07 agosto 2014

Batatinha, o diplomata do samba (2)



Ninguém sabe quem sou eu/também não sei que o sofrimento/de mim até se cansou/na imitação da vida/ninguém vai me superar/pois sorrio de tristeza/se não aceito chorar/mesmo assim eu vou passando/vou sofrendo e vou sonhando/ate quando despertar(Imitação, de Batatinha)

Em 1976, finalmente, fez o LP Toalha da Saudade, eleito pelos críticos como um dos melhores trabalhos daquele ano. No dia 03 de janeiro de 1997 a Bahia perdeu um de seus maiores sambista. Batatinha faleceu, aos 72 anos, no Hospital Aristides Maltez, vítima de câncer na próstata, em Salvador.

Em 1998 foi lançado o disco Diplomacia, produzido por Paquito e Jota Velloso. Os arranjos do álbum vão da tradição regional aos recursos de violoncelo, com assinaturas de Antônio Burgos,César Mendes, Edson 7 Cordas, Roberto Mendes e Tuzé de Abreu, sob a direção de estúdio a cargo de Nestor Madrid. Em 2006 foi lançado o documentário de Pedro Abid: BatatinhaSamba Oculto da Bahia. Em 2009 o cineasta Marcelo Rabelo lançou o documentário BatatinhaPoeta do Samba, sobre a obra e a vida deste artista que tem muito pouco reconhecimento na cidade onde viveu.

Sou profissional do sofrimento/professor do sentimento/do amor sou artesão/mestre do viver
fui chamado/conselheiro do reinado/cujo o rei é o coração(Conselheiro, de Batatinha e Paulo César Pinheiro)

Ao longo de sua carreira, Batatinha teve muitos parceiros e conquistou muitos amigos com o seu jeito unânime de ser: sério, sensual, equilibrado, respeitador e calmo. Um dos melhores momentos de sua carreira foram os 11 shows que fez em várias capitais brasileiras para o Projeto Pixinguinha, em 1983, ao lado de Elza Soares. Depois de seu primeiro disco solo em 1976, nos anos seguintes quatro sambas seus ganharam interpretação em disco, com Nora Ney (Inventor do Trabalho), Alcione (Agolana, parceria com Ederaldo Gentil), Moraes Moreira (O Circo) e Ciro Aguiar (Não Pise no Meu Calo). Em 1994 a gravadora WR de Salvador lançou o LP, 50 Anos de Samba.

Todo mundo vai ao circo/menos eu, menos eu/como pagar ingresso/se eu não tenho nada/fico de fora escutando a gargalhada(O Circo)

HUMOR GRÁFICO NA BAHIA

Uma exposição com as obras dos precursores do grafismo baiano (cartum, caricatura, charge e quadrinhos) até os dias atuais é de grande necessidade para o grande público (jovem e adulto).

É necessário apresentar ao público a história desses artistas que continuam invisíveis e são importantes no registro dos acontecimentos históricos e sociais.

Por esse motivo, vamos apresentar em 2015 uma grande exposição de humor gráfico na Bahia e queremos a participação de todos os artistas.

Paraguassu, K-Lunga, Tischenko, Sinézio Alves, Fernando Diniz, Theo, Lage, Setubal, Nildão, Ruy Carvalho, Cedraz, Cau Gomez, Bfruno Aziz, Valterio, Flavio Luis, Luis Augusto, Valmar Oliveira, Andre Leal, Angelo Roberto, Eduardo Barbosa, Gentil, Jorge Silva, Carlos Ferraz, Helson Ramos, Hector Salas, Tulio Carapiá, Sidney Falcão são alguns dos artistas cujas obras estarão na mostra.
Participe, colabore. Contato: gutecruz@bol.com.br
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Quem desejar adquirir o livro Bahia um Estado D´Alma, sobre a cultura do nosso estado, a obra encontra-se à venda nas livrarias LDM (Brotas), Galeria do Livro (Espaço Cultural Itau Cinema Glauber Rocha na Praça Castro Alves), na Pérola Negra (Barris em frente a Biblioteca Pública), na Midialouca (Rua das Laranjeiras, 28, Pelourinho. Tel: 3321-1596) e Canabrava (Rua João de Deus, 22, Pelourinho). E quem desejar ler o livro Feras do Humor Baiano, a obra encontra-se à venda no RV Cultura e Arte (Rua Barro Vermelho 32, Rio Vermelho. Tel: 3347-4929.

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