16 fevereiro 2016

Música: da altura ao timbre



A Igreja Católica proibiu toda música que contivesse polifonia (mais de uma linha musical em
execução simultânea), temendo que as pessoas fossem levadas a duvidar da unidade de Deus. A Igreja proibiu também o intervalo da quarta aumentada (a distancia entre a nota dó e fá sustenido), também conhecida como trítono. Esse intervalo era considerado tão dissonante que só podia ser obra de Lúcifer, tendo sido designado, por isso, Diabolus in music.

“A música é o som organizado” definiu o compositor Edgard Varése. Elementos fundamentais do som: intensidade, altura, contorno, duração (ou ritmo), andamento, timbre, localização espacial e reverberação.

Quando esses elementos se combinam, dão origem a conceitos mais elevados como a métrica, a tonalidade, a melodia e a harmonia.

A música precisa encontrar o equilíbrio entre simplicidade e complexidade para ser apreciada. E isso tem a ver com familiaridade. As primeiras experiências frequentemente são mais profundas, transformando-se no alicerce de novos horizontes musicais. Cada gênero musical tem suas regras e sua forma. Quando não há familiaridade com a estrutura, pode decorrer frustração ou simplesmente falta de real apreciação.

Para os grandes teóricos do assunto, a música não passa de um comportamento de busca de prazer que explora um ou mais dos canais desenvolvidos para reforçar um comportamento adaptativo, presumivelmente a comunicação linguística.
 
Dentro do útero, banhado no fluído amniótico. O feto ouve sons. Ouve a batida cardíaca da mãe, às vezes acelerando, outras vezes diminuindo. E ouve musica. 

Um ano depois do nascimento, as crianças reconhecem e preferem as músicas que ouviram enquanto estavam no útero. O sistema auditivo do feto já está em pleno funcionamento cerca de 20 semanas depois da concepção.


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