Quem nunca
acordou de madrugada desejando um refrescante copo de água sem precisar se levantar e ir até a cozinha matar a sede? Pois é, a solução para a sede noturna pode estar na comodidade e beleza rústica das tradicionais moringas comumente utilizadas nas fazendas e casas do interior da Bahia e do Brasil. Além da praticidade, a moringa confere charme ao ambiente, seja pela simplicidade ou pela releitura moderna da peça,
que desta forma tem ganhando espaço nas grandes cidades.
Há peças para todos os gostos. Modelos que vão desde as originais, feitas de barro, pintadas a mão, até as mais sofisticadas, de cristal, porcelana, inox, alumínio, entre outros materiais. A dupla investe nos motivos florais, folhagens, palmeiras e coqueiros. Apesar dos inúmeros modelos, vale lembrar que somente as peças tradicionais de barro conservam a água fresquinha. A arte de fazer moringas é milenar. O processo de fabricação das peças se dá na olaria, onde se prepara a argila para a sua confecção.

MATANDO A SEDE - Você já deve ter se perguntado porque a água contida numa moringa de barro é fresca. Não é só uma sensação física. A temperatura dela é realmente alguns graus centígrados menor que a temperatura ambiente. Por que isso acontece? Porque o barro cozido com o qual a moringa é feita, é porosa à água, isto é, á água atravessa lentamente a parede de barro. Essa ação faz com que a parede da moringa esteja sempre úmida. Por sua vez, essa umidade da parede externa está sempre evaporando e a moringa vai lentamente perdendo a água armazenada em seu interior.

ESTADO DE ARTE - A Bahia é um grande centro produtor de artesanato em barro. O município de Barra, por exemplo, cidade localizada às margens do Rio São Francisco, no centro-oeste do Estado, no passado, com o seu intenso fluxo de vapores e gaiolas que navegavam pelo Velho Chico, incentivaram a produção e comercialização de peças em barro, como potes, filtros, talhas, vasos, e claro, moringas. Essas mercadorias abasteciam diversas cidades, como Barreiras, Xique-Xique, Bom Jesus da Lapa e Juazeiro.

Nos últimos
anos, cidades como Barra e localidades como Maragogipinho, têm sido assistidas pelo Instituto de Artesanato Visconde de Mauá, coordenador de políticas para o artesanato baiano, cujo trabalho, juntamente com os municípios, é direcionado no sentido de resgatar antigas tradições da cultura popular, com o objetivo de manter vivo o artesanato do Estado. Sua atuação ocorre através da aplicação de programas que visam o incremento da produção com geração de emprego e renda, a divulgação da atividade artesanal e o escoamento da produção através da comercialização direta com o público consumidor.
--------------------------------------------------
Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do
nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas),
Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau
Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em
frente a Biblioteca Pública) e na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28,
Pelourinho. Tel: 3321-1596). E quem desejar ler o livro Feras do Humor
Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro
Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929)
Nenhum comentário:
Postar um comentário