25 julho 2014

Rock, o grito negro que atravessou a América (4)



Os anos 60 viram a idade de ouro do rock. Depois de uma época de melosas canções sobre os problemas dos jovens, o rock regressou às origensaos blues. A música estava doente e precisava de uma injeção de rythm´n´blues. E para surpresa de muita gente, foram os grupos britânicos que a ofereceram.

A partir da guerra, muitos jovens ingleses enamoraram-se da América. Eles admiravam os quadrinhos, filmes, a música. Alguns músicos jovens formaram os seus próprios grupos, e tentaram imitar o som dos discos americanos. Eles tocavam para audiências locais, pequenas boates por toda a Inglaterra. A indústria do disco e a opinião pública ignorava-os.


O primeiro desses grupos que conseguiram um contrato para gravar um disco foram os Beatles. “Love Me Dosaiu em 1962. A beatlemania (histeria nacional) varreu a Inglaterra em 1963. Em 1964, os Beatles conquistaram a América, colocando os seus discos nos cinco primeiros lugares das listas de topo. Eles foram os primeiros a usar cabelos compridos, a comportar-se descontraidamente, a fazer tournées e a tocar em grandes estúdios, a escrever as suas próprias canções, a testar complicadas técnicas de gravação (com o produtor George Martin) e a escrever letras adultas (segundo Bob Dylan), a atingir uma audiência mais adulta para o rock, a fazer álbuns que se vendiam tão bem como os singlers, a exaltar e reviver o interesse por artistas como Chuck Berry.

Assim, os Quatro Fabulosos se separaram (1969) e o rock tinha atingido um nível técnico e econômico inteiramente novo. Os grandes rivais dos Beatles eram os Rolling Stones. Os Stones eram mais duros, mais violentos, mais ligados a problemas sexuais do que os Beatles, e tocavam rythm and blues mais clássicos. Beatles e Stones representaram os dois grandes extremos do rock.

Vieram depois The Animals, The Kinks, The Who, The Yardbirds (com Eric Clapton), John Mayall e muitos outros. E o rock muda. Sua energia bruta serviu de combustível para impulsionar uma sociedade diferente. Apareceram grupos como os Airplane, os Dead.... Mas a primeira editora de discos exclusivamente formada por negros prosperou. Com a Motown, a música negra dissolveu-se completamente no mercado branco. Assim, evoluiu desde os básicos rithm and blues até ao soul (uma mistura de rithm and blues, música evangélica), melodias brancas de pop e técnicas de gravação sofisticadas.

O reggae é uma das últimas música negra a tornar-se bem conhecida dos brancos (na Bahia é o Samba Reggae). Saída de uma pequena ilha, a Jamaica, invadiu a Inglaterra e depois ganhou o mundo tendo à frente Bob Marley. Tem também o hip hop, o funk, de raízes africanas, mas essa é outra levada musical.

A ruptura que o rock causou na sociedade, não são do ponto de vista de quem faz a música, mas inclusive, de quem toca e de quem ouve. Esse gênero de música se estabeleceu em limite de confronto com os padrões sonoros convencionais, mediante o preenchimento de todas as extensões possíveis entre forma e conteúdo, pela proposta de ruptura do tradicional, do visual e daquilo que pode vir a ser estabelecido, bem como de todos os discursos auxiliares e não necessariamente sonoros.

O que significa dizer que o rock tem muito que ver com rebeldia. Daí talvez porque todos os seus representantes (do lado principalmente dos autores e intérpretes) ostentam a marca da juventude.
Uma juventude descomprometida com tradições, valores estáveis, padrões e moldes permanentes da música, do mundo ou da vida. Enquanto os demais gêneros musicais circunscrevem-se ao centro da criação, respaldados nessas tradições, valores, modas e padrões, o rock caracteriza-se por ser um gênero de periferia e tem sobretudo nos movimentos sociais de protesto seu principal veículo de difusão. Ele serve de linguagem a esses movimentos enquanto os movimentos o difundem pelo mundo.

Elvis foi a energia bruta do rock

Dylan, o profeta do protesto

McCartney, o romantismo

Jagger, o sexo (a sensualidade no enunciado de cada palavra)

John Lennon fundiu tudo isso

Hendrix, a excentricidade

Joplin, o grito da dor

Morrison nas portas da percepção

Led Zeppelin, o som do paraíso

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HUMOR GRÁFICO NA BAHIA
Uma exposição com as obras dos precursores do grafismo baiano (cartum, caricatura, charge e quadrinhos) até os dias atuais é de grande necessidade para o grande público (jovem e adulto).

É necessário apresentar ao público a história desses artistas que continuam invisíveis e são importantes no registro dos acontecimentos históricos e sociais.

Por esse motivo, vamos apresentar em 2015 uma grande exposição de humor gráfico na Bahia e queremos a participação de todos os artistas.

Paraguassu, K-Lunga, Tischenko, Sinézio Alves, Fernando Diniz, Theo, Lage, Setubal, Nildão, Ruy Carvalho, Cedraz, Cau Gomez, Bfruno Aziz, Valterio, Flavio Luis, Luis Augusto, Valmar Oliveira, Andre Leal, Angelo Roberto, Eduardo Barbosa, Gentil, Jorge Silva, Carlos Ferraz, Helson Ramos, Hectar Salas, Tulio Carapiá, Sidney Falcão são alguns dos artistas cujas obras estarão na mostra.
Participe, colabore. Contato: gutecruz@bol.com.br
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública), na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596) e Canabrava (Rua João de Deus, 22, Pelourinho). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929.



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