Terrorismo,
crime organizado, desemprego e solidão são fenômenos típicos de
uma era na qual a exclusão e a desintegração da solidariedade
expõem o homem aos seus temores mais graves. A insegurança é a
marca fundamental dos tempos líquidos–modernos. Para o sociólogo
polonês Zygmunt Bauman as cidades são hoje verdadeiros campos de
batalha, onde poderes globais se chocam com identidades locais,
abandonadas pela desintegração da solidariedade social. O produto
desse encontro não poderia ser outro senão a violência e a
insegurança generalizadas.

Abandonados
pelo Estado, essas funções se tornam um playground para as forças
do mercado (iniciativa privada e aos cuidados dos indivíduos). No
Rio de Janeiro, por exemplo, as favelas, abandonadas pelo Estado,
estão “protegidas” pelo tráfico de drogas. A redução gradual
da segurança comunal endossada pelo Estado, contra o fracasso e o
infortúnio individuais retira da ação coletiva grande parte da
atração que esta exercia no passado e solapa os alicerces da
solidariedade social. A exposição dos indivíduos aos caprichos dos
mercados de mão-de-obra e de mercadorias inspira e promove a divisão
e não a unidade. Incentiva as atitudes competitivas, rebaixa a
colaboração e o trabalho em equipe. A sociedade é cada vez mais
vista e tratada como uma “rede” em vez de uma “estrutura”.
O colapso
do pensamento, do planejamento e da ação a longo prazo, e o
desaparecimento ou enfraquecimento das estruturas sociais leva a um
desmembramento da história política e das vidas individuais numa
série de projetos e episódios de curto prazo que são infinitos e
não combinam com os tipos de seqüências aos quais os conceitos
como “desenvolvimento”, “maturação”, “carreira” ou
“progresso” (ordem de sucessão pré-ordenada) poderiam ser
significamente aplicados. Uma vida assim fragmentada estimula
orientações “laterais”, mais do que “verticais”. Esse é o
quarto ponto.

Como
essas mudanças influenciam a maneira como homens e mulheres tendem a
viver suas vidas?, indaga Zygmunt Bauman no livro “Tempos Líquidos”
(Zahar). O efeito geral das cinco mudanças listadas acima é a
necessidade de agir, planejar ações, calcular ganhos e perdas
esperados dessas ações e avaliar seus resultados em condições de
incerteza endêmica. O autor estudou as causas dessa incerteza e
desnudou alguns dos obstáculos que impedem a sua compreensão e
nossa capacidade de enfrentar os desafios que qualquer tentativa de
controlá-las necessariamente apresenta.
--------------------------------------------------
Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do
nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas),
Galeria do Livro (Boulevard 161 no Itaigara e no Espaço Cultural Itau
Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em
frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras,28,
Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor
Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro
Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)
Nenhum comentário:
Postar um comentário