Benjamin Rabier, cognominado de La Fontaine das HQs. É o autor de
Gédèon. Nasceu em 1869,
em Roche-sur-Yon e morreu em l939. Ele desenhou uma
coleção de brinquedos e começou a publicar um jornal para a comédia juvenil e
história natural dos animais que aparecem a partir de novembro 1907 a abril de
1908. Interessado em teatro, sua primeira peça O maluco castelo é mostrado em
1910.
Harold Foster, desenhista de Tarzan e criador do Príncipe Valente
foi cognominado de o Griffith dos Quadrinhos. Ele foi o primeiro desenhista de histórias
em quadrinhos que utilizou planos, ângulo de câmera, campo e contra-campo. Seu
desenho, extremamente realista e vigoroso, deu às histórias uma autenticidade
fortalecida pela exaustiva pesquisa de ambientes, vestuário e costumes. Antes
dele, ninguém nos quadrinhos tinha feito algo parecido.
Milton Caniff foi cognominado o Hemingway dos Quadrinhos. Foi também
considerado o Rembrandt dos Comic Strips (título de um livro biográfico a seu
respeito). John Paul Adams escreveu: “Milton Caniff é outro Rembrandt van Rijn.
No senso que ele personifica a arte mais
popular de seu tempo, tal como
Rembrandt personificou a arte mais popular de seu tempo. E também no sentido
que (Caniff) deu uma nova grandeza ao seu veículo”.
Sempre foi considerado um dos
poucos desenhistas de HQs que conseguiu elevar seu trabalho ao nível de pura
arte. Seja no seu traço, técnica de desenhos, na linguagem cinematográfica, ou
no seu texto modelar, mas também no seu
comportamento como profissional. Sua linguagem de cinema nos quadrinhos,
frequentemente levava a comparações com o mestre John Ford. Isso ficou patente
quando matou uma das personagens principais da historieta Terry e os Piratas,
provocando revolta dos leitores, e, numa tira horizontal, sem divisão de
quadrinhos, mostrou o enterro simples da heroína como numa panorâmica
“johnfordiana”. Mas, seu ídolo cinematográfico era o mestre Alfred Hitchcock,
de quem não perdia um filme. Quando Marilyn Monroe surgiu como sex symbol, o
escritor Prêmio Nobel de Literatura, John Steinbeck, citou sexy Madame Dragão
como sua preferida. Mas era com Hemingway que Caniff mais se parecia com escritor.
Dono de um estilo seco, telegráfico, direto, usando termos precisos e abordando
temas “controversos” (como o tráfico de drogas feito por crianças vietnamitas,
na guerra), conseguiu um equilíbrio total na colocação de suas aventuras com a
realidade da época.



Stan Lee é considerado o Raskolnikov dos Quadrinhos. É também
conhecido como o Homero do Século XX.
Roteirista, publicitário, editor e
empresário, foi um dos mais notáveis criadores de histórias em quadrinhos do
mercado, sendo corresponsável por grandes super-heróis e vilões da Marvel
Comics como o Homem-Aranha, X-Men, Quarteto Fantástico, Os Vingadores, Incrível
Hulk, Demolidor e O Poderoso Thor.
Guido Crepax, o criador de Valentina, foi considerado o Godard dos
quadrinhos. O milanês Crepax radicalizou a experimentação visual no meio HQ.
Com um traço barroco, ele começou a usar a diagramação da página parta quebrar
o formato estabelecido pelas tiras americanas. Outra inovação foram suas
visitas ao mundo dos autores clássicos, como Sade, Masoch, Bram Stocker, Henry
James e outros.
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