Smak! Chuac! Mmmm!! Beijos molhados,
apaixonados ou no pé do altar do Super Homem, Batman,
Fantasma, Ferdinando,
Pato Donald, Peanuts, Mônica, Menino Maluquinho e tantos outros personagens dos
gibis já foram expostos nas galerias de Salvador nas décadas passados quando
gostava de homenagear a todos os que se entregam à magia do amor. Nos mais de
40 quadros em sequências revelava que um beijo é mais que somente um beijo, é
uma poderosa forma de comunicação entre duas pessoas. Se nos anos 30, 40 e 50
as personagens de quadrinhos passavam anos sem dar uma “bitoca”, pois a ideia
era de que quadrinhos era coisa de criança, nas décadas seguintes o que se via
eram beijos calorosos de dar água na boca.
Na história dos beijos quadrinizados,
cada geração pode escolher seu casal preferido: Mandrake e Narda, Fantasma e
Diana, Pato Donald e Margarida, Super Homem e Lois Lane, Homem Aranha e Mary
Jane, Mônica e Cebolinha, Zé Carioca e Rosinha ou Popeye e Olívia Palito. Vale
a pena conferir cenas desses grandes beijoqueiros.





Nos anos 60 o namoro esquentou com a
chegada de Stan Lee e Jack Kirby que criaram o Quarteto
Fantástico, implantando
o novelão que são as historietas de super-heróis de hoje. Primeiro Benjamin
namorava Sue. Ele se transformou no mostro Coisa e ela na Garota Invisível. Ela
passou, mais tarde, a namorar o Senhor Fantástico, mas surgiu em sua vida o
Príncipe Submarino, que se apaixona por ela, esquecendo Betty, Namora e Dorma,
suas namoradas anteriores. O jeito foi o Senhor Fantástico acabar roubando
Alicia, a nova namorada do Coisa, única capaz de sentir a angústia do Surfista
Prateado, que abandonou seu planeta, para que o vilão Galactus deixasse sua
namorada Shalla Ball viva. O casal X-Men, Scott Summers e Jean Grey finalmente
oficializou o namoro e entrou na igreja com muitos beijos.
E o que dizer do Homem Aranha. Um
tremendo namorador. Primeiro, conquistando Betty, a secretária do jornal
Clarin, depois Mary Jane, a linda sobrinha do melhor amigo de sua tia. Mas
quando conheceu Gwen Stacy ficou perdido. Por azar do herói, ela morre em seus
braços, assassinada pelo vilão Duende Verde. Veio a super heroína a Gata, mas
ele ficou mesmo foi com Mary Jane. E para acabar com os boatos da existência de
um romance entre Batman e Robim, seus editores deram-lhe uma namorada fatal,
Tália, filha do vilão Rã´s Al Ghul, que acabou por lhe dar um filho no álbum “O
Filho do Demônio”.
Enquanto os autores de aura
politicamente correta envolviam os heróis com o ar ingênuo, os mais liberais
divertiram leitores adultos. Barbarella, por exemplo, namorava não só um anjo
sem sexo, mas também se envolvia com qualquer macho, mesmo que fosse robô. A
bela Drunna frequentemente é vista enlaçada por criaturas em decomposição.
Vampirella é sedutora de corpo e alma e os famosos catecismos de Carlos Zéfiro
(aquelas revistinhas picantes que circulavam pelas bancas de jornais dos anos
50 e 60) não faziam mais nada além daquilo. Querem mais? Dessa forma, com ou
sem censura, no mundo das histórias em quadrinhos, namorar é imprescindível e o
beijo é fundamental para o início do relacionamento.
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