08 junho 2018

Governadores da Bahia (05)



Régis Pacheco (1951-1955). Médico e político. Sua administração se destacou pelos trabalhos de implantação da Hidrelétrica do Funil e dos fundos de saneamento e energia. No seu governo implantou as colônias agrícolas de José Gonçalves e de Barra do Choça (então distrito de Conquista), bem como adquiriu o terreno de 240 hectares para a implantação da Escola Agrotécnica Sérgio de Carvalho. Eleito pela coligação PSD/PTB, ele não era o candidato da coligação, entrou de última hora, substituindo Lauro de Freitas, morto em acidente de avião. O fator emocional da população contribuiu decisivamente para sua vitória.


Antônio Balbino (1955-1959). Criar a infra estrutura econômica do Estado, uma das principais preocupações de Balbino, 29º governador baiano. Iniciou, na capital, a construção do Teatro Castro Alves que, prestes a ser inaugurado, sofreu um incêndio. Outra de suas realizações foi o Ginásio de Esportes Antônio Balbino (conhecido por Balbininho). Criou a Comissão de Planejamento Econômico (CPE), o FUNDAGRO (destinado ao fomento agrícola), a COELBA (empresa que durante décadas geriu a distribuição energética no estado, privatizada por Paulo Souto), A MAFRISA (destinado a higienizar os frigoríficos e matadouros), a CASEB (para regular a produção, através de uma rede de armazéns), a TREBASA (companhia telefônica, depois rebatizada como TELEBAHIA e já privatizada), O Banco de Fomento do Estado da Bahia, e o PAMESE (instituto previdenciário, depois transformado no IAPSEB), e a Maternidade Tsyila Balbino – obras todas centradas na Capital, mas com reflexos no interior – boa parte delas visando a um melhor planejamento governamental e execução de políticas públicas eficientes.



Juracy Magalhães (1959-1963). Interventor, general Juracy Magalhães já governara a Bahia em 19-09-1931 a 10-11-1937. Ele dá ênfase especial aos investimentos, estimulou a navegação baiana, construiu pequenas centrais hidrelétricas, no entanto, uma das maiores obras da sua administração foi a do Rio Joanes (adutora e estação de tratamento de água), com financiamento conseguido junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No seu segundo mandato, Juracy se celebrizou por ter legalizado o jogo do bicho que passou a ser fonte de recursos para as obras assistenciais do governo. Ele retorna a prática das audiências públicas, desativado no governo de Balbino.

Lomanto Júnior (1963-1967). Como representante do municipalismo, apoiado pelas classes conservadoras e pela Igreja Católica, é eleito Lomanto Júnior. O caminho para a Governadoria foi pavimentado através de uma campanha municipalista. “Lomanto, esperança do povo, é gente nossa, é sangue novo. Lomanto é renovação, veio do alto sertão; municipalista, filho de agricultor, Lomanto é amigo do pobre, é irmão do trabalhador”. É esta letrado jingle tocado nos quatro cantos da Bahia, que ajudou na vitória de Lomanto Júnior contra Waldir Pires. Na sua administração implantou a reforma industrial e a retomada da industrialização estadual, com a criação e início da instalação do Centro Industrial de Aratu. O setor de transporte teve impulso com a construção de mais de três mil quilômetros de rodovia.

Como gestor estadual, Lomanto fez obras como a estrada federal, conhecida por “Rio-Bahia”, a estrada Feira de Santana-Juazeiro, o Teatro Castro Alves, a ampliação da usina hidrelétrica de Paulo Afonso, a Ponte Ilhéus Pontal, a Reforma Administrativa, eletrificação, abastecimento e saneamento básico em muitos municípios baianos.



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