MEMÓRIAS DE SOLDADOS ISRAELENSES - 2


O ponto forte da história é quando são mostradas as “verdades”
que estão por trás de todas as guerras: massacre, genocídio,
destruição. Algumas sequências reais, imagens de arquivo no final,
acordam o leitor para a realidade. O massacre de Sabra e Shatila
suscitou ultraje mundial, e uma comissão de inquérito formada em
Israel responsabilizou indiretamente o então ministro da Defesa
Ariel Sharon, forçando-o a renunciar do seu cargo. A comissão
concluiu que Sharon, que mais tarde se tornaria primeiro-ministro,
ignorou os avisos de que os falangistas massacrariam os refugiados
palestinos para vingar-se da morte de centenas de civis cristãos por
guerrilheiros palestinos no sul do Líbano, seis anos antes.

Desta forma Persépolis retrata a chegada de um regime tirano do
ponto de vista de uma menina de dez anos – a autora quando jovem.
Narra o fato de dentro, valorizando o drama humano de quem viveu
injustiças, perdeu os direitos básicos e pôs em dúvida todos os
valores. Ela via o conflito enquanto vítima. Já Valsa com Bashir
testemunha o resultado de ação traumática de guerra entremeados de
sonhos e alucinações que estavam enterrados no subconsciente do
autor. Persépolis e Valsa com Bashir partem do tema da memória para
reconstruir os acontecimentos de um período.
O contador de histórias tem uma função consagrada pelo tempo.
Conta aos homens de onde eles vieram, cria fábulas para eles,
concluindo com uma moral, para mostrar-lhes, do seu jeito, como
deveriam se comportar. Faz com que se divirtam e aprendam. Ao longo
dos séculos, os contadores de histórias têm usado o mito, as
epopeias, os gracejos, as adivinhações, o teatro, o romance e o
cinema. Hoje, mais do que nunca, vivemos dentro de histórias que nos
foram contadas. Todas as nações, em todas as épocas, ansiaram por
melhores histórias, porque histórias são o material de que são
feitas as pessoas, que nele se reconhecem e se identificam. Nossas
vidas têm muitos outros componentes. Nem precisamos dizer isso. Não
somos constituídos somente de histórias. Mas, sem histórias, somos
nada, ou muito pouco.
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