
Há 110 anos surgia uma revista de ficção com formato de 17 por 25cm, papel descartável (feito da polpa da árvore, daí o nome pulp), custando apenas um centavo e que fez muito sucesso. Trata-se da “Argosy”, editada por Frank Monsey. Preço baixo e grande tiragem eram a receita de sucesso dos pulps até meados do século passado. Os pulps surgiram como uma opção de leitura e diversão para uma grande massa de trabalhadores que emigrava do campo para a cidade, formando o que seria chamado de sociedade de massas. Monsey foi além, ele lançou a célebre “All Story Magazine” que em 1912 publicou o conto “Sob as Luas de Marte”, de Edgar Rice Burroughs, que pouco tempo depois escreveu Tarzan dos Macacos.
As publicações eram grossas e baratas, impressas em uma tinta de um tom marrom escuro, com centenas de páginas de ficção em cada número. As capas eram coloridas, pintadas para inspirar terror, excitação, desejo e curiosidade. Os enredos eram cheios de brutamontes, orientais sinistros e namoradas seminuas de gângsteres. Algumas eram

No início dos anos 30 a fonte principal de entretenimento, tanto para jovens quanto para velhos, era a leitura. Para eles, havia os pulps, revistas baratas de ficção que foram publicadas aproximadamente de 1900 até 1955, e lidava com todo tipo imaginável de ficção, de western a romance, passando por esportes e mistério, até ficção científica. O elo comum em toda ficção pulp não era violência, sangue ou mesmo vingança. As histórias eram escritas para entreter, e por cinco décadas eles agradaram milhões de leitores. Centenas de difere

A forte concorrência do rádio e do cinema colaborou com a decadência do gênero pulp até seu ressurgimento em publicações temáticas na década de 30, onde a profusão de títulos era enorme: guerra, terror, ficção cientifica, faroeste, crime. As revistas de crime geraram muitos títulos e revelaram um dos maiores escritores norte americanos: Dashiell Hammett, autor de O Falcão Maltês e criador do romance noir. As revistas de ficção científica revelaram nomes como Isaac Assimov e Ray Bradbury. E o que marcou na maioria das pessoas foram os personagens criados para essas publicações. Além de Tarzan, desfilaram pelas páginas dos pulps O Sombra, Doc Savage, Ca

Lester Dent (que assinava sob o pseudônimo de Kenneth Roberson) criou Doc Savage, mestre da mente e do corpo. A história “O Homem de Bronze” foi o título que acabou sendo incorporado no nome do personagem nas edições seguintes. Ele falava qualquer língua deste planeta, possuía conhecimentos avançados em física, química, psicologia e mecânica, tinha resistência física excepcional e muitas vezes se isolava na Fortaleza da Solidão (lembrou-se do Super Homem?) sua base secreta localizada no Ártico onde planejava sua próxima empreitada.
George C. Jenks (sob o pseudônimo de Frank S. Lawton) escreveu O Sombra, herói destemido e misterioso que combate o mal ajudado por uma equipe de especialistas. Um programa de rádio aproveitou o personagem e o levou aos lares americanos com suas histórias de mistério e suspense

Dos anos 40 até os 60 a ficção popular nos EUA passou por grandes mudanças. Os pulps aos poucos se tornaram livros de bolso. Histórias de mistério com detetives durões, uma das fontes dos pulps, tornaram-se respeitáveis. A ficção científica, outrora considerada subliteratura, ganhou em popularidade e tornou-se matéria prima do mercado editorial dos livros de bolso, embora somente na década de 70 o gênero finalmente tinha se tornado aceito como literatura. O que foi considerado um gênero ordinário, um lixo, em 1940, tornou-se ficção reconhecida nos anos 50, exceto os gibis; Mas aí é outra história...
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