14 fevereiro 2013

Oito jeitos de mudar o mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) em conjunto com 191 países, inclusive o Brasil, estabeleceu no ano 2000 os oito objetivos de desenvolvimento do milênio. A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. O Brasil, em conjunto com os países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta. Os Objetivos do Milênio é composto por oito macro-objetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, através de ações concretas realizadas entre governo e sociedade. É o conteúdo da Semana Nacional pela Cidadania e Solidariedade.

As oito formas de mudar o mundo serão os parâmetros para que cada brasileiro faça algo na sua comunidade, no seu espaço de atuação e de vivência, doando-se um pouco mais num projeto nacional de solidariedade e ajudando a transformar a sociedade em que vive e melhorar a qualidade de vida de sua região São elas 1. Erradicar a extrema pobreza e a fome. 2. Atingir o ensino básico universal. 3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. 4.Reduzir a mortalidade infantil. 5 Melhorar a saúde materna. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças. 7. Garantir a sustentabilidade ambiental, e 8.Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento.

O primeiro objetivo visa reduzir pela metade o número de pessoas que ganham menos de um dólar por dia e que passam fome. Pobreza extrema afeta cerca de um bilhão de seres humanos, e a fome, 815 milhões. O segundo objetivo é permitir que todas as crianças, meninos e meninas igualmente, terminem o ensino primário. A ONU calcula que há 115 milhões de crianças sem escolaridade nos países em desenvolvimento.

O terceiro é permitir que as meninas frequentem todos os níveis de escolarização, em número igual ao dos meninos. A igualdade entre sexos é um princípio assumido cada vez mais pelos países, apesar das importantes barreiras legais, econômicas, culturais e sociais com que a mulher ainda se defronta. O alvo do quarto objetivo é reduzir em dois terços o número de mortes de crianças com menos de cinco anos. A ONU calcula que 11 milhões de pessoas – 30 mil por dia – morrem antes de chegar a essa idade.

Um dos alvos do quinto objetivo é reduzir em três quartos o número de mulheres que morrem durante o parto. A cada ano, mais de 50 milhões de mulheres dão à luz sem ajuda. O parto tem sido a causa de morte de centenas de mulheres. As causas mais comuns das mortes são: 25% hemorragia (sangramento excessivo), 15% infecção, 13% abortos arriscados, 12% eclâmpsia (uma doença perigosa no final da gravidez, com pressão alta e convulsões) e 8% parto obstruído.

O sexto objetivo é interromper e começar a diminuir a propagação do vírus da imunideficiência humana (HIV, na sigla em inglês) e a incidência de malária e outras doenças graves até 2015. Garantir a sustentabilidade, ou seja, promover o desenvolvimento com o uso racional dos recursos naturais, assegurando a qualidade de vida da população e a sobrevivência das gerações futuras, é o grande alvo do sétimo objetivo de desenvolvimento do milênio. O Brasil possui 30% das florestas tropicais e 12% da cobertura florestal restante no mundo, 13,7% do total de água doce superficial do planeta e a maior biodiversidade da Terra. Assim, conseguir o desenvolvimento sustentável com a consequente redução das desigualdades sociais é uma questão de sobrevivência para o país e para toda a humanidade.

O último objetivo, o oitavo, está voltado para os governos do Norte e consistem em grandes aumentos na assistência de desenvolvimento, no alívio da dívida em países pobres em recursos e na criação de um sistema de comércio internacional justo. Quase 90% da dívida do terceiro mundo continua. Os países do Sul continuam a pagar $200 milhões de dólares por dia com o serviço da dívida. A maioria dos países ricos está longe de cumprir a sua promessa de assistência de 0,7 por cento da receita nacional. Se os países ricos honrassem a sua promessa, os $120 bilhões de dólares gerados por ano seriam suficientes para reduzir a pobreza pela metade. O sistema de comércio internacional continua a favorecer os países ricos e as empresas poderosas. As regras do comércio injusto roubam dos países pobres £1,3 bilhões de libras esterlinas a cada ano – 14 vezes o que eles recebem em assistência.

Criar uma consciência nacional entre os diversos segmentos da sociedade sobre o significado e a importância do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015, não é uma tarefa fácil, porém não impossível. Cada parcela da sociedade pode exercitar sua cidadania e solidariedade ao incentivar e desenvolver ações voluntárias em prol de iniciativas pontuais no bairro, na cidade, unindo-se na tarefa de contribuir para a mudança do mundo. O alcance de forma sustentável dos Objetivos do Milênio se dá pelas clássicas políticas e inclusão social: educação pública de qualidade; saúde pública de qualidade; assistência social como direito e não como favor; geração de trabalho e renda, todas complementadas por uma política pública ainda pouco valorizada no debate sobre o combate sustentável à pobreza: acesso à justiça ágil e de qualidade.

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