22 março 2013

Salvador sob o signo de Áries


A cidade comemora hoje 464 anos de fundação e suas características têm muito da natureza do seu signo, que é o fogo. Pelo dia, mês e ano da fundação da cidade sabemos que vivemos num pedaço de terra relacionado com Áries, o primeiro signo do zodíaco, baseado com o nascimento. Salvador tem muito da natureza do seu signo, que é fogo. Aqui há um movimento grande de energia e as coisas têm uma tendência à instabilidade. Nada é duradouro.

No mapa astral da cidade se constata que as coisas nesse território crescem e desaparecem com a mesma rapidez. Diferente do que vemos em outras cidades, onde há uma tendência em se conservar o que foi realizado. Convivemos com um espírito de destruição. E isso, segundo os astrólogos, estaria relacionado ao planeta Marte, ligado a Áries.

A influência de Marte sobre nós habitante é de ímpeto com muita agressividade. Isso vale também para o ritmo de Salvador. As coisas em nossa terra não acontecem por acaso. Sob o signo de Áries, a cidade está ligada à primavera, que também representa nascimento. Como as flores, as realizações em Salvador surgem, crescem, embelezam e acabam. Nesse movimento astral, que influencia todos n[os seres humanos aqui na terra, os governantes e a população precisam se unir para trabalhar no sentido de conservar o que é feito em Salvador. O descompromisso das metas a serem alcançadas recai, sobretudo, sobre os governantes e o poder público.

DIZIMADOS – Doze mil anos antes da chegada dos portugueses, os povos originários, chamados de índios pelos portugueses, foram à quase dizimação num curto intervalo de cerca de um século, o XVI. Mas o espírito festivo e alegre dos índios, que gostavam de cantar e dançar em grandes rodas, é um traço característico dos soteropolitanos. A cidade surgiu e para proteger os lucros do rei de Portugal, dom João III.

A cidade do Salvador nasceu mais fortaleza do que cidade protegida pelos baluartes de São Jorge, São Tomé e São Tiago, em direção ao mar, parte vulnerável a invasões.

Salvador figurava, no final do século XVII, como importante sede da América. Com o declínio do açúcar, o poder muda de cidade. Salvador é substituída pelo Rio de Janeiro no posto de capital da mais importante colônia lusitana. Durante o período colonial, Salvador passou por vários acontecimentos alegres, mas também trágicos acometeram sua população – a falta de higiene e saneamento foram as principais causas das epidemias frequentes até o século XVIII. O saneamento é um dos problemas em muitas localidades e a invasão da dengue mostra como a cidade hoje continua frágil.
 
Distorções sociais que marcaram as relações entre indígenas, europeus e africanos, desde o século XVI, estão presentes até hoje na cidade e são traço de sua identidade. Em Salvador há bairros com a qualidade de vida de países desenvolvidos e outros iguais aos piores índices da África. Mesmo com todas as dificuldades, desigualdades e injustiças sociais, a geografia da cidade, com altos e baixos deixam ver ângulos cheios de novidades e encantos. Esse povo de ascendência indígena, africana e europeia é alegre, cordial e com vontade de viver. Uma alto estima que o faz viver mesmo com todas as contradições. O futuro da cidade depende de projeto e ações de todos.
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