21 janeiro 2016

Paixão pelo saxofone (02)


O saxofone é uma invenção de um músico artesão belga do século XIX. E é no jazz que o sax fica mais à vontade. Seu som, ora suave, ora abrasivo, é perfeitamente adequado à improvisação. Seja em inventos de pirotecnia técnica ou de dolorosa melancolia, o sax que tornou-se a “voz” de alguns dos maiores músicos dos últimos 120 anos. 

1841 – Criação: Adophe Sax criou os princípios integrantes da família do saxofone, que patenteou em 1846: soprano, alto, tenor, barítono e baixo.

1844 – Berlioz, o defensor: Hector Berlioz usou o sax baixo em um arranjo da obra coral Chant sacré.

1866 – A patente expira: Sax patentou 14 modelos de saxofone em 1846. A patente vigorou por 20 anos. Quando expirou, outros fabricantes lançaram suas próprias versões.

1868 - Estreia clássico: O sax alto se destaca em um solo obbligato virtuoso, mas habilmente imposta, na ópera Hamlet, de Amboise Thomas, em 1868.

1874 – Tímbres russos: Modest Mussorgski incluiu um solo multiplo de saxofone alto no movimento O Castelo Medieval da obra Quadros de uma Exposição, de 1874.

1892-1931 – Saxofones de Sousa: A celebre banda militar de John Philip Sousa tinha vários saxofones alto.

1920 – Dupla habilidade: O clarinetista Sidney Bechet destacou-se no sax soprano em solos espetaculares e seu vibrato amplo.

1930 – Pai do bebop: O virtuoso saxofonista americano  Charlie Parker foi um dos criadores da técnica  de improvisação genial no estilo bebop.

1960 – Música suave: O som suave do sax baritono em me bemol tocado por Mike Tery fez grandes solos em gravações de 1960.

1970-80: Gênio versátil: O britânico John Harli vai habilmente do jazz a música clássica e tem o crédito de consolidar o lugar do saxofone nas salas de concertos.



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