
1983 (FRANÇA)
– O desenhista iugoslavo
Enki Bilal junto com
o escritor francês Pierre
Christin lançam o
álbum A CAÇADA.
A história parte de
um fato real da
URSS pré-Gorbachev – as
reuniões de membros
dos altos escalões do
bloco comunista em caçadas
esportivas – para estabelecer
uma rede de relações
problemáticas de poder
entre ols caçadores.
Enas da história do
leste europeu no século
20 ilustram a trajetória
e marcam o crescimento
da tensão quando os
alvos dos tiros vão
deixando de ser
os animais. Esse álbum foi anunciado na época como a
primeira história em quadrinhos da era Andropov.
1983 (EUA) - Após o falecimento do
desenhista Alfred James Andriola, aos 70 anos, Kerry Drake foi continuado por
Sururi Gumen, assistente. Mas já era uma obra com visíveis sinais de cansaço e
predestinada ao cancelamento.
1983 (BRASIL) - Surge o
Inter/Quadrinhos, o mais produzido e luxuoso gibi tropical até então. Waltson
Portela foi presença obrigatória em todas as edições. A revista teve apenas
cinco primorosas edições, sucumbindo no incêndio da editora Ondas.
1983 (BÉLGICA) - Em março, morre de
parada cardíaca o criador de Tintin, Georges Rémi que
usava o pseudônimo de
Hergé, criado pelo som das iniciais de seu nome (R.G.). Ele sofria de leucemnia
e tinha 75 anos. Não teve tempo de
terminar “Tintin no País dos Falsários”, que virou um álbum editado em 86 com
os últimos trabalhos do desenhista e com o título de “Tintin et L’alfh’Art”.
Mostra o herói envolvido com uma perigosa quadrilha de falsificadores de
quadros, escondida atrás de uma seita religiosa. De 1929 a 86, no entanto,
Tintin varou o mundo. Esteve no Congo, nos EUA, no Egito, na China, na América
do Sul, na Austrália...Chegou até a Lua, 15 anos antes dos americanos. Material
inédito, nem pensar: Hergé proibiu terminantemente a continuação das histórias
após sua morte. Durante 54 anos Tintin passeou através do mundo com a mesma
silhueta de rapaz direito, rosto de lua cheia com seu topete rebelde,
indiferente a todas as modas masculinas, fiel às calças de jogador de golfe e o
blue jeans dos anos 30. Hergé influenciou, com seu traço linear e simples, toda
uma geração de desenhistas europeus. Foi um dos pioneiros dos quadrinhos
belgas.
1983 (EUA)
– A Filmation Studios produz
130 episódios de HE-MAN para
a televisão e 65
de SHE-RA
que se tornam sucesso
mundial de audiência
e, ao mesmo tempo
um fenômeno mercadológico,
com milhões de bonecos
e monstros criados à
imagem e semelhança
dos personagens das
séries, postos à
venda em todo o
mundo. O tímido príncipe
Adam transforma-se no
guerreiro ao gritar
“pelos poderes de Grayskull.
Eu tenho a força!”.
Ele se transforma
no invencível He Man.
Nesse mesmo ano é
lançado o desenho
animado He Man
and the Masters of
the Universe.

1983 (BRASIL)
– A experiência norte-americana
serviu para Henfil lançar
o livro DIÁRIO
DE UM CUCARACHA,
nome pejorativo (barata) que
os americano dão aos
latino-americanos que moram
nos Estados Unidos. Henfil
reuniu em forma de
diário as cerca de
600 cartas que ele
enviou aos amigos entre
1973 e 1975. A
linguagem coloquial,
cheia de sua poderosa
lucidez, funcionou
como uma bomba, idêntica
ao estouro dos Fradinhos.
Nesse mesmo ano surge
o INTER-QUADRINHOS,
um dos mis produzidos
e luxuoso gibi tropical
até então. Waltson Portela
foi presença obrigatória
em todas as edições.
1983 (ITÁLIA)
– O CLIC, de Milo
Manara (o artista italiano
é considerado o
maior autor erótico das
HQ, ao lado de
nomes como Guido Crepax,
Paolo Serpieri, Rotundo, Magnus
e Vittorio Giardino.
Além de suas obras-solo,
entre elas, Giuseppe
Bergman,
publicada em 1978,
Kama Sutra e
Gullivera).
Manara é conhecido
pelas parcerias com artistas
como o cineasta Frederico
Fellini (Viagem
a Tulum),
Hugo Pratt (El
Gaucho e Verão Índio),
Neil Gaiman (uma história
do álbum Sandman:
Noites Sem Fim)
e Alejandro Jodorowsky
(a série Bórgia).
1983 (FRANÇA)
– Martin Veyron lança
na revista L´Echodês
Savannes a história
L´AMOUR PROPRE, uma
das primeiras HQs pornográficas
sofisticadas (no Brasil
saiu pela Coleção Ópera
Erótica, da Martins
Fontes, com o
título Amor Próprio).
1983 (EUA)
– Robert Crumb cria
na revista Weirdo a
yuppie MO´OLD DAY. “Trata-se
de uma alquimista
incapaz. Sobe, sobe
e sempre termina caindo
outra vez na escala
social”, diz Crumb.
1983 (ITÁLIA)
– Vitório Giardino começa
a publicar na revista
Glamour, LITTLE
EGO, uma paródia-homenagem
sexy a Little Nemo,
o célebre menino sonhador
criado por Winsor McCay
em 1905. Enquanto a
página dominical de Nemo
se desdobrava nas tentativas
do personagem em viajar
pela terra dos sonhos,
um cenário art nouveau,
para a corte do
rei Morfeu, as short
stories de Ego
são sonhos molhados de
um revisionismo pós-freudiano.
No final de cada
sonho fragmentado, a
pequena Ego desperta,
agitada em sua
cama, preocupando-se sobre
a maneira como o
analista irá encarar
seu gozo noturno. O
traço de Giardino,
herdeiro da linha
clara franco-belga, dá
à personagem uma aparência
inocente, em, contraste
com as peripécias
de seu inconsciente
eriçado. Ego é
pequena, magra, narcisista
e preguiçosa. Mora
sozinha num apartamento
antigo, barroco como
a maioria dos delírios
de Nemo.
1983 (ESPANHA)
– TORPEDO,
de Jordi Bernet e
Enrique Sanchez Abuli,
quadrinho de violência
cínica que destaca-se
na produção espanhola
(com efeito, Barcelona
e Bruxelas tornam-se
os principais centros irradiadores
de HQ na Europa,
enquanto que França
e Itália enfrentam
uma crise de mercado
nos anos 90).
1983 (EUA)
- Jim Davis ganha
o prêmio de melhor
tira humorística oferecido
pela National Cartoonists
Society com a
série Garfield.
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