21 outubro 2014

A revolta do verde



No início tudo era verde. A relva, a selva, a seiva. A floresta, a mata, o jardim. As plantações seespalhavam por toda a região e a vida florescia. As flores eram cheias de cores, as folhas esverdejantes, as árvores gigantes, e o ar exuberante. Tudo era vida e amor.


Nesse mundão esverdeado não havia barulho, silêncio que as vezes era quebrado pelo soprar do vento, as folhas do coqueiro balançando, as palmeiras se agitando e tudo mais refrescando.

O rio corria solto para o encontro do mar. O sol brilhava tanto para dar mais vida no pomar e a luachegava sorrateira logo após o sol se deitar. Mas houve uma quebra do silêncio, a presença do ser humano chegou a quebrar esse encantamento, e o homem severo deu fim no firmamento.


Começou derrubando árvores, queimando o mato para construir casas, apartamentos, edifícios. E o concreto se espalhou em todas as direções. As plantas gemiam, sofriam a devastação. Mas o homem nem socorria, queria mais espaço para construção.

Cada vez mais o verde foi desaparecendo e a fumaça da indústria crescendo. A poluição chegou forte, os rios ficaram à deriva, na morte. Foi secando, secando a toda sorte.

E logo o que era verde amarronzou-se em todo sertão. A vida verde se apagou em muitas regiões. Mas a natureza não aguentou tanta devastação. Reuniu todas as árvores mais resistentes, espalhandosementes pelo poente e semeando a terra novamente.

Primeiro foi crescendo no norte, depois no sul, ao chegar na cidade, o chão tremeu de verdade, e a natureza reclamou seu espaço na cidade.

As casas foram tombando, a enchente dos poucos rios foram chegando, o mar se aproximando e depois tudo foi se arrumando.

O homem que devastou agora agoniza no morro, as terras se abrindo, buracos negros surgindo e a morte emergindo. Logo tudo virou cinzas e pó. Ressurgindo a natureza feito nó. de galhos secos revigorados, plantas verdes nos telhados e todo verde revigorado.

Agora volta o silêncio. O sol brilhou novamente e a selva tomou de volta o que era seu. Nesse planeta, o verde rejuveneceu.

Nada mais para se dizer, o silencio cresceu.

E a vida verde se estabeleceu. Dou ponto final  nessa história que o verde venceu. Não se toma de ninguém aquilo que é seu! (Gutemberg Cruz. Outono de 2014)

1 Comentários:

At 5:49 PM, Blogger ARTESSOTEROPOLIS said...

Boa Tarde
saudações fraterna a todos

GUTEMBERG CRUZ ( O FILOSOFO BAIANO )

A sua inspiração,não é atoa a natureza existente na cidade do Salvador, ela esta intrínseca a sua própria.O mar do Atlântico, proporciona esse clima do homem,com a mãe terra.Porém, o homem moderno da agitação das grandes metrópoles se distanciou, desta consciência natural.A mãe terra nos da toda assistência de manuntenção da vida,a alimentação o vestúario os remédios etc. SEGUE UMA POESIA DE MINHA AUTORIA:
21 DE SETEMBRO DIA DA ÁRVORE em 2012

ÁRVORE,MÃE NATUREZA!
EM TEU SEIO ACOLHEDOR,
O HOMEM POLUIDOR EM DESTREZA
PURIFICA O OLHAR,QUE O TOLHE
NA DEVASTAÇÃO QUE PRATICA


TE DOU LIVROS,CADERNOS,PAPÉIS...............
HOMEM,TE DOU LÁPIS,PARA TU COMPORES
MÚSICAS,POESIAS,POEMAS,FRASES DE SABEDORIA

HOJE,MAIS DO QUE NUNCA ME OLHES!
REFLITA NO MEU EXISTIR!
NO MEU PERSISTIR!
NO MEU GRITAR!
NO MEU AMAR!VOCÊ.

AUTOR:NHEI MHATOS 15/09/2012 Ba

 

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