Terceira onda,
modernidade tardia e
pós modernidade foram
as denominações de
estudiosos a sociedade
pós-industrial. Para Alvin
Toffler, as mudanças
ocorridas na sociedade
se processam como ondas
do mar. E três
grandes ondas são
as responsáveis pelas
transformações que alteraram
a vida em sociedade,
o modo de trabalho
e produção, a política
e o comportamento
humano ao longo dos
séculos. O que
distingue uma onda
de outra é um
sistema diferente
de criar riqueza. A
alteração da forma
de produção de riqueza
é acompanhada de
profundas mudanças sociais,
culturais, políticas,
filosóficas, institucionais.

A terceira
onda se iniciou na
segunda metade do
século 20 e tem
como propulsores o
advento do conhecimento
– ou a Revolução
da Informação – e a
globalização entre outros
inúmeros fatores que
se relacionam nessa cadeia
de mudanças. É a
terceira onda que
caracteriza a transição
para a pós-modernidade.
Na terceira onda, a
principal inovação está
no fato de que
o conhecimento passou
a ser, não um
meio adicional de produção
de riquezas, mas, sim,
o meio dominante.
Na medida em que
ele se faz presente,
é possível reduzir a
participação de todos
os outros meios no
processo de produção.
O conhecimento, na
verdade, se tornou
o substituto último de
todos os outros meios
de produção. Na guerra,
por exemplo, um centímetro
quadrado de silício,
na forma de um
chip programado, pode
substituir uma tonelada
de urânio. O conhecimento
se tornou ingrediente
indispensável de armamentos
inteligentes, que são
programáveis para atingir
alvos específicos e
selecionados. Para derrotar
o inimigo, frequentemente
basta destruir seu sistema
de informações.
CHAVE
E na
informação e no
conhecimento que está
a chave da reorganização
mundial. Assim os
valores pós-modernos
afetam a vida em
velocidade. Segundo Martin-Barbero,
a pós-modernidade é
uma nova maneira de
estar no mundo e
afeta o sentido do
convívio social. Na
sociedade na qual
a linguagem multimídia
impera, vivemos a
simulação. A sociedade
pós-moderna deseja viver
o presente, fazer do
hoje o mundo ideal.
E assim morrem as
grandes utopias e,
em seu lugar, entra
a performance.
O resultado
disso é uma crise
de identidade vivida pelo
sujeito pós-moderno,
que, por ser plural
(não tem uma identidade
fixa, essencial ou permanente),
não sabe qual é
o seu lugar no
mundo. Ele busca entender
qual o seu lugar
na nova sociedade
porque as transformações
ocasionadas com a
onda de mudança “estão
também mudando nossas identidades
pessoais, abalando a
ideia que temos de
nós próprios como sujeitos
integrados”, informa
Stuart Hall em sua
obra “A identidade
cultural na pós-modernidade”.
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