A origem do samba é afro-baiana. Desde a
chula, passando pelo samba de roda, samba duro, samba
reggae até o axé music. O
reconhecimento do samba aconteceu quando o líder de classe Donga (Ernesto dos
Santos com Mauro de Almeida) registrou “Pelo Telefone” na Biblioteca Nacional,
em 1916, ou seja, há 100 anos.
Desde os primeiros anos da colonização
portuguesa no Brasil, uma esperteza das elites dominantes tem permitido ao
negro cantar. Assim os negros puderam continuar a cultivar seus cantos e
danças,
se não como o estimulo, ao menos com a condescendência interesseira dos
senhores brancos. Esse assunto foi notado em 1803, na Bahia, pelo
contrabandista inglês Thomas Lindldey.
Disse ele: “Não tendo de trabalhar
demasiado e apreciando seus alimentos vegetais nativos, os negros mostram-se
alegres e contentes. Uma política acertada é a mola da aparente humanidade dos
colonos portugueses que receberam terrível lição antes de adotar essa linha de
conduta”. E essa lição havia sido a da formação do Quilombo de Palmares,
arrasado em 1697.
De qualquer forma (e a história do
massacrado povo brasileiro que não podia ser de outra maneira) os trabalhadores
brasileiros descendentes dos antigos escravos negros souberam sobrepor-se às
próprias condições ainda com o samba, uma das formas mais originais do canto
coletivo do mundo moderno.
A música tem sentido vital para o povo
africano. Os sons têm papel fundamental e se integram na vida, na família, o
trabalho, nos mercados, na caça, na religiosidade e nas festas.
Até fins do primeiro Império só existiam
o jongo, o batuque o cateretê. Mais tarde veio o fado brasileiro e, por último,
o samba. O primitivo samba era o raiado, com aquele som e sotaque sertanejos.
Depois veio o samba corrido, harmonioso e com a pronuncia de gente da capital
baiana. Apareceu entre o samba chulado, rimado, cheio de melodia, um queixume,
prece, invocação, uma expressão de ternura, de amor, um desabafo.
Nas décadas de 1960 e 70 que surgira
alguns dos mais destacados compositores como Nelson Rufino, Walmir Lima, Edil
Pacheco, Batatinha e tantos outros.
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