02 agosto 2007

Marilyn Monroe: Há 45 anos morria a mulher, nascia o mito (1)

Marilyn Monroe morreu!. Há 45 anos esta notícia abalou Hollywood, consternou fãs em todo o mundo, deixou a sétima arte sem seu maior símbolo sexual. Há 45 anos (no dia 05 de agosto) morreu Marilyn, mulher que fez a felicidade de muita gente, sem nunca ter sido feliz. Ela teve uma vida breve e trágica, uma carreira fulgurante: em menos de 15 anos, seduziu o mundo e tornou-se o maior mito sexual que o cinema já produziu.

Quando foi encontrada mortas em sua casa, em Brentwood, na Califórnia, na noite de 05 de agosto de 1962, com o corpo intoxicado de barbitúricos, a atriz Marilyn Monroe tornou-se uma das maiores lendas do mundo encantado de Hollywood. Morria uma estrela, nascia um mito. Nos 32 filmes que realizou, foi aclamada como a namorada sexy da América. Depois foi venerada como mártir de sua própria beleza e irreverência. Sobre ela, desde então, foram escritos mais de 50 livros.

Morta há 45 amos, Marilyn Monroe ainda rende bom dinheiro. A overdose de pílulas teria sido acidente ou suicídio? O mundo discute a morte e, principalmente, a tumultuada vida da estrela, das mais brilhantes que Hollywood criou – e massacrou. Norman Mailer escreveu que Marilyn teria sido assassinada por agente da CIA que odiava os Kennedys e não lhes perdoava o fiasco da Agência na Baía dos Porcos (tentativa de invasão de Cuba, em 1961). Outros, menos famosos, sugerem que Marilyn foi liquidada pela Máfia, a serviço de Jimmy Hoffa, líder sindical mafioso que Robert Kennedy, então ministro da Justiça (1962), perseguia implacavelmente, conseguindo pôr na cadeia (1967). Roberto Slatzer escreveu que os Kennedys precisavam livrar-se de Marilyn, pois ela os ameaçara de revelar à imprensa que havia sido amante de John e Bobby, estragando-lhes a carreira política. Daí monopolizaram o imenso e poderosíssimo aparato federal forjando um suicídio que é, em verdade, um assassinato.

ROMPIMENTO - Ao longo das últimas duas décadas, muitas versões goram contadas a respeito dos três. John, ou Robert, ou ambos, teria sido amante regular de Marilyn nos últimos dois anos da vida da atriz. O rompimento com Robert teria sido uma das causas da provável depressão que levou ao provável suicídio. Em “Deusa – As Vidas Secretas de Marilyn Monroe”, Anthony Summers confirma essas versões e revela contornos escabrosos. Robert Kennedy, com a ajuda do FBI, o poderoso órgão de investigações do governo americano, teria armado um ardiloso estratagema para se livrar de uma inevitável acusação de cumplicidade na morte de Marilyn.

Nascida Norma Jean Baker a 1º de junho de 1926 em Los Angeles, ela jamais viu o pai e mal conheceu a mãe, que foi internada durante muito tempo num hospício. Órfã, a menina Norma Jean andou de família em família, sendo criada em orfanatos e por indiferentes paias adotivos. Para fugir à essa rotina casa-se aos 16 anos, com um operário de uma fábrica de aviões, Jim Daugherty de 21 anos. Divorcia-se nove meses depois.

Em seguida, conhece um fotógrafo que a contrata como modelo: com os cabelos pintados e blusas justas, em 1946 ela aparece em várias capas de revistas. No ano seguinte, é contratada pela empresa cinematográfica Twentien Century Fox, que muda seu nome para Marilyn Monroe. Em 1948, surge em pequenos papéis de filmes classes B, depois posa nua para a famosa foto de calendário que reproduziu seu corpo anonimamente pelo mundo.

Uma ponta como a sensual namorada de um gangster no clássico “O Segredo das Jóias” (1950), de John Huston, inicia a sua carreira de estrela. Depois fez um papel secundário em “A Malvada”, estrelado por Bette Davis e Anne Baxter e cativa o público mesmo contracenando com essas grandes estrelas. Segue “Só a Mulher Peca”, um drama passado na brumosa costa norte do Pacífico, entre operários de fábricas de conserva de pescado. O filme é um sucesso e a Fox aproveita e inclui Marilyn em mais quatro filmes naquele ano. Todos têm sucesso: “O Inventor da Mocidade”, uma comédia maluca de Howard Hawks, e “Almas Desesperadas”, em que ela faz uma babá psicótica.

O brilho de Marilyn chega na fila “Torrentes de Paixão” onde Hanry Hathaway, o diretor, fez a atriz usar saltos exageradamente alto justamente porque ela não sabe andar direito com eles, o que acentua ainda mais seu rebolado. “Depois da guerra, o erotismo cinematográfico deslocou-se das coxas para os seios. Marilyn Monroe fez com que ele ficasse entre os dois”, escreveu o crítico André Bazin. Comentário desse tipo, no mundo inteiro, festejava a sensualidade inquieta daquela que se tornava o símbolo sexual dos anos 50.

Com a apoteose de “Torrentes de Paixão”, a carreira de Marilyn dispara. Logo em seguida, ela filma “Os Homens Preferem as Louras”, a história de duas moças obcecadas por achar um marido. Dirigido por Howard Hawks em tom de comédia musical, o filme justa a exuberância séria da morena Jane Russel com a provocação delirante da loira Marilyn. Como havia vários números musicais, Marilyn pôde mostrar seus talentos de cantora dançarina. O sucesso do filme garantiu à atriz um espaço na Calçada da Fama, em frente ao Chinese Theatre, onde deixou a marca de suas mãos. Na ocasião, ela também se torna capa da revista Time, que afirma: “No panteão pagão de Hollywood, Marilyn é a deusa do amor”.

Ela atua depois em “Como Agarrar um Milionário”, segundo filme feito em cinemascope, no qual divide as honras de estrela como Betty Grable e Lauren Bacall, mas fica com todas as glórias. Casa-se com Joe Di Maggio, um ídolo nacional do beisebol. Ele, um católico descendente de italianos, não se dá bem com a liberalidade e a mentalidade pragmática de Marilyn. Como bom latino, tem um ciúme doentio. E tudo acaba em divórcio.

2 Comentários:

At 2:01 PM, Blogger Marina said...

Prezado Gutemberg, Trabalho na revista Vogue e gostaria de saber onde conseguiu (qual banco de image), a foto da Marylin Monroe com o vestido voando sobre o respiradouro do metrô. Fico no aguardo. Estou no aguardo. Obrigada, Fernanda Paronetto 11 3084 1400

 
At 10:38 AM, Blogger Gutemberg said...

Marina

Todas as fotos da Marylin conseguiu através do banco de imagens do Google. Infelizmente não lembro de que site tirei porque essa matéria fiz há muito tempo.

 

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