05 junho 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (89)



1988 (EUA)O desenhista e roteirista norte-americano Bill Sinkiewicz lança a novela gráfica emquatro volumes STRAY TOASTERS (Torradas Errantes em tradução literal) empurrando os limites do gênero quadrinhos para dentro de um turbilhão de referências das artes plásticas do século 20, costurando-as todas com uma coleção alucinada de complexos e perversidades.  

A narrativa é fragmentada, contando a história de uma torradeira que, possuída por um demônio, se conecta com uma criança.


1988 (EUA)Em novembro chega às bancas Surfista Prateado om a históriaParable(Parábola) trazendo a assinatura do roteirista norte americano Stan Lee e o desenhista francês Jean Giraud, o Moebius. O guerreiro cósmico enfrenta um velho inimigo, Galactus, o devorador de mundo.

1988 (BRASIL)Henfil se lança a direção de um filme: TANGA, DEU NO NEW YORK TIMES, onde conta a história de uma ilha com um governo tão repressor, na América Latina, que o único jornal autorizado é o que nome ao filme.

1988 (BRASIL)O desenhista e quadrinista gaúcho Carlos Henrique Ioti lança o livro DEMO VIA: a história da imigração italiana em quadrinhos.

1988 (EUA)AS DEZ NOITES DA BESTA, edição de luxo reunindo quatro histórias publicadas nos EUA. Nessas aventuras, Batman enfrenta a Besta, o mais mortal criminoso da KGB. O criminoso foge das perseguições liberalizantes de Gorbachev para Gotham City, onde tentará assassinar as dez pessoas mais importantes para o projeto Guerra nas Estrelas,inclusive o presidente Ronald Reagan. Roteiro de Jim Starlin (que optou por narração emofffeita pelo herói), arte de Jim Aparo e Mike De Carlo. Batman reage ao enfrentar um oponente mais forte, mais rápido e mais hábil do que ele. No duelo final, ele opta por executar a Besta, evitando enfrentar o vilão nomano-a-mano.


1988 (EUA)Hulk volta à TV americana no especial THE RETURN OF THE INCREDIBLE HULK, com Lou Ferrigno no papel principal.

1988 (FRANÇA)Moebius lança a história OS JARDINS DE EDENA, aventura de dois humanos do futuro (Stell e Atan), num planeta paradisíaco. O autor defende uma volta à natureza e as formas de alimentação mais integradas.

1988 (CANADÁ)O canadense Ron Mann dirige o documentário COMIC BOOK CONFIDENTIAL que revê a evolução das HQs desde o seu aparecimento ater os dias de hoje quando ganharam um status de matéria científica. O documentário recebeu o prêmio Genie, Oscar do Canadá.

1988 (EUA)Durante a greve dos roteiristas de Hollywood, o argumentistas Sam Hamm cria uma aventura de mais de 150 páginas com arte de Denys Cowan: BATMAN ANUALJUSTIÇA CEGA. Hamm construiu uma alegoria ao insinuar que, assim como o herói, as pessoas tem estado cegas, cegas como um morcego. Ele mostra, em flashbacks, o treinamento do jovem Bruce Wayne. Mestre após mestre, ele se prepara para ser o vingador, o justiceiro. É por meiodas palavras de Henry Ducard, um mercenário que lhe ensinou as artes da dedução, que as entranhas do Homem Morcego são expostas. Batman é um louco inocente. Louco foi não perceber que é sua figura estranha exposta à mídia que faz com qu outros desequilibrados se fantasiem e cometam crimes recheados de charadas e piadasapenas para poderem ser alvos de sua atenção e assim se tornar famoso também (tese introduzida por Frank Miller). Inocente por acreditar que combate o crime nas ruas enquanto o verdadeiro mal se espalha e, sem alarde, controla países e corporações de forma invisível e enexorável.


1988 (EUA) - SANDMAN. O escritor Neil Gaiman fez releitura de um antigo herói, Sandman. Deu-lhe um visual à altura do irmão da morte. Virou pesadelo. Todo dark. Até seus textos nos balõezinhos são impressos em negativo. Acabou definitivamente com o clichê de dupla personalidade. Suas histórias são modernas e atuais, cheias de citações, desdenhando das situações comuns nos quadrinhos.

1988 (EUA) - A PIADA MORTAL. O roteirista AlanMoore e o artista Brian Bolland mergulharam na mente do Palhaço Psicótico e presentearam os fãs dos quadrinhos com uma das melhores histórias escritas sobre a origem do Coringa, analisando de forma definitiva sua relação com o Cavaleiro das Trevas e Gotham City.  História sádica, comandada por um bandido insano, situações violentas, chuva, ambientada em um parque de diversões. Premiada como melhor do ano.


Em A piada mortal, Moore explora a psicologia de Batman, Coringa e do comissário Gordon. Todas as tramas paralelas apresentadas na HQ acabam tendo Gordon como seu referencial e é o comissário que concentra a maioria das perguntas que surgem após a leitura da revista. Afinal de contas, se basta um “dia ruimpara levar a sanidade de uma pessoa, porque o mesmo não aconteceu com Gordon? Porque é que Wayne se transformou no Batman, aquele ex-comediante no Coringa e o comissário escapou ileso?
Um dia ruim. Para o Coringa, isso é tudo o que é necessário para transformar a vida de uma pessoa. Não só isso, mas basta um dia desses para que uma pessoa completamente sã perca toda a sua sanidade e adentre os caminhos sem volta da loucura. Basta uma tragédia para que uma pessoa prefira o conforto da loucura ao tormento das lembranças daquele dia. E é disso, essencialmente, que se trata a aclamada piada mortal. Até então, o Coringa era um homem sem passado. Nada se sabia da vida do Palhaço do Crime antes dele aparecer em Gotham City cometendo suas atrocidades e atormentando a vida de Batman. A obra de Alan Moore trata não só de criar uma origem, e consequentemente, uma dimensionalidade maior ao personagem, como de aproximá-lo do leitor. A partir daquele momento, o Coringa deixa de ser o vilão maniqueísta que até então fora, para se tornar um personagem mais humanizado, de forma que quase dá pra entender o porquê dele ser quem é e fazer o que faz. Mas estou me adiantando.



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