22 maio 2014

Cronologia das Histórias em Quadrinhos (79)



1986 (EUA) – Durante e depois da Crise nas Infinitas Terras (a maxi-série que modificoucompletamente o universo DC), os editores, roteiristas e desenhistas da DC Comics receberam orientações para renovar ao máximo seus personagens, se possível começar da estaca zero. E assim foi feito. Frank Miller deu sangue novo e sombrio ao Batman. George Pérez esculpiu uma belíssima Mulher Maravilha. Mike Baron mudou radicalmente o estilo do Flash. A tarefa de maior responsabilidade, contar a nova origem do Super Homem, ficou a cargo de John Byrne. Ele nos trouxe um Homem de Aço menos poderoso e mais compatível com o mundo moderno. Criou explicações científicas plausíveis para vários detalhes esquecidos ou negligenciados por seus antecessores e até tornou mais coerente a ideia de um semideus caminhar entre a humanidade. As reformulações também afetaram o Capitão Marvel. Toda a chamada família Marvel (Mary Marvel, Marvel Jr etc) foi deixada de lado, como se nunca tivesse existido (assim como aconteceu como Superboy no caso do Super Homem).


1986 (EUA) – A National Cartoonist Society elege Calvin e Haroldo, de Bill Watterson, a melhor tira de humor, por sua originalidade e simpatia.

1986 (BRASIL) – No dia 10 de setembro, depois de perambular pelas páginas dos mais importantes jornais franceses, Alain Voss volta ao Brasil e publica no Caderno 2 do Estado de São Paulo, por dez edições, GOULA. UMA AVENTURA DE BRANCO E MORENO, a história tem a cidade de São Paulo como pano de fundo. Voss também desenhou a capa do disco da banda Os Mutantes.

1986 (EUA) – Ausente das revistas em quadrinhos desde a versão, de vida curta, feita por Mike Kaluta, nos anos 70, O Sombra retorna em uma mini-série de quatro capítulos (Crime e Castigo), escrita e desenhada por Howard Chaykin que desvendou parte dos mistérios que cercavam o personagem como a origem de seus poderes mentais e sua verdadeira identidade. Ambientada nos dias atuais, a série foi criticada por trazer um Sombra modernizado. Veste ternos Giorgio Armani e suas armas são metralhadoras Uzi, em vez das tradicionais Colt 45. Além disso, a série erra violentamente erótica.

1986 (BRASIL) – Em agosto, a caricaturista Márcia Braga expôs seus trabalhos no Hotel Meridien, no Rio Vermelho, Salvador, na primeira mostra individual. Nesse mesmo ano ganha o prêmio imprensa de caricatura no V salão de Humor do Piauí. Em novembro estreou no Nacional, do Tarso de Castro, depois no Caderno 2 do Estadão e revista Domingo, do JB.

1986 (EUA) – No dia três de março começa a ser publicada em jornais americanos a série U.S.ACRES, criada por Jim Dais. A série é direcionada exclusivamente para as crianças. São histórias meio ingênuas envolvendo os bichos de uma fazenda, tendo como personagem central um porquinho, Orson, e como coadjuvantes um galo, alguns pintos recém-saídos da casca que pensam que Orson é a mãe deles, e mais um rebanho de bezerros, ovelhas e outros animais do campo.



1986 (BRASIL) – Maurício de Sousa lança AS NOVAS AVENTURAS DA TURMA DA MÔNICA, desenho animado de 59 minutos de duração.

1986 (BRASIL) – A TV Globo lança a sérieARMAÇÃO ILIMITADA. A tendência da série foi se apropriar da linguagem dos quadrinhos. Juba e Lula (Kadu Moliterno e André Di Biasi) tornaram-se os heróis televisivos genuinamente nacionais pós-Vigilante Rodoviário (e seu cão Lobo) e o Capitão Aza, na década de 60. De aventura e os esportes de ação, a série, com o tempo, foi ficando cada vez mais humorística. Quanto mais engraçada a série ficava, maior a audiência.


1986 (ITÁLIA) – No 20º Festival Internacional de HQ e Ilustração de Lucca, Itália, Jayme Cortez recebe o prêmio Carand´Ache, “por uma vida dedicada à ilustração”. Will Eisner, o criador de O Espírito, pe ovacionado no Teatro Del Giglio ao receber o Yellow Kid (a Palma de Ouro dos fumetti), como uma vida dedicada aos quadrinhos. E o espanhol Jordi Bernet recebeu o Alfred de melhor desenhista estrangeiro em Angoulême.

1986 (BRASIL) – A Editora Marco Zero lança o álbum de quadrinhos NOS TEMPOS DE MADAME SATÃ, com roteiro de Luiz Antonio Aguiar e desenhos de Julio Shimamoto. Fala do autêntico Madame Satã, o mais famoso malandro e marginal do Rio de Janeiro, homossexual barra pesada, sempre com uma navalhinha no bolso e uma boa cantada na ponta da língua.

1986 (ITÁLIA) – O mestre italiano Milo Manara escreve e desenha a série SONHAR TALVEZ. Depois de viajar pela Amazônia e pelo Continente Negro nos álbuns anteriores, o personagem Giuseppe Bergman (alterego de Manara) está de malas prontas para um novo roteiro espaço-temporal pelo Paquistão, pela Índia e adjacências, com todo o misticismo,magia, história, aventura e fantasia. 

Desta vez Bergman atua como coadjuvante da bela Francesca Foscari, diretora de produção que sai à procura de uma equipe de filmagem que se perdeu na Índia – e da qual não tem pista alguma, a não ser algumas fitas do que já havia sido gravado. 
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