23 outubro 2017

EXTERMÍNIO (ou a arte de não ver)

A história é crônica da destruição e das ruínas das coisas corroídas pelo tempo. A história é massacre que o presente sem memória converte em progresso. O historicista procura empatia com o vencedor. Os que conseguiram a vitória participam do cortejo triunfal que conduz os dominadores de hoje a tal posição na medida em que passam sobre os vencidos que jazem no chão.


O contato entre culturas diferentes, no passado, foi trágico. O engajamento europeu com os povos nativos das Américas foi trágico. A Europa enriqueceu com os genocídios nas Américas. Em 1492, cerca de 100 mil povos nativos viviam nas Américas. No fim do Século XIX, quase todos eles tinham sido exterminados.

Quando os espanhóis chegaram nas Américas, destruíram tudo e todos que encontraram pelos caminho. Colombo fez pior que Hitler e a História esconde esses fatos. Mataram, estriparam, queimaram, vivos. Esses conquistadores espalharam sua missão civilizatória ao longo das Américas Central e do Sul matando todos os povos indígenas.


Os missionários franciscanos usaram trabalhos escravos em campos de concentração e exterminaram milhares de povos. Os que cometeram atrocidades foram credenciados como heróis. E o Vaticano beatificou muitos desses assassinos. Política e religião quando se junta, haja exterminação.

E o abatedouro continuou até chegar nos dias atuais onde o princípio do genocídio que o oponente é melhor oprimido quando não podemos vê-lo continua. “Nós nos tornamos todos hábeis na arte de não ver”.




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