14 janeiro 2021

Censurada e perseguida vendeu 1 milhão de exemplares

 

Cassandra Rios (1932/2002) – Seu nome real, Odette Rios, estudou num colégio de freiras e começou a carreira escrevendo poesias. A edição de seu primeiro livro, Volupia do Pecado (1948) que ela escreveu aos 16 anos, foi paga pela mãe, depois de Cassandra ter visitado, durante dois anos, muitas editoras paulistas. Passou até a adolescência no bairro paulistano Perdizes. Desde cedo lia muito e freqüentava a Biblioteca Nacional. Foi ritmista da primeira Orquestra Feminina do Brasil. Tocava, além do ritmo, piano e violão. Uma de suas composições, o samba-canção Autobiografia diz mais ou menos: “Não vivi, escrevi/gastei minha vida amando e me esqueci de lutar/não copiei nome Rios)/meu caminho é traçado, um rio buscando o mar”.

 

Entre a pintura e a música, bateu mais forte a literatura, o ofício que tomou a maior parte das horas diárias de Cassandra. Escrevia um livro por ano e recebia 10% do preço de venda nas livrarias. Entre os temas abordados o homossexualismo era o que mais aparecia em suas obras. Teve problemas com a censura. Na década de 70 a maioria de seus livros foram retirados das livrarias sob a tarja de pornográficos. Acusada de obscena, com atentados contra a moral. Somente três dos seus livros ficaram e circulação, esgotando edições numa velocidade rara entre escritores brasileiros. Assinou mais tarde uma coluna na revista Capricho, intitulada Coisas de Cassandra. Trabalhou na CBS fazendo supervisão geral de traduções.

 


Em seus 50 livros publicados, Cassandra Rios só não aborda o homossexualismo em dois. São eles: O Bruxo Espanhol e As Mulheres dos Cabelos de Metal, suas primeiras incursões pelos caminhos da ficção científica, sem no entanto, abandonar inteiramente o erotismo. Para muitos, a autora é conservadora e moralista e a questão social e política da sexualidade é deixada de lado em suas obras. A Borboleta Branca, Tessa a Gata, Uma Aventura Dentro da Noite, Volúpia do Pecado, Ariela a Paranóica e Censura são alguns títulos de seus livros.

 

Foi a primeira escritora brasileira a vender mais de um milhão de exemplares. Chegou a vender quase 300 mil exemplares de seus livros por ano, números que só seriam rivalizados por Paulo Coelho. Misturava em suas obras homossexualismo feminino, cultos umbandistas, negócios e política, combinação que não respeitava o “bom gosto” que o regime militar desejava preservar. Com a abertura, um de seus livros, A paranóica, foi adaptado para o cinema, com título de Ariella Ariella (Nicole Puzzi) era uma menina rejeitada que vivia numa mansão e que descobre que seu tio fingia ser seu pai para ficar com sua fortuna. Para se vingar, passa a usar o próprio corpo, desintegrando a família.

 


Teve nada menos que 36 livros proibidos, como Eudemônia. Em sua autobiografia, Mezzamaro, Cassandra revela um ponto crucial, para criadores, a respeito da relação entre vida e obra. Fazia questão de dizer que era ficcionista, e que não deveriam torná-la pela personalidade e comportamento dos seus personagens. Nenhuma de suas obras está nas livrarias, mas são comuns em sebos e em saldões. (Texto inédito da pesquisa que realizei nos anos 1980/90 sobre Erotismo e Pornografia na Literatura, Musica, Cinema, Artes Plasticas, Fotografia e HQ)

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