católicos, mesmo sendo minoria, exerciam grande influência. O Protestantismo nos EUA é mais cultural do que religiosa, como toda religião oficial que se torna massificada, mas nem por isto deixa de ter seus adeptos mais ferrenhos. Este código durou por 30 anos, mas já na década de 1950, alguns cineastas americanos, como Nicholas Ray e Elia Kazan começaram a ousar, infringindo o código. Logo, estes tabus e edifícios morais foram desabando aos poucos, acompanhando as transformações e costumes da época.


1946 - Gilda (Rita Hayworth)

Talvez nenhum filme tenha retratado melhor o poder de destruição de uma mulher sobre um homem do que Gilda (direção Charles Vidor). Em uma das cenas mais sensuais da história do cinema, Rita Hayworth faz um strip-tease em que retira apenas suas duas longas luvas de veludo. Isso foi mais do que suficientes para simbolizar perfeitamente o poder de sedução das mulheres. Gilda é uma apática, mas irônica, mulher casada que se torna o vértice de um triângulo amoroso. Cheio de frases dúbias e ajudado pela impressionante beleza de Rita Hayworth, o filme se tornou um dos mais sensuais da história do cinema.

Mas para a complexa libido americana do pós-guerra, Gilda foi o mais fulgurante ícone erótico criado por Hollywood. “Nunca houve mulher como Gilda”, foi com este slogan que o filme chegou aos cinemas em 1946. Para Rita Hayworth (1918/1987), nunca houve mesmo. Graças a ela, Rita consagrou um novo modelo de mulher fatal, orgulhosamente sexy e inúmeras vezes imitada. “Gilda” transformou sua intérprete no primeiro mito feminino da era nuclear. Tinha o nome de Rita a bomba atômica que os americanos testaram no atol de Bokini, em 1946. A lendária cena em que ela canta “Put the Blame On Mame, Boys”, tirando as luvas, é apenas a explicitação de um gesto contido (e reprimido) ao longo do filme que apresenta como uma mulher perigosa mesmo quando vestida.



1955 – O Pecado Mora ao Lado (Marilyn Monroe)

A mais importante representante do estilo pin-up no cinema, Marilyn Monroe fez de sua personagem em O Pecado Mora ao Lado (direção Billy Wilder) uma das mais sensuais de todos os tempos. Sua interpretação de uma loira ingênua, chamada apenas de “a garota”, que sonha em ser atriz fez do filme um dos clássicos da história do cinema. A sensualidade à flor da pele de Marilyn deixa seu vizinho, o editor de livros Richard Sherman (Tom Ewell), à beira da infidelidade. “O Pecado Mora ao Lado” traz a famosa cena em que a atriz tem sua saia levantada pela ventilação do metrô.



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