

Mas o preto também pode mostrar-se rebelde ou transgressivo. As jaquetas pretas dos roqueiros, as Panteras Negras e todos os movimentos ou pequenos grupos políticos que, na segunda metade do século XX, mostraram sua revolta sob uma roupa preta, tiveram vários ancestras, alguns muito longínquos.
Socialmente o preto está presente nas bandeiras das ideologias contemporâneas. É a cor utilizada pelos totalitarismos mas também pelos movimentos de libertação, não deixado de estar igualmente associado a superstições e mesmo, por vezes, a um bestiário do diabo. Tal como nos primeiros tempos, os múltiplos significado do preto (ou dos pretos) só podem ser entendidos nos seus contextos sociais.
No futebol, os árbitros foram durante muito tempo os “homens de preto”: esta cor significava sua autoridade. Ao abandonar o preto, para vestir hoje em dia outras cores, eles perderam boa parte dessa autoridade. O amplo trabalho de pesquisa de Michel Pastoureau finaliza com o luxo do preto. Nascido por volta do final do século XIV não encontrando quase nada para expresar-se a não ser no caviar e na embalagem de alguns produtos muito cars (joias, perfumes). Quanto à primazia do preto sobre as outras cores, é reservada às faias de judô e às
postas de esqui, dois domínios próprios do esporte. Na pesquisa feita na Europa, o preto não é nem a mais apreciada (azul) nem a menos estimada (amarelo). Ela situa-se no meio da gama.
Preto. História de uma cor, do historiador francês Michel Pastoureau, especialista em Idade Médida, dedicado ao estudo da história das cores, é uma publicação da Editora Senac com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. A apresentação gráfica do presente volume é bem cuidada, criativa e funcional. Vale a pena conferir.
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