



1964 (FRANÇA)
- SOCERLID. Estabeleceu
a Societé d´Etudes
et Recherches
des Litératures
Dessinées. Fundada por
Pierre Couperie e Maurice
Horn, entre outros, a
SOCERLID preocupava-se
com o estudo e
investigação da literatura
desenhada, editando uma
revista para especialistas
de BD, Phênix,
e organizando exposição
sobre a banda desenhada.
1965 (ITÁLIA)
- EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL.
A primeira exposição
internacional de quadrinhos
realizado na Europa
aconteceu em Bordighera,
junto com o Festival
do Humor. No ano
seguinte a cidade
medieval, Lucca, cercada
por um muro famoso,
abrigou o universo
dos comics, roubando o
evento realizado no ano
anterior em Bordighera.
1965 (ITÁLIA)
- VALENTINA.
Criação do arquiteto
milanês Guido Crepax.
Desenhos elaborados
e rompimento da diagramação
tradicional. Linguagem
revolucionária, seccionando
a narrativa. Erotismo e
sadomasoquismo em alta.
Guido Crepax tem construído
uma das mais enigmáticas
obras dos fumetti: Valentina,
Bianca, Anita, Emmanuelle
– um mundo gráfico entre
o sonho e a
fantasia, o real
e o político,
o alumbramento e
a poesia. Seus labirintos
oníricos, de marcação
visual neobarroca, implicam
um fascínio que não
se dá de um
momento para outro:
exige uma leitura muitas
vezes lentas, difícil. É
preciso saber penetrar
neste universo de imagens
que se multiplicam
em variados enquadramentos
(ora panorâmicos, ora
minúsculos, ora delirantes).
É preciso saber penetrar
na musicalidade de
seu ritmo narrativo,
às vezes nervoso, às
vezes tenso, com uma
decupagem quase sempre
onomatopaica. Quadrinho
sofisticado, intelectualizado,
psicanalítica.

1965 (EUA)
– Inicia-se o célebre
seriado de TV
do Batman, então marcado
por uma fase leve
e “sorridente” nas
HQ. Na TV dos anos 60, os seriados filmados tinham como objetivo de
marketing divertir as famílias e os pré-adolescentes, aonde os estúdios
americanos produziam mais e mais comédias em profusão. Era um bom momento para
ressuscitar o homem-morcego dos gibis. O produtor William Dozier não queria ,
entretanto, rechear as telinhas com um herói amargurado. A solução foi
transformar Batman em comédia, colocando um liquidificador à linguagem das
histórias em quadrinhos, os clichês dos antigos cine-seriados da década de 40,
e a estética psicodélica daqueles tempos. Tudo com muito exagero.
Da linguagem dos antigos seriados
aproveitou-se a fórmula "será que ele irá escapar? " A história era
sempre dividida em dois episódios, que eram exibidos semanalmente nos Estados
Unidos e, dependendo da emissora, diariamente no Brasil. Sempre no final do
primeiro episódio, Batman e Robin eram envolvidos em alguma terrível armadilha
de algum de seus arqui-vilões, de forma aparentemente fatal. Enquanto eles
tentavam escapar, os letreiros (e, no Brasil, o narrador) alardeavam com
espanto: " Será que desta vez chegou mesmo o fim de nossos heróis? E o
Coringa, conseguirá dominar o mundo? Não percam, na próxima semana, mais um
bat-episódio nesta mesma bat-hora, neste mesmo bat-canal". Marcar um
encontro para a mesma bat-hora no mesmo bat-canal transformou-se em
praticamente uma gíria dos adolescentes da época.
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