11 novembro 2014

Educação nossa de cada dia


Que tipo de cidadão o Brasil quer ter? Até hoje nunca tratou a educação básica como investimento indispensável a qualquer país que pretenda um lugar no mundo moderno. Atualmente, mais do que nunca, a educação é decisiva para construir uma economia próspera e uma democracia participativa, fundada no pacto dos cidadãos.

Hoje, as formas de produção pedem trabalhadores com habilidades técnicas superiores à medida quea inovação tecnológica sai dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento para o chão das fábricas. Os países que possui modelos econômicos baseados no uso intensivo de mão de obra barata e não qualificada estão esfacelados. Assim, a educação fundamental (ensino universalizado) virou condição prevalente do desenvolvimento econômico.

A palavra educação vem do latim ex + ducare, ou seja,trazer para fora. A pessoa bem educada, portanto, foi aquela a quem deram a oportunidade de trazer para fora o que ela tinha de melhor para trocar com o mundo.

A educação chegou no Brasil trazida pelos jesuítas e impregnada de Contra Reforma e sofreu um rude golpe com as reformas do marquês de Pombal (secretário português de Negócios Estrangeiros). Ele substituiu na colônia os jesuítas por leigos mal remunerados e completamente despreparados. Assim, nossos problemas educacionais começaram nos séculos XVIII e XIX a ficar ainda mais parecidos com os de hoje.

A educação nunca foi prioridade. mais de 60 anos o país apoia sua política em estatísticas equivocadas para ajudar a transformar o problema da educação em moeda de barganha eleitoreira. Até quando?


Educação de qualidade

A Emenda Constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009, declara: "Educação Básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria". A Constituição de 1988 deu aos municípios poder de execução das políticas públicas, desse modo, a educação passou a ser uma das responsabilidades do município.

Oferecer educação a todos os munícipes conforme a EC 59 em si, não cumpre o que a lei propõe, uma vez que é necessário perceber que há de ser assegurado, além da oferta, qualidade na educação. Para que esta oferta seja de ótima qualidade, o gestor e sua equipe técnica devem compreender, por exemplo, a diferença entre ensino e educação. O primeiro envolve apenas atividades didáticas com o fim de dar ao aluno a compreensão, conhecimento das matérias estudadas.

Educação vai além, ela entrega conhecimento em uma totalidade que envolve cidadania e ética,
reflexão sobre as diversidades culturais, entre outras. Desta forma é possível listar certas condições para alcançar este alvo: Organização inovadora, aberta, dinâmica, projeto pedagógico participativo, docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente, bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais.

Relação efetiva entre professores e alunos que permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los, infraestrutura adequada, atualizada, confortável, tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas, alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.

O problema da qualidade da educação brasileira apresenta-se de forma clara a partir dos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 2013, (IDHM), a educação ficou abaixo dos outros sub índices, saúde e renda. Alguns pesquisadores apresentam este como o principal problema da educação brasileira.
                                         

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